{"id":8995,"date":"2019-11-18T14:20:15","date_gmt":"2019-11-18T14:20:15","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=8995"},"modified":"2019-11-18T14:20:15","modified_gmt":"2019-11-18T14:20:15","slug":"cfm-regulamenta-a-transmissao-de-imagens-patologicas-e-garante-maior-seguranca-ao-diagnostico-de-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/11\/cfm-regulamenta-a-transmissao-de-imagens-patologicas-e-garante-maior-seguranca-ao-diagnostico-de-doencas\/","title":{"rendered":"CFM regulamenta a transmiss\u00e3o de imagens patol\u00f3gicas e garante maior seguran\u00e7a ao diagn\u00f3stico de doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p>fonte: CFM<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">O envio de imagens de l\u00e2minas de exames para an\u00e1lise \u00e0 dist\u00e2ncia j\u00e1 \u00e9 uma realidade e para garantir que essa transmiss\u00e3o ocorra com seguran\u00e7a, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, nesta ter\u00e7a-feira (12), a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.264\/2019, que regulamenta a telepatologia no Pa\u00eds. A norma, que entra em vigor ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, determina que esse processo de transmiss\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 acontecer se houver um m\u00e9dico respons\u00e1vel em cada uma das pontas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">A Resolu\u00e7\u00e3o CFM n\u00ba 2.264\/2019\u00a0<a href=\"https:\/\/sistemas.cfm.org.br\/normas\/visualizar\/resolucoes\/BR\/2019\/2264\">aqui.<\/a><\/p>\n<p>Para o presidente do CFM, Mauro Ribeiro, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.264\/19 garantir\u00e1 a seguran\u00e7a dos pacientes que buscam diagn\u00f3sticos. Al\u00e9m disso, para os profissionais envolvidos a norma agrega qualidade ao processo, diminuindo as chances de uso de imagens inadequadas. Sem os crit\u00e9rios fixados pelo regulamento, havia a possibilidade de remessa de fotos sem atender a par\u00e2metros m\u00ednimos, o que comprometia a precis\u00e3o do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Renato Lima, acompanhou de perto todo o processo de elabora\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o junto ao CFM. Segundo ele, o uso de ferramentas de transmiss\u00e3o de dados e imagens escaneadas, via rede informatizada, foi objeto de amplo estudo entre os patologistas. Ele ressaltou, inclusive, que a SBP tratou do tema por duas vezes por meio de consulta p\u00fablica a todos os m\u00e9dicos patologistas do Brasil, al\u00e9m de ter promovido um f\u00f3rum de discuss\u00e3o transmitido on-line.<\/p>\n<p>\u201cA SBP agradece ao CFM a compreens\u00e3o de que h\u00e1 necessidade desta regulamenta\u00e7\u00e3o. A telepatologia j\u00e1 est\u00e1 sendo feita por alguns laborat\u00f3rios, mas sem a regulamenta\u00e7\u00e3o, cada um est\u00e1 operando da maneira que sua estrutura permite. Agora com a publica\u00e7\u00e3o desta norma, todos ter\u00e3o que se adequar e trabalhar com a mesma seguran\u00e7a e respeito ao paciente\u201d, explicou Renato Lima.<\/p>\n<p>De acordo com o relator do texto, Aldemir Soares, algumas redes de laborat\u00f3rios estavam promovendo desvios de fun\u00e7\u00e3o, ao colocarem funcion\u00e1rios para prepararem as l\u00e2minas para envio a outros locais sem m\u00e9dicos participando do processo. \u201cComo n\u00e3o havia normas, os conselhos regionais n\u00e3o podiam fazer nada. Agora trazemos uma regra que obriga os envolvidos a obedecerem um padr\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Defini\u00e7\u00f5es \u2013<\/strong>\u00a0Do ponto de vista formal, a Resolu\u00e7\u00e3o define telepatologia como o envio de imagens de l\u00e2mina para an\u00e1lise de um patologista \u00e0 dist\u00e2ncia e determina que o processo somente poder\u00e1 realizado com a presen\u00e7a de m\u00e9dicos de um lado e do outro das plataformas de transmiss\u00e3o. A norma estabelece ainda que esse servi\u00e7o s\u00f3 pode ser executado se contar com suporte tecnol\u00f3gico apropriado para que sejam garantidos integridade, veracidade, confidencialidade, privacidade e sigilo das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como forma de auxiliar nos laudos, por exemplo, a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2.264 exige que a transmiss\u00e3o das imagens das l\u00e2minas seja acompanhada dos dados pessoais e cl\u00ednicos dos pacientes, que devem autorizar todo o processo.\u00a0 O envio das imagens tamb\u00e9m dever\u00e1 atender uma lista de requisitos e seguir protocolos nacionais e internacionais que garantam a qualidade das l\u00e2minas virtuais.<\/p>\n<p>De acordo com Renato Lima, o FDA &#8211; Departamento de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica dos Estados Unidos &#8211; estima que no pr\u00f3ximo ano cerca de 50 milh\u00f5es de l\u00e2minas ser\u00e3o escaneadas e submetidas \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. \u201cNo Brasil, embora seja do conhecimento da SBP que alguns laborat\u00f3rios j\u00e1 utilizam essa ferramenta, ainda n\u00e3o temos dados quantitativos sobre o assunto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Par\u00e2metros\u00a0<\/strong>&#8211; O anexo da Resolu\u00e7\u00e3o 2.264\/19 estabelece, por exemplo, que o protocolo m\u00ednimo de micr\u00f4metros por pixel da imagem deve ter no m\u00e1ximo 0,26 micr\u00f3metros por pixel em magnitude de 400x. Define ainda que a imagem poder\u00e1 ser convertida para o formato TIFF 300DPI. O texto diz, tamb\u00e9m, que os sistemas informatizados devem possuir os requisitos obrigat\u00f3rios do N\u00edvel de Garantia de Seguran\u00e7a 2 (NGS2) do padr\u00e3o ICP-Brasil, com assinatura digital. A transmiss\u00e3o da imagem deve obedecer, ainda, a norma ISO 17001.