{"id":7831,"date":"2019-06-03T10:32:25","date_gmt":"2019-06-03T10:32:25","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=7831"},"modified":"2019-06-03T10:33:16","modified_gmt":"2019-06-03T10:33:16","slug":"startups-de-saude-se-multiplicam-e-buscam-modernizar-tratamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/06\/startups-de-saude-se-multiplicam-e-buscam-modernizar-tratamentos\/","title":{"rendered":"Startups de sa\u00fade se multiplicam e buscam modernizar tratamentos"},"content":{"rendered":"\n<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n\n\n\n<p>Deus grego do fogo e da metalurgia, Hefesto emprestou seu nome a uma&nbsp;startup&nbsp;paulistana. Ela oferece uma solu\u00e7\u00e3o para casos de fratura de f\u00eamur em crian\u00e7as com menos de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa finaliza o prot\u00f3tipo de uma \u00f3rtese pelvipod\u00e1lica constru\u00edda em impressora 3D . Ela substitui o gesso e pode tornar menos dolorosa a recupera\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto uma \u00f3rtese de gesso pesa em m\u00e9dia tr\u00eas quilos, a novidade n\u00e3o deve ultrapassar 700 gramas. Impressa com resina PET, tem custo menor e \u00e9 recicl\u00e1vel, al\u00e9m de sair j\u00e1 nas medidas exatas do paciente e ser f\u00e1cil de limpar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO passo seguinte \u00e9 realizar testes cl\u00ednicos comparando o desempenho da nossa \u00f3rtese impressa em 3D com o gesso. O objetivo \u00e9 chegar a um prot\u00f3tipo barato, eficiente e vi\u00e1vel tamb\u00e9m na rede p\u00fablica\u201d, diz Ney Peres, cofundador da Hefesto e ortopedista no Hospital Israelita Albert Einstein.<\/p>\n\n\n\n<p>Completam o time o tamb\u00e9m ortopedista Luiz Fernando Michaelis e o engenheiro mec\u00e2nico Ronaldo Miranda, especialista em programa\u00e7\u00e3o e impress\u00e3o 3D. A Hefesto \u00e9 uma das startups incubadas na Eretz.bio, iniciativa de fomento a empreendedores do Einstein em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Num espa\u00e7o de coworking, 32 startups desenvolvem prot\u00f3tipos, testam tecnologias e participam de treinamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Incubada na Eretz.bio desde o in\u00edcio do ano, a Savelivez, de Florian\u00f3polis, criou uma plataforma para conectar bancos de sangue a doadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema desenvolvido pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mpme\/2019\/04\/antes-de-montar-startup-e-preciso-identificar-problema-e-testar-ideia.shtml\">startup<\/a>&nbsp;utiliza conhecimentos da \u00e1rea de engenharia de produ\u00e7\u00e3o, machine learning (ramo da intelig\u00eancia artificial em que sistemas aprendem a analisar dados e executar tarefas) e redes neurais (sistemas com padr\u00f5es semelhantes aos do c\u00e9rebro humano) tamb\u00e9m para aprimorar a gest\u00e3o dos bancos de sangue.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 empregada pelo Einstein e pelo Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto, que atende 140 hospitais do interior paulista. \u201c\u00c9 poss\u00edvel prever a demanda, definir estoques, programar a produ\u00e7\u00e3o e captar doadores\u201d, diz Rafael Oki, engenheiro de produ\u00e7\u00e3o e fundador da Savelivez.<\/p>\n\n\n\n<p>O software deve ajudar hemocentros a encontrar doadores de sangue com tipologias mais raras, a partir do cruzamento de bases de dados, com confidencialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado ecossistema das healthtechs, pequenas empresas de tecnologia para a \u00e1rea de sa\u00fade, atrai investidores e grandes corpora\u00e7\u00f5es de olho nas possibilidades de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo Dasa, de medicina diagn\u00f3stica, \u00e9 uma das apoiadoras do Cubo, espa\u00e7o de apoio a startups criado em S\u00e3o Paulo pelo Ita\u00fa Unibanco em parceria com o fundo Redpoint Eventures. A empresa patrocina o espa\u00e7o Health, de tecnologia e sa\u00fade, como forma de se aproximar desse ambiente de inova\u00e7\u00e3o. Em contrapartida, as startups ajudam o corpo cl\u00ednico e pesquisadores do Dasa na valida\u00e7\u00e3o de projetos e novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Thiago Julio, gerente de inova\u00e7\u00e3o aberta do grupo Dasa, n\u00e3o falta gente disposta a investir na \u00e1rea, mas o ciclo de uma healthtech tende a ser mais longo em rela\u00e7\u00e3o a outras startups. \u201cMesmo recebendo investimentos, elas precisam de um tempo maior para validar suas tecnologias e ganhar escala\u201d, diz. Hoje, h\u00e1 dez startups no Cubo Health.