A Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, oficializou a incorporação do citrato de tofacitinibe (Xeljanz) para o tratamento de pacientes adultos com Retocolite Ulcerativa (RCU) ativa moderada a grave, com resposta inadequada, perda de resposta ou intolerância aos medicamentos sintéticos convencionais, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).
A doença inflamatória intestinal progressiva pode provocar um impacto muito grande na qualidade de vida dos pacientes. Com base na portaria publicada na última segunda-feira, 28, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem 180 dias para passar a fornecer o medicamento, de acordo com a prescrição médica.
Desde janeiro de 2020, discute-se sobre a necessidade de incorporação deste tratamento através da Comissão de Medicamentos e Acesso.
A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal debilitante, crônica e autoimune. Trata-se de uma inflamação recorrente que acomete principalmente a camada mucosa do cólon. Sintomas comuns são diarreia com sangue e hemorragia retal. Pode causar também cólica abdominal, desejo urgente de defecar, fezes com muco e, em casos mais graves, febre, anemia e emagrecimento. A doença manifesta, em sua maioria, dos 20 aos 40 anos, sendo que entre as possíveis causas estão fatores hereditários e respostas inadequadas do sistema imune.
O tofacitinibe é um medicamento oral, utilizado para reduzir a resposta inflamatória do organismo, diminuindo os sintomas da doença. Possui um mecanismo inovador que age dentro das células, inibindo a janus quinase (JAK), uma proteína importante nos processos inflamatórios característicos de algumas doenças autoimunes. Com a nova aprovação, Xeljanz é o primeiro e único inibidor de janus quinase oral aprovado no Brasil para o tratamento de doenças inflamatórias imunomediadas.
Estudos com o medicamento demonstraram melhorias na qualidade de vida dos pacientes tratados. Até então, as opções terapêuticas eram os medicamentos infliximabe e vedolizumabe, além do uso de corticoesteroides e imunussupressores.
