{"id":8453,"date":"2019-08-12T10:27:49","date_gmt":"2019-08-12T10:27:49","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=8453"},"modified":"2019-08-12T10:29:45","modified_gmt":"2019-08-12T10:29:45","slug":"velhos-estao-bebendo-mais-e-preocupam-os-medicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/08\/velhos-estao-bebendo-mais-e-preocupam-os-medicos\/","title":{"rendered":"Velhos est\u00e3o bebendo mais e preocupam os m\u00e9dicos"},"content":{"rendered":"\n<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo de \u00e1lcool entre os mais velhos est\u00e1 aumentando em v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 e os m\u00e9dicos insistem que \u00e9 necess\u00e1rio encarar esse fen\u00f4meno como um problema grave e real, por conta dos efeitos sobre a sa\u00fade p\u00fablica e dos idosos. O estudo mais recente, liderado pelo doutor Benjamin Han, do NYU Langone Health de Nova Iorque, foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/jgs.16071\">publicado<\/a>h\u00e1 poucos dias no Journal of the American Geriatrics Society.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de entrevistar quase 11 mil idosos, os pesquisadores conclu\u00edram que mais de dez por cento (10,6% exatamente) tomam porres com frequ\u00eancia. O uso de \u00e1lcool vem se tornando mais frequente entre os mais velhos: entre 2001 e 2013, os que beberam no ano anterior ao momento da pesquisa aumentaram em 22,4%, a maior eleva\u00e7\u00e3o entre todas as faixas et\u00e1rias. O aumento no chamado consumo de alto risco foi de 65,2% e chegou aos 106,7 % no transtorno do uso de \u00e1lcool entre adultos com 65 anos ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Sa\u00fade Mental e Abuso de Subst\u00e2ncias, uma divis\u00e3o do Departamento de Sa\u00fade e Servi\u00e7os Humanos dos Estados Unidos prev\u00ea que o n\u00famero de americanos com mais de 65 anos que abusam de drogas e \u00e1lcool deve&nbsp;chegar aos 5,7 milh\u00f5es&nbsp;no ano que vem \u2013 o dobro em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa de \u00e1lcool do Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos EUA estima que o consumo excessivo de \u00e1lcool custa ao pa\u00eds cerca de 249 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e contribui para cerca de 88.000 mortes anualmente. Problemas cr\u00f4nicos de idosos, como a hipertens\u00e3o arterial s\u00e3o agravados pelo abuso de bebida. Um jovem de 21 anos sofre uma queda e muitas vezes pode se recuperar facilmente. Um velho de 81 anos corre risco de morte na mesma queda \u2013 que a perda de equil\u00edbrio provocada pelo \u00e1lcool acarreta. De modo geral, um corpo envelhecido tolera menos o \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>Os m\u00e9dicos avaliam tamb\u00e9m que, por n\u00e3o verem seus pacientes idosos como bebedores compulsivos, podem estar deixando de fazer as perguntas certas quando estes relatam quedas frequentes e outros transtornos relacionados ao consumo de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.who.int\/substance_abuse\/publications\/global_alcohol_report\/en\/\">dados globais<\/a>, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, mostram que h\u00e1 uma enorme parcela da humanidade que costuma beber \u2013 mas n\u00e3o a maioria: em 2016, mais da metade (57% ou 3,1 bilh\u00f5es de pessoas) da popula\u00e7\u00e3o global com 15 anos ou mais se abstivera de beber \u00e1lcool nos \u00faltimos 12 meses, enquanto cerca de 2,3 bilh\u00f5es de pessoas eram bebedores atuais. O \u00e1lcool s\u00f3 \u00e9 consumido por mais da metade da popula\u00e7\u00e3o em tr\u00eas regi\u00f5es \u2013 Am\u00e9ricas, Europa e Pac\u00edfico Ocidental. Na \u00c1frica, Am\u00e9ricas, Mediterr\u00e2neo Oriental e Europa, a porcentagem de bebedores diminuiu desde 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>O consumo total de \u00e1lcool per capita na popula\u00e7\u00e3o mundial com mais de 15 anos de idade subiu de 5,5 litros de \u00e1lcool puro em 2005 para 6,4 litros em 2010 e ainda estava no 6,4 litros em 2016. Os n\u00edveis mais elevados de consumo per capita de \u00e1lcool foram observados em pa\u00edses da Regi\u00e3o Europeia da OMS. Um quarto (25,5%) de todo o \u00e1lcool consumido em todo o mundo nem entrou nas estat\u00edsticas nacionais \u2013 foi produzido \u00e0 margem do mercado formal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Portugal, o consumo m\u00e9dio de bebidas alco\u00f3licas \u00e9 de 146 gramas por dia, ou um copo e meio de vinho. Homens bebem mais que mulheres e os idosos mais que os adultos. