{"id":9000,"date":"2019-11-18T14:25:54","date_gmt":"2019-11-18T14:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=9000"},"modified":"2019-11-18T14:25:54","modified_gmt":"2019-11-18T14:25:54","slug":"numero-de-brasileiros-com-diabetes-aumentou-31-nos-ultimos-dois-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/11\/numero-de-brasileiros-com-diabetes-aumentou-31-nos-ultimos-dois-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de brasileiros com diabetes aumentou 31% nos \u00faltimos dois anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Sa\u00fade Abril<\/p>\n<p>Foi divulgado, em homenagem ao\u00a0<strong>Dia Mundial do Diabetes<\/strong>\u00a0(14 de novembro), a\u00a0<a href=\"https:\/\/diabetesatlas.org\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">nona edi\u00e7\u00e3o do Atlas de Diabetes<\/a>. O documento, produzido a cada dois anos pela Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em ingl\u00eas), mapeia a dimens\u00e3o da doen\u00e7a em 138 pa\u00edses. Infelizmente, os resultados n\u00e3o s\u00e3o muito animadores, especialmente no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cA principal informa\u00e7\u00e3o que o Atlas traz \u00e9 um crescimento importante da doen\u00e7a, principalmente aqui\u201d, comenta o endocrinologista La\u00e9rcio Joel Franco, professor da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)\u00a0que participou do comit\u00ea organizador do levantamento.<\/p>\n<p>A pesquisa calcula que, atualmente, 463 milh\u00f5es de pessoas entre 20 e 79 anos no mundo possuem diabetes, 38 milh\u00f5es a mais em compara\u00e7\u00e3o com 2017. O tipo 2 \u2014 vers\u00e3o muito associada a um estilo de vida n\u00e3o saud\u00e1vel \u2014 \u00e9 respons\u00e1vel por quase 90% dos casos.<\/p>\n<p>Nesse ritmo, a\u00a0IDF\u00a0calcula que, em 2030, ser\u00e3o 578 milh\u00f5es de diab\u00e9ticos no mundo e, em 2045, 700 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Franco lembra que essas estimativas se baseiam em indiv\u00edduos j\u00e1 diagnosticados. No entanto, h\u00e1 muita gente por a\u00ed com essa encrenca e nem sabe \u2014 em outras palavras, os n\u00fameros reais podem ser maiores.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o \u00e9 que, sem diagn\u00f3stico, as pessoas n\u00e3o se cuidam. Futuramente, elas podem ter complica\u00e7\u00f5es graves\u201d, alerta o endocrinologista. Para quem n\u00e3o sabe, o diabetes \u00e9 caracterizado por n\u00edveis elevados de\u00a0<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/acucar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a\u00e7\u00facar<\/a>\u00a0no sangue, e causa de infarto a amputa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>A situa\u00e7\u00e3o no Brasil<\/strong><\/h3>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo Atlas, nosso pa\u00eds teve um crescimento de 31% na popula\u00e7\u00e3o com diabetes. A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no resto do mundo essa taxa ficou em 9%. Nesse quesito, perdemos apenas para China, \u00cdndia, Estados Unidos e Paquist\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente, 11,4% dos adultos brasileiros sofrem com a glicemia alta. Franco conta que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, houve um aumento na incid\u00eancia do problema nas na\u00e7\u00f5es de baixa e m\u00e9dia renda, que est\u00e3o se desenvolvendo agora. \u201cIsso ocorre porque as pessoas est\u00e3o vivendo mais, mudando os h\u00e1bitos e engordando\u201d, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 os pa\u00edses desenvolvidos passaram por esse fen\u00f4meno d\u00e9cadas atr\u00e1s. \u201cNa Europa, o diabetes est\u00e1 quase se estabilizando\u201d, exemplifica Franco. Por outro lado, a Am\u00e9rica Central e a do Sul est\u00e3o numa curva ascendente.<\/p>\n<p>Outro ponto que chama a aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado ao\u00a0diabetes tipo 1. Hoje, o Brasil sedia a terceira maior popula\u00e7\u00e3o de\u00a0crian\u00e7as\u00a0e adolescentes no mundo (95 800 jovens abaixo dos 20 anos) com essa vers\u00e3o da doen\u00e7a, marcada por um ataque do pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico ao p\u00e2ncreas. Estados Unidos e \u00cdndia ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente.<\/p>\n<p>Apesar do aumento, o especialista n\u00e3o acredita que haja maior risco de desenvolver essa modalidade de diabetes por aqui. \u201cO que realmente preocupa \u00e9 o fato de o tipo 2 estar surgindo nas idades mais baixas, em geral por excesso de peso. Isso \u00e9 algo que pode ser evitado\u201d, opina.<\/p>\n<p>O Atlas tamb\u00e9m mostra que 24,2% do gasto com sa\u00fade p\u00fablica no nosso pa\u00eds est\u00e1 relacionado \u00e0 enfermidade. Aqui, cada diab\u00e9tico custa, em m\u00e9dia, 3 117 d\u00f3lares por ano. S\u00e3o aproximadamente 13 mil reais, no c\u00e2mbio do dia 14 de novembro de 2019.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um problema que consome uma parcela consider\u00e1vel da renda p\u00fablica. Se ele n\u00e3o for tratado direito, os portadores v\u00e3o apresentar complica\u00e7\u00f5es e, com isso, buscar\u00e3o mais o sistema de sa\u00fade\u201d, analisa Franco.<\/p>\n<p>Para controlar e mesmo prevenir o diabetes, \u00e9 fundamental ajustar a alimenta\u00e7\u00e3o, fazer\u00a0exerc\u00edcio f\u00edsico\u00a0e adotar um estilo de vida mais saud\u00e1vel como um todo. \u201cEssa \u00e9 uma mensagem importante para a popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma doen\u00e7a silenciosa e os fatores de risco est\u00e3o cada vez mais presentes em nosso meio\u201d, conclui Franco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Sa\u00fade Abril Foi divulgado, em homenagem ao\u00a0Dia Mundial do Diabetes\u00a0(14 de novembro), a\u00a0nona edi\u00e7\u00e3o do Atlas de Diabetes. 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