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas empreendedores ainda se deparam com percal\u00e7os regulat\u00f3rios, dificuldades para importar insumos e equipamentos e alta carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A BioArchitects nasceu voltada a produtos customizados da \u00e1rea de sa\u00fade. A partir da necessidade de um cirurgi\u00e3o, desenvolveu seu primeiro produto: uma pr\u00f3tese craniana impressa em tit\u00e2nio. Foi aprovada pelo FDA, o departamento dos EUA que regula alimentos e medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, por\u00e9m, ainda n\u00e3o tem permiss\u00e3o para comercializar a novidade no Brasil, j\u00e1 que a Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) exige que os produtos sigam um padr\u00e3o para homologa\u00e7\u00e3o \u2014uma barreira no caso das pr\u00f3teses customizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00edda foi abrir uma filial nos EUA e, em paralelo, desenvolver outros produtos para o mercado nacional, como biomodelos, r\u00e9plicas de \u00f3rg\u00e3os e ossos impressos em 3D para planejamento cir\u00fargico, e simuladores para treinamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Marques, s\u00f3cio da BioArchitects, diz acreditar que ter suas pr\u00f3teses no mercado nacional \u00e9 quest\u00e3o de tempo. \u201cAs tecnologias avan\u00e7am mais r\u00e1pido que a legisla\u00e7\u00e3o. Mas vemos um esfor\u00e7o por parte dos \u00f3rg\u00e3os reguladores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Anvisa, o n\u00famero de pedidos de an\u00e1lises de pr\u00f3teses sob medida foi de 39 em 2017 para 156 em 2018.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"c-news__subtitle wp-block-heading\">SISTEMA ONLINE FACILITA DIAGN\u00d3STICO&nbsp;DA APNEIA DO SONO<\/h3>\n\n\n\n<p>Dormir bem era um desafio para o engenheiro eletr\u00f4nico T\u00e1cito de Almeida: foram anos com apneia obstrutiva do sono, dist\u00farbio cr\u00f4nico que leva a paradas respirat\u00f3rias \u00e0 noite. Diagnosticar e tratar o problema envolvia o inc\u00f4modo de realizar polissonografias, exame em que o paciente passa a noite no hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>O desconforto de Almeida acabou virando ideia de neg\u00f3cio: e se um aplicativo monitorasse o sono e simplificasse o diagn\u00f3stico da apneia?<\/p>\n\n\n\n<p>O engenheiro levou a ideia ao pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laborat\u00f3rio do Sono do Instituto do Cora\u00e7\u00e3o do Hospital das Cl\u00ednicas de S\u00e3o Paulo, que se tornou s\u00f3cio na startup Biologix.<br>Com investimento inicial de R$ 250 mil, a empresa desenvolveu uma tecnologia que serve para diagn\u00f3stico e para monitoramento remoto da apneia. Um sensor capta e envia a uma plataforma em nuvem dados sobre o sono do paciente, que dorme em casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo \u00e9 de menos de 10% do valor de um exame no hospital, diz Almeida. Na rede privada, uma polissonografia chega a R$ 3.500. No SUS, a espera \u00e9 de at\u00e9 dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a startup recebeu apoio do programa PIPE\/PAPPE Subven\u00e7\u00e3o, que re\u00fane recursos da Fapesp (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) para empresas inovadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>O aporte de R$ 1 milh\u00e3o est\u00e1 ajudando a aprimorar o produto e ampliar sua divulga\u00e7\u00e3o no mercado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Deus grego do fogo e da metalurgia, Hefesto emprestou seu nome a uma&nbsp;startup&nbsp;paulistana. 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