{"id":8793,"date":"2019-10-14T11:11:49","date_gmt":"2019-10-14T11:11:49","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=8793"},"modified":"2019-10-14T11:11:49","modified_gmt":"2019-10-14T11:11:49","slug":"obesidade-cresce-de-forma-acelerada-no-brasil-e-se-aproxima-da-taxa-dos-paises-ricos-indica-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/10\/obesidade-cresce-de-forma-acelerada-no-brasil-e-se-aproxima-da-taxa-dos-paises-ricos-indica-ocde\/","title":{"rendered":"Obesidade cresce de forma acelerada no Brasil e se aproxima da taxa dos pa\u00edses ricos, indica OCDE"},"content":{"rendered":"<p>fonte: BBC Brasil<\/p>\n<p>Mais de um quinto da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 obesa, segundo um estudo da OCDE divulgado nesta quinta-feira (10\/10).<\/p>\n<p>O documento revela que a propor\u00e7\u00e3o de obesos na popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira passou de 12,7% em 1996 para 22,1% em 2016. No mesmo per\u00edodo, a m\u00e9dia da OCDE passou de 15,4% para 23,2%.<\/p>\n<p>O levantamento \u00e9 baseado em crit\u00e9rios definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), que levam em conta o c\u00e1lculo do \u00cdndice de Massa Corporal (IMC).<\/p>\n<p>O IMC \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o que leva em conta o peso e a altura da pessoa. Um IMC entre 25 e 29,9 indica sobrepeso. O \u00edndice de 30 ou mais aponta obesidade, sendo que acima de 35 \u00e9 a chamada obesidade m\u00f3rbida.<\/p>\n<p>Existem grandes disparidades entre os pa\u00edses membros da organiza\u00e7\u00e3o: enquanto nos Estados Unidos o n\u00famero de obesos atinge 36,2% da popula\u00e7\u00e3o adulta, no Jap\u00e3o ele \u00e9 de apenas 4,3%, um dos mais baixos entre os 52 analisados no estudo chamado O Fardo Pesado da Obesidade: a Economia da Preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Ar\u00e1bia Saudita \u2014 que, como o Brasil, n\u00e3o integra a OCDE \u2014 \u00e9 o segundo pa\u00eds com maior \u00edndice de obesos: 35,4%. A \u00cdndia possui o menor n\u00famero de obesos entre os pa\u00edses avaliados, apenas 3,9% dos adultos. Na China, esse n\u00famero \u00e9 de 6,2%.<\/p>\n<p>Nos pa\u00edses da OCDE, 58% da popula\u00e7\u00e3o tem sobrepeso, decorrentes de uma alimenta\u00e7\u00e3o pouco saud\u00e1vel e falta de atividade f\u00edsica, que contribuem para o aumento da obesidade. Dos 36 pa\u00edses membros da organiza\u00e7\u00e3o, 34 t\u00eam mais da metade da popula\u00e7\u00e3o acima do peso.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, a m\u00e9dia de adultos obesos na OCDE cresceu de 21% em 2010 para quase 24% em 2016, \u00faltimo dado do estudo, o que representa um acr\u00e9scimo de cerca de 50 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Pessoas de baixa renda e com menor n\u00edvel educacional t\u00eam maior probabilidade de consumir uma alimenta\u00e7\u00e3o menos saud\u00e1vel, com quantidade insuficiente de frutas e legumes, e se tornarem obesas, afirma a organiza\u00e7\u00e3o. O problema afeta mais as mulheres nessa categoria social.<\/p>\n<p>No Brasil, 25,4% das mulheres adultas s\u00e3o obesas, enquanto o n\u00famero de homens \u00e9 de 18,5%.<\/p>\n<p><strong>Impacto no PIB<\/strong><\/p>\n<p>A OCDE afirma que o sobrepeso representa uma &#8220;s\u00e9ria amea\u00e7a&#8221; para as economias dos pa\u00edses, com significativos impactos econ\u00f4micos nos gastos com sa\u00fade para tratar doen\u00e7as cr\u00f4nicas como diabetes e problemas cardiovasculares, decorrentes do excesso de peso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, essas doen\u00e7as cr\u00f4nicas afetam o mercado de trabalho, reduzindo a possibilidade de essas pessoas continuarem empregadas e aumentando as chances de faltarem ao trabalho ou serem menos produtivas.<\/p>\n<p>Nos c\u00e1lculos da OCDE, a obesidade ir\u00e1 reduzir o PIB dos pa\u00edses da organiza\u00e7\u00e3o em 3,3% no per\u00edodo de 2020 a 2050. No Brasil, segundo o estudo, o impacto negativo da doen\u00e7a ser\u00e1 ainda maior, com redu\u00e7\u00e3o de 5,5% no PIB.<\/p>\n<p>A obesidade tamb\u00e9m reduz a expectativa de vida. O estudo prev\u00ea que no per\u00edodo de 2020 a 2050, o excesso de peso ir\u00e1 reduzir a expectativa de vida das pessoas em tr\u00eas anos, em m\u00e9dia, nos pa\u00edses da OCDE, do G20 e na Uni\u00e3o Europeia. No Brasil, a estimativa \u00e9 de uma redu\u00e7\u00e3o de 3,3 anos. No M\u00e9xico, a previs\u00e3o atinge 4,2 anos.<\/p>\n<p><strong>Crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, quase 11% das crian\u00e7as s\u00e3o consideradas obesas. A m\u00e9dia na OCDE \u00e9 de 9,9%. O n\u00famero de crian\u00e7as pr\u00e9-obesas no pa\u00eds chega a 17,2%.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia dos pa\u00edses da OCDE e do G20, a obesidade infantil tem crescido anualmente 0,3 pontos percentuais na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O estudo afirma que crian\u00e7as com um peso saud\u00e1vel t\u00eam mais chances de ter melhor desempenho na escola e completar o ensino superior.<\/p>\n<p>J\u00e1 as crian\u00e7as com problemas de peso tem menos satisfa\u00e7\u00e3o com a vida e t\u00eam quase 4 vezes mais chances de sofrer bullying nas escolas, o que pode contribuir para resultados escolares inferiores e diminuir suas chances no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A OCDE afirma que 50 dos 52 pa\u00edses analisados no estudo t\u00eam programas de sa\u00fade para lutar contra a obesidade e que 45 deles t\u00eam programas espec\u00edficos para a obesidade infantil. &#8220;No entanto, o aumento das taxas de obesidade mostra que \u00e9 preciso ampliar os esfor\u00e7os&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>Segundo a organiza\u00e7\u00e3o, investir em &#8220;pacotes de preven\u00e7\u00e3o&#8221; para lidar com o problema &#8220;\u00e9 um investimento para os pa\u00edses&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: BBC Brasil Mais de um quinto da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 obesa, segundo um estudo da OCDE divulgado nesta quinta-feira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-8793","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8793","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8793"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8793\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8796,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8793\/revisions\/8796"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8793"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8793"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8793"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}