Atualização sobre Doença Inflamatória Intestinal (DII) DDW 2017

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fonte: FBG

por Dra. Andrea Vieira (CRM 97843)

A DII foi muito discutida no DDW 2017. Em várias mesas, assuntos como história natural, microbioma, avanços diagnósticos, complicações e tratamento foram amplamente debatidos.

Vale ressaltar que alguns dados novos foram apresentados, especialmente os estudos UNIT-1, UNIT-2 e IM-UNIT sobre um novo fármaco anti-interleucina-23 e anti-interleucina-12, chamado Ustekinumabe. Tal medicamento já é utilizado para tratamento da psoríase e, agora, esses estudos demonstraram ótimos resultados na doença de Crohn, para indução e manutenção da remissão, com baixa imunogenicidade, excelente segurança e facilidade na posologia (a cada três semanas).

Outra apresentação importante que teve destaque no DDW foi a revisão da Cochrane, que debateu alguns pontos como:

1. – Risco de malignidade com o uso dos antagonistas do TNF alfa na Doença de Crohn

Observou-se que a monoterapia com anti-TNF tem uma possível associação com melanoma, enquanto a terapia combinada anti-TNF e imunossupressor aumentou o risco de câncer de pele não melanoma.

2. -Retirada da medicação em pacientes com doença de Crohn quiescente

• A retirada das tiopurinas em pacientes com doença de Crohn em remissão clínica é associada a maior chance de recidiva, mas baixo potencial de eventos adversos.

• Não há diferença nas taxas de recidiva nos pacientes com terapia combinada que param ou continuam usando tiopurinas.

• Nenhum estudo controlado avaliou a descontinuação do anti-TNF em pacientes com doença de Crohn em remissão.

• Estudos não controlados sugerem que a retirada do anti-TNF leva a 50% de recidiva nos pacientes com dois anos de seguimento.

Por fim, pode-se salientar os resultados finais que foram apresentados sobre o estudo PYRAMID: registro de segurança do Adalimumabe em pacientes com doença de Crohn com seguimento de seis anos. Esse trabalho excluiu a dúvida do risco de linfoma em pacientes com doença de Crohn tratados com Adalimumabe. Além disso, mostrou que as taxas dos eventos adversos foram semelhantes aos estudos previamente apresentados, porém com menos tempo de seguimento.

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