fonte: Associação Paulista de Medicina

Boletim Epidemiológico 32 da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde trouxe um informe sobre surtos notificados de doenças transmitidas por água e alimentos no País entre janeiro de 2016 e dezembro de 2019.

Ao todo, foram 626 surtos por ano no período analisado, que acometeram 37.247 pessoas (média de 9.312 casos ao ano). Foram registrados 38 óbitos (média de 9,5 mortes ao ano) em 26 surtos, dos quais 23% tiveram os agentes etiológicos identificados como: intoxicação exógena, E.coli EHEC, S.aureusT. cruzi e Salmonella.

Ao todo, os agentes mais prevalentes foram Escherichia coli (35,7%), Salmonella (14,9%), Staphylococcus (11,5%), Norovírus (8,3%), Bacillus cereus (7,4%) e rotavírus (6,95%), entre outros.

Entre o total de 2.504 surtos, em 894 há informações sobre o tipo de alimento envolvido na transmissão, sendo água – em 28,4% das vezes – e alimentos mistos – 19,4% – os principais responsáveis.

Também foram grupos de alimentos identificados no surtos investigados: múltiplos alimentos (12,2%); leite e derivados (9%); frutas, produtos de frutas e similares (5%); carne bovina in natura, processados e miúdos (4,1%); ovos e produtos à base de ovos (3,7%); e pescados, frutos do mar e processados (2,5%).

A própria residência dos indivíduos foi o local de contaminação mais frequente (37,3%), seguido por restaurantes, padarias ou locais similares (16%). Os demais surtos ocorreram em: outros lugares (11,7%), creche/escola (10%), alojamento/trabalho (8,4%), hospital/unidade de saúde (5,8%) e eventos (5,3%).

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde tem desenvolvido ações para normatizar a vigilância. Foram reuniões, seminários, treinamentos, apoio em investigações, elaboração de documentos técnicos, participação em comitês e fornecimento de insumos estratégicos, entre outras atividades.