{"id":7458,"date":"2019-04-10T09:35:25","date_gmt":"2019-04-10T09:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=7458"},"modified":"2019-04-10T09:35:25","modified_gmt":"2019-04-10T09:35:25","slug":"fungo-fatal-que-se-espalha-pelo-mundo-pode-chegar-ao-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/04\/fungo-fatal-que-se-espalha-pelo-mundo-pode-chegar-ao-brasil\/","title":{"rendered":"Fungo fatal que se espalha pelo mundo pode chegar ao Brasil"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Um fungo chamado Candida auris ,que ataca pessoas internadas e com sistema imunol\u00f3gico enfraquecido, vem se espalhando silenciosamente pelo mundo e pode chegar ao Brasil. Nos \u00faltimos cinco anos, ele atingiu uma unidade neonatal na Venezuela, varreu um hospital na Espanha, for\u00e7ou um conceituado centro m\u00e9dico brit\u00e2nico a fechar sua unidade de tratamento intensivo e fincou ra\u00edzes na \u00cdndia, no Paquist\u00e3o e na \u00c1frica do Sul. Agora, corre o risco de chegar aos hospitais brasileiros, segundo alertam especialistas e a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). E n\u00e3o h\u00e1 tratamento efetivo conhecido.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O nome parecido ao popular Candida albicans, que causa a candid\u00edase, n\u00e3o deve causar confus\u00e3o. A similaridade se deve ao fato de ambos serem do g\u00eanero Candida, mas tratase de esp\u00e9cies diferentes. O Candida auris causa infec\u00e7\u00e3o hospitalar. Em pessoas saud\u00e1veis, o fungo passa despercebido pelo corpo humano. Em pacientes de unidades hospitalares intensivas, no entanto, pode ser fatal.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014 \u00c9 um microorganismo de baixa virul\u00eancia, que causa sintomas apenas em pessoas hospitalizadas. A maioria dos pacientes faz quadro de sepse (infec\u00e7\u00e3o), com febre, hipotens\u00e3o (press\u00e3o baixa), refrat\u00e1ria (resistente) a antibi\u00f3tico \u2014 explica Arnaldo Lopes Colombo, professor de infectologia e diretor t\u00e9cnico do Laborat\u00f3rio Especial de Micologia da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp. \u2014 Existe o risco de chegar ao Brasil, e n\u00e3o acho que seja pequeno.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2018AMEA\u00c7A URGENTE\u2019<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Colombo foi um dos t\u00e9cnicos que participaram da elabora\u00e7\u00e3o da nota t\u00e9cnica da Anvisa alertando para a possibilidade de chegada do fungo ao Brasil, ou at\u00e9 de seu desenvolvimento evolutivo dentro dos hospitais brasileiros. Em 2017, a ag\u00eancia emitiu um \u201ccomunicado de risco\u201d que alertava sobre relatos de surtos de Candida auris em servi\u00e7os de sa\u00fade da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Recentemente, o C. auris chegou a Nova York, Nova Jersey e Illinois, fazendo com que os Centros Federais de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as (CDC) o inclu\u00edssem na lista de germes considerados \u201camea\u00e7as urgentes\u201d. An\u00e1lises internacionais mostram que as amostras colhidas em hospitais de diversos continentes possuem material gen\u00e9tico ligeiramente diferente. Ou seja, o fungo n\u00e3o est\u00e1 migrando pelo mundo, mas sim se desenvolvendo a partir de esp\u00e9cies mais antigas.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014O fato \u00e9 que ele emerge, ao longo de um processo evolutivo, num momento da medicina contempor\u00e2nea em que se usa muito antif\u00fangico em ambiente hospitalar. Acredita-se que esse fator tenha um papel, e isso explica por que o fungo se torna resistente a pelo menos duas classes terap\u00eauticas \u2014 conta Colombo. \u2014Aconteceu esse surto na Venezuela, e a Anvisa entrou em contato. Fizemos ent\u00e3o essa norma t\u00e9cnica, que tem como objetivo alertar os hospitais brasileiros de que existe a plausibilidade de esse Candida entrar em nossos hospitais. Boa parte dos hospitais p\u00fablicos e privados brasileiros sabem detectar as bact\u00e9rias pelo nome e sobrenome, mas fungos s\u00e3o negligenciados. E cada vez mais voc\u00ea tem fungos candida de diferentes esp\u00e9cies causando infec\u00e7\u00e3o hospitalar no Brasil. Estima-se que de 5% a 10% das infec\u00e7\u00f5es de corrente sangu\u00ednea sejam por fungos do g\u00eanero Candida. E esses s\u00e3o os casos mais graves.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O documento da Anvisa afirma que o fungo \u201cainda n\u00e3o foi notificado\u201d no Brasil, mas que isso \u201cn\u00e3o significa que n\u00e3o tenha ocorrido, pois, como a detec\u00e7\u00e3o desse fungo requer m\u00e9todos especializados\u201d, \u201c\u00e9 poss\u00edvel que a ocorr\u00eancia dessa infec\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido identificada\u201d.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">A farmac\u00eautica Luana Rossato \u00e9 uma das especialistas que se dedicam a entender os mecanismos usados por esse fungo que a ci\u00eancia descobriu h\u00e1 dez anos. Ela faz p\u00f3s-doutorado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), na Unifesp, que tem como objetivo entender como o corpo humano responde \u00e0 presen\u00e7a do fungo.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014Ele mata menos que a Candida albicans, mas a sua grande caracter\u00edstica \u00e9 apresentar resist\u00eancia f\u00fangica e ter dif\u00edcil diagn\u00f3stico, principalmente por laborat\u00f3rios que n\u00e3o est\u00e3o acostumados com ele. Ainda estamos investigando como se comporta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Um fungo chamado Candida auris ,que ataca pessoas internadas e com sistema imunol\u00f3gico enfraquecido, vem se espalhando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-7458","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7458"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7458\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7460,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7458\/revisions\/7460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}