<\/p>\n<p>O anexo tamb\u00e9m explica que as l\u00e2minas virtuais, aquelas recebidas para o laudo, devem ser guardadas por, no m\u00ednimo, tr\u00eas meses. J\u00e1 a imagem digital da l\u00e2mina f\u00edsica, aquela produzida pelo m\u00e9dico que realiza o procedimento com o paciente, deve ser arquivada pelo mesmo per\u00edodo determinado para a l\u00e2mina f\u00edsica, de cinco anos, conforme legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. A guarda das imagens \u00e9 de responsabilidade de quem utilizou o servi\u00e7o. Um detalhe relevante: a responsabilidade da transmiss\u00e3o deve ser assumida por um m\u00e9dico que tenha o Registro de Qualifica\u00e7\u00e3o de Especialista (RQE) em patologia.<\/p>\n<p>O presidente da SBP, Cl\u00f3vis Klock, afirmou que o protocolo \u00e9 de muito f\u00e1cil compreens\u00e3o. \u201cO CFM e a SBP foram bem cuidadosos ao ouvir as empresas que fabricam softwares e aparelhos que escaneiam l\u00e2minas de patologia para entender exatamente as demandas da atividade. \u00c9 possivelmente uma das resolu\u00e7\u00f5es mais modernas do mundo. Buscamos o que h\u00e1 de mais avan\u00e7ado no segmento, bem como elementos modernos que garantem seguran\u00e7a da rede e da informa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da confidencialidade do paciente, beneficiando patologistas e pacientes\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p><strong>Reivindica\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong>\u00a0A normatiza\u00e7\u00e3o da telepatologia pelo CFM atendeu reivindica\u00e7\u00e3o da SBP, que estava preocupada com a dissemina\u00e7\u00e3o dessa pr\u00e1tica no Pa\u00eds sem a exist\u00eancia de uma regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cO ponto fundamental da Resolu\u00e7\u00e3o foi preservar o ato m\u00e9dico na patologia. A gente impede que qualquer pessoa transmita uma informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 confidencial do paciente. Quem tem que transmitir \u00e9 o m\u00e9dico. N\u00e3o pode ser outro profissional. Como s\u00e3o dados confidenciais, fazem parte do ato m\u00e9dico\u201d, explicou Klock.<\/p>\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o reconhece como \u00e1reas abrangidas pela telepatologia todos os atos que fazem parte da patologia: laudo histopatol\u00f3gico de bi\u00f3psias e pe\u00e7as cir\u00fargicas; laudo histopatol\u00f3gico de imuno-histoqu\u00edmica; laudo de procedimento citopatol\u00f3gico; laudo de patologia molecular; relat\u00f3rio final de exame anatomopatol\u00f3gico em necropsia.<\/p>\n<p>Para o presidente do CFM, Mauro Ribeiro, a nova regra\u00a0chega no momento ideal para prevenir distor\u00e7\u00f5es que poderiam ocorrer nessa \u00e1rea, antes que a pr\u00e1tica seja amplamente disseminada, o que impossibilitaria um controle do seu funcionamento. \u201cNo in\u00edcio, a telepatologia demandava um investimento bastante alto, agora come\u00e7a a se popularizar com o barateamento das c\u00e2meras. A tend\u00eancia \u00e9 que os pre\u00e7os caiam e que a pr\u00e1tica cres\u00e7a cada vez mais\u201d, disse.<\/p>\n<p>Cl\u00f3vis Klock concorda que o est\u00e1gio da telepatologia no pa\u00eds requer o estabelecimento de balizas \u00e9ticas para sua aplica\u00e7\u00e3o. Segundo ele, \u201ca telepatologia n\u00e3o \u00e9 de agora, \u00e9 utilizada no mundo e no Brasil h\u00e1 mais de 15 anos. Ent\u00e3o buscamos uma regra clara, aplic\u00e1vel e que garanta a seguran\u00e7a do paciente e do ato m\u00e9dico, para evitar que o ato da patologia se perca no dia a dia\u201d.<\/p>\n<p>Finalmente,\u00a0Mauro Ribeiro ressaltou que a regulamenta\u00e7\u00e3o das transmiss\u00f5es de imagens objetiva proteger o paciente, a qualidade dos diagn\u00f3sticos e deve contribuir para a agilidade na entrega dos laudos, mesmo em regi\u00f5es distantes dos grandes centros. \u201c\u00c9 uma medida necess\u00e1ria e que traz benef\u00edcios para todos os envolvidos no processo\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-8997\" src=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/patologia_cfm.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/patologia_cfm.jpg 616w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/patologia_cfm-300x124.jpg 300w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/patologia_cfm-600x248.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><\/p>\n<p align=\"center\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM O envio de imagens de l\u00e2minas de exames para an\u00e1lise \u00e0 dist\u00e2ncia j\u00e1 \u00e9 uma realidade e para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-8995","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8995"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8999,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8995\/revisions\/8999"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8995"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8995"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8995"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}