banda_duodenofonte: FBG

Todos sabem que o duodeno faz parte do sistema digestório, que é a primeira porção do intestino delgado e que o seu nome, derivado do latim, se deve ao fato do órgão ter o comprimento de cerca de doze dedos. Mas o que talvez muitos ainda não saibam, é que o “DuoDeno” é também o nome da banda do gastroenterologista carioca, Luiz Artur Juruena de Mattos.

Apaixonado por música desde pequeno, “comecei meus estudos musicais com 13 anos de idade e o meu primeiro instrumento foi um clarinete”, conta o Dr. Juruena, e após alguns conjuntos musicais na adolescência, em 1993, com a chegada do colega gastroenterologista e endoscopista, Fernando Guigon, no Hospital da Lagoa (onde Luiz foi chefe do Setor de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva por mais de 15 anos), foi criado o duo de gastros, batizado como “DuoDeno”.

“O nascimento do nosso duo surgiu pelo interesse mútuo pela música. Fernando toca violão, guitarra e é cantor e eu toco clarinete e sax-alto”. Com uma vida ativa desde os primeiros anos de criação, o DuoDeno já fez apresentações no Hospital da Lagoa do Rio de Janeiro, em eventos do Conselho Regional de Medicina também no RJ e já participou de diversas Jornadas e Congressos médicos.

Mais tarde, outros colegas foram agregados passando de duo a quarteto, “mas mesmo assim resolvemos manter o nosso nome DuoDeno”, explica ele. Atualmente o grupo é formado pelo duo inicial mais Evandro Coutinho (epidemiologista, pesquisador da FIOCRUZ e professor da UERJ), no contrabaixo, e Ricardo Amorim (clínico, intensivista e professor da UFRJ), na bateria.

O primeiro CD foi lançado em 1995 e o segundo, em 2005. “Ao longo desses anos temos nos apresentado em várias casas de espetáculo na cidade do Rio de Janeiro, já tivemos uma participação no ‘Programa do Jô’, em 2006 e há muitos anos, em Belo Horizonte, fomos convidados pelo inesquecível Professor Luiz de Paula Castro para o lançamento de um livro, onde fizemos uma apresentação no encerramento do evento”, lembra.

Ativo desde então, o grupo ensaia todas as terças-feiras à noite em um estúdio em Botafogo e a sua última apresentação foi no dia 22 de outubro no ECOSOM, uma casa de shows no mesmo bairro. “Para mim, estar no palco é motivo de orgulho e muita alegria. É possível conciliar a minha profissão de médico com o meu ‘hobby’, que é a música. Aliás, não consigo imaginar a minha vida sem ela”, finaliza o músico gastroenterologista.

“Eu não conseguiria viver sem a música. Com a arte, conseguimos ser melhores pessoas e melhores profissionais.”