{"id":9805,"date":"2020-04-27T13:05:11","date_gmt":"2020-04-27T13:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=9805"},"modified":"2020-04-27T13:05:11","modified_gmt":"2020-04-27T13:05:11","slug":"novo-coronavirus-permanece-no-corpo-por-cerca-de-21-dias-nos-casos-graves-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2020\/04\/novo-coronavirus-permanece-no-corpo-por-cerca-de-21-dias-nos-casos-graves-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Novo coronav\u00edrus permanece no corpo por cerca de 21 dias nos casos graves, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Pacientes que tiveram a\u00a0forma mais grave da Covid-19, doen\u00e7a causada pelo Sars-Cov-2, permanecem com o v\u00edrus no corpo por um per\u00edodo mais longo do que aqueles que tiveram vers\u00f5es leves da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em amostras extra\u00eddas do trato respirat\u00f3rio (catarro e saliva) de doentes em situa\u00e7\u00e3o mais grave na China, o v\u00edrus foi encontrado por 21 dias, em m\u00e9dia. Em alguns casos, esse per\u00edodo se estendeu a 30 dias. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia da presen\u00e7a do v\u00edrus nos\u00a0pacientes sem complica\u00e7\u00f5es\u00a0foi de 14 dias.<\/p>\n<p>Os resultados v\u00eam de um estudo publicado por cientistas chineses na ter\u00e7a-feira (21), na revista cient\u00edfica brit\u00e2nica The BMJ (antigamente conhecida como The British Medical Journal), uma das publica\u00e7\u00f5es de maior prest\u00edgio na \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita com mais de 3.400 amostras de secre\u00e7\u00f5es do trato respirat\u00f3rio, urina, sangue e fezes de 96 pacientes atendidos em um hospital de Zhejiang, prov\u00edncia do leste da China. Todos os participantes do estudo tiveram a Covid-19\u00a0confirmada por testes moleculares\u00a0(RT-PCR). Os cientistas classificaram 22 dos casos como moderados e 74 como graves.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise das amostras indicou que, nos pacientes de casos brandos da doen\u00e7a, o pico da carga viral acontece na segunda semana da infec\u00e7\u00e3o. Nos pacientes de casos mais graves, as quantidades do v\u00edrus no organismo ainda eram altas na terceira semana da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cTudo indica que quanto maior a carga viral, maior a chance de o paciente desenvolver a doen\u00e7a de forma mais grave. A\u00a0possibilidade de transmiss\u00e3o do v\u00edrus\u00a0tamb\u00e9m aumenta\u201d, diz Fabrizio Romano, otorrinolaringologista e presidente da Academia Brasileira de Rinologia (ABR).<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um dos motivos de vermos tantos profissionais da sa\u00fade com complica\u00e7\u00f5es de Covid-19, porque lidam com maior proximidade de pacientes de maior gravidade\u201d, diz o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Nos casos mais cr\u00edticos, o organismo n\u00e3o d\u00e1 conta de combater a infec\u00e7\u00e3o e, assim, o v\u00edrus consegue se multiplicar no corpo do infectado por mais tempo, explica Romano.<\/p>\n<p>\u201cQuando esse paciente tem alta e vai para casa, isso n\u00e3o quer dizer que ela tenha parado de transmitir a doen\u00e7a. Ele deve manter o isolamento at\u00e9 o teste indicar a aus\u00eancia do v\u00edrus\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O v\u00edrus tamb\u00e9m foi detectado em amostras de fezes de 59% dos pacientes por um per\u00edodo m\u00e9dio de 22 dias \u2014ou seja, mais tempo do que o v\u00edrus fica presente no sistema respirat\u00f3rio. Apenas um participante da pesquisa teve o v\u00edrus detectado em amostra de urina.<\/p>\n<p>Segundo Marco Aur\u00e9lio S\u00e1fadi, infectologista da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, o cen\u00e1rio \u00e9 especialmente delicado ao lidar com crian\u00e7as ou pessoas mais velhas que necessitam de troca de fraldas, por exemplo.<\/p>\n<p>O artigo n\u00e3o fornece a certeza da transmiss\u00e3o pelo contato com as excre\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que o teste molecular, feito para detectar a doen\u00e7a nos pacientes que participaram da pesquisa, detecta partes do v\u00edrus na pessoa, mas n\u00e3o diz se ele ainda est\u00e1 ativo para causar a infec\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o resultado do estudo indica que\u00a0existe a possibilidade de transmiss\u00e3o\u00a0por essa via, de acordo com S\u00e1fadi.<\/p>\n<p>No estudo chin\u00eas, as amostras foram recolhidas de pacientes adultos entre os meses de janeiro e mar\u00e7o deste ano. S\u00e1fadi conduz atualmente um estudo com crian\u00e7as infectadas pelo novo coronav\u00edrus, e o v\u00edrus tamb\u00e9m foi encontrado nas amostras de fezes dos mais novos. Os resultados ainda n\u00e3o foram publicados.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos assumir que h\u00e1 a infectividade, mas \u00e9 plaus\u00edvel que sim. Isso traz a necessidade de maior aten\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o infectologista.<\/p>\n<p>De acordo com Romano, da ABR, o estudo feito na China contou com metodologia confi\u00e1vel, mas teria resultados ainda mais precisos com a inclus\u00e3o de um n\u00famero maior de pacientes.\u00a0O misto de medicamentos usados\u00a0pelos participantes da pesquisa \u00e9 outra limita\u00e7\u00e3o apontada pelo m\u00e9dico.<\/p>\n<p>No estudo, os pacientes receberam cortic\u00f3ides, antibi\u00f3ticos ou uma combina\u00e7\u00e3o desses medicamentos. Todos fizeram tratamento com algum antiviral. \u201cDevemos ter cautela antes de extrapolar esses resultados para outras popula\u00e7\u00f5es que recebem outros rem\u00e9dios\u201d, diz Romano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Pacientes que tiveram a\u00a0forma mais grave da Covid-19, doen\u00e7a causada pelo Sars-Cov-2, permanecem com o v\u00edrus [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-9805","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9805"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9805\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9807,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9805\/revisions\/9807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}