{"id":7835,"date":"2019-06-03T10:35:14","date_gmt":"2019-06-03T10:35:14","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=7835"},"modified":"2019-06-03T10:38:06","modified_gmt":"2019-06-03T10:38:06","slug":"brasileiro-fuma-menos-e-se-mexe-mais-mas-ainda-abusa-do-alcool","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/06\/brasileiro-fuma-menos-e-se-mexe-mais-mas-ainda-abusa-do-alcool\/","title":{"rendered":"Brasileiro fuma menos e se mexe mais, mas ainda abusa do \u00e1lcool"},"content":{"rendered":"\n<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n\n\n\n<p>O brasileiro&nbsp;fuma&nbsp;cada vez menos, se movimenta mais e consome mais frutas e hortali\u00e7as. Mas ainda abusa do \u00e1lcool e est\u00e1 perdendo a batalha contra a&nbsp;obesidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas s\u00e3o algumas das conclus\u00f5es do relat\u00f3rio da sociedade civil sobre a evolu\u00e7\u00e3o no pa\u00eds dos fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o das DCNTs (Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o Transmiss\u00edveis).<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em abril, o documento se baseou em dados do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, de 2011 a 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram analisadas as a\u00e7\u00f5es governamentais de preven\u00e7\u00e3o e combate aos quatro grupos de doen\u00e7as de maior magnitude \u2014doen\u00e7as circulat\u00f3rias e respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas, c\u00e2ncer e diabetes\u2014, que s\u00e3o as principais causas de mortes no mundo. O Brasil tem metas predefinidas para combat\u00ea-las at\u00e9 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no total de adultos fumantes \u00e9 um dos destaques do estudo. Em 2011, 14,8% deles fumavam. Em 2017, eram 10,1%. A meta para 2022 \u00e9 9,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil tem de que se orgulhar nas pol\u00edticas de controle do tabagismo, como a lei antifumo, a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 publicidade e a pol\u00edtica tribut\u00e1ria adotada entre 2011 e 2016\u201d, diz M\u00f4nica Andreis, diretora da ACT Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, ONG respons\u00e1vel pelo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, entre os jovens de 18 a 24 anos nas capitais, a&nbsp;preval\u00eancia subiu&nbsp;de 7,4% para 8,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00f4nica diz que \u00e9 preciso que o Brasil n\u00e3o afrouxe a quest\u00e3o tribut\u00e1ria. Em mar\u00e7o, o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a anunciou que ir\u00e1 avaliar uma poss\u00edvel redu\u00e7\u00e3o de impostos sobre cigarros para coibir o contrabando, medida criticada pelas organiza\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 sa\u00fade. \u201cO cigarro ainda \u00e9 muito barato no Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de alimenta\u00e7\u00e3o, a propor\u00e7\u00e3o de adultos que consomem regularmente frutas e hortali\u00e7as passou de 30,9% em 2011 para 34,6% em 2017 \u2014alta de 11,9%. E o consumo regular de refrigerantes (ao menos cinco vezes na semana) caiu de 29,8% para 14,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o a h\u00e1bitos saud\u00e1veis, o percentual de brasileiros que praticam atividade f\u00edsica nas horas de lazer passou de 30,3% em 2011 para 37% em 2017 \u2014aumento de 22,1%. Mas 46% da popula\u00e7\u00e3o&nbsp;n\u00e3o praticou&nbsp;atividade f\u00edsica suficiente em 2017, e 13,9% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 inativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a discreta melhoria nos indicadores de alimenta\u00e7\u00e3o e de atividade f\u00edsica, esses fatores n\u00e3o t\u00eam sido suficientes para aplacar o crescente ganho de peso dos brasileiros. A propor\u00e7\u00e3o de adultos com sobrepeso cresceu 11,3%, e a de&nbsp;<a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/obesidade\/?pg=4\">obesos<\/a>, 19,6%, o que deixa o Brasil longe da meta, que \u00e9 deter o crescimento da obesidade, tanto na popula\u00e7\u00e3o adulta como na infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, o combate \u00e0 obesidade \u00e9 uma quest\u00e3o complexa, mas dever\u00e1 passar por a\u00e7\u00f5es como rotulagem de alimentos ultraprocessados ricos em a\u00e7\u00facar, s\u00f3dio e gorduras, restri\u00e7\u00f5es \u00e0 publicidade desses itens, especialmente em canais voltados ao p\u00fablico infantil, e elimina\u00e7\u00e3o de subs\u00eddios na cadeia de bebidas a\u00e7ucaradas, como ocorre na Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool, houve aumento da propor\u00e7\u00e3o de adultos que informaram consumo excessivo nos \u00faltimos 30 dias (de 17% em 2011 para 19,1% em 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>De modo geral, o Brasil caminha para cumprir as metas relacionadas a sa\u00fade e ao bem-estar dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel) da ONU.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs resultados est\u00e3o alinhados com a proje\u00e7\u00e3o publicada pela revista cient\u00edfica The Lancet, no final de 2018, de que o Brasil ser\u00e1 um dos poucos pa\u00edses que conseguir\u00e3o atingir a meta 3.4 estabelecida na Agenda 2030 da ONU de reduzir em um ter\u00e7o as mortes precoces relacionadas a DCNTs\u201d, diz Mark Barone, diretor do Instituto de Sa\u00fade P\u00fablica do Brasil (PHI-Brazil).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que a\u00e7\u00f5es como a expans\u00e3o do acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade, diagn\u00f3stico precoce e tratamento, al\u00e9m de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, j\u00e1 impactam na queda no n\u00famero de \u00f3bitos precoces por DCNTs.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do SIM (Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade) mostram redu\u00e7\u00e3o anual de 2,6% da mortalidade prematura (entre 30 e 69 anos) por doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao combate \u00e0 obesidade, o governo destaca o acordo assinado com a ind\u00fastria aliment\u00edcia que visa retirar 144 mil toneladas de a\u00e7\u00facar nos alimentos industrializados. \u201cO acordo segue aquele da redu\u00e7\u00e3o do s\u00f3dio, que retirou mais de 17 mil toneladas de s\u00f3dio dos alimentos processados em quatro anos\u201d, informa a nota do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP O brasileiro&nbsp;fuma&nbsp;cada vez menos, se movimenta mais e consome mais frutas e hortali\u00e7as. 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