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.iasaude.pt\/index.php\/planos-de-saude-programas-e-projetos\/projetos\/investigacao\/ian-af\">Inqu\u00e9rito Alimentar Nacional e de Atividade F\u00edsica<\/a>, da Universidade do Porto, apresentado em mar\u00e7o do ano passado revelou que acima dos 65 anos 5% dos idosos bebiam diariamente mais de 1 litro (1142 g) de bebida alco\u00f3lica. O vinho era a bebida mais consumida. Em 2015 viviam em Portugal 2,1 milh\u00f5es de idosos, segundo o Instituto Nacional de Estat\u00edstica. Ou seja, 105 mil idosos tinham este consumo excessivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2018\/01\/1951983-9-dos-idosos-do-pais-consomem-alcool-diariamente-diz-datafolha.shtml\">pesquisa<\/a>&nbsp;DataFolha realizada em setembro de 2017 mostrou que quase um em cada dez homens idosos brasileiros (9%) bebia todos os dias, cinco vezes a m\u00e9dia do pa\u00eds (2%) e o dobro do percentual de beberr\u00f5es (4%). Entre as idosas, 81% n\u00e3o bebiam, contra 57% dos idosos, o que confirma a tend\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o em geral de as mulheres serem menos expostas ao \u00e1lcool que os homens (63% delas n\u00e3o bebem, contra 6% dos homens). A faixa et\u00e1ria que mais consumia \u00e1lcool regularmente estava entre os 25 e os 34 anos \u2013 57%. At\u00e9 os 54 anos, os que admitiram ter o costume de beber era mais de 40%, Dos 55 aos 59 o percentual cai para 39%, diminui para 29% na faixa seguinte (60 anos ou mais) e para 17% acima dos 80 anos. O DataFolha ouviu 2.732 brasileiros maiores de 16 anos no dia 3 de setembro de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Kumar Dharmarajan, um geriatra e diretor cient\u00edfico da&nbsp;Clover Health de San Francisco, na Calif\u00f3rnia, reuniu quatro dicas para os maiores de 65 que n\u00e3o pretendem se afastar definitivamente todos os c\u00e1lices (alco\u00f3licos):<\/p>\n\n\n\n<p>1. Aprecie com modera\u00e7\u00e3o&nbsp;.&nbsp;O NIAAA \u2013 National Instituto of \u00c1lcool Abuse and Alcoholism \u2013 recomenda que inclusive ps adultos com mais de 65 anos, saud\u00e1veis e que n\u00e3o tomam medicamentos limitem seu consumo de \u00e1lcool a n\u00e3o mais do que tr\u00eas doses em um determinado dia e n\u00e3o mais do que sete doses por semana.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Verifique seus medicamentos. Quase metade dos adultos entre 70 e 79 anos usam cinco ou mais medicamentos sob prescri\u00e7\u00e3o para tratar doen\u00e7as cr\u00f4nicas, cada uma com intera\u00e7\u00f5es medicamentosas \u00fanicas. Al\u00e9m disso, v\u00e1rios medicamentos mais comuns, incluindo xarope para tosse e certos medicamentos para alergia, podem ser perigosos se misturados com \u00e1lcool. Consulte seu m\u00e9dico sobre se o consumo de \u00e1lcool \u00e9 seguro com base em seus medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Se beber, n\u00e3o dirija mesmo.&nbsp;\u00c0 medida que envelhecemos, nossa toler\u00e2ncia ao \u00e1lcool diminui.&nbsp;Para os idosos, os efeitos do \u00e1lcool s\u00e3o percebidos mais r\u00e1pida e intensamente, especialmente se estiverem tomando certos medicamentos.&nbsp;Uma \u00fanica dose pode afetar a capacidade de adultos com 55 anos ou mais de dirigir com seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Ajude o outro. Com o abuso de \u00e1lcool se tornando cada vez mais comum entre os idosos, muitos influenciados pela solid\u00e3o, o t\u00e9dio e a aposentadoria, ajuda pode ser muito importante. Grupos de apoio como AA ou terapia ambulatorial tamb\u00e9m podem contribuir nessa batalha.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP O consumo de \u00e1lcool entre os mais velhos est\u00e1 aumentando em v\u00e1rios pa\u00edses \u2013 e os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-8453","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8453"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8456,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8453\/revisions\/8456"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}