{"id":7328,"date":"2019-04-01T11:09:22","date_gmt":"2019-04-01T11:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=7328"},"modified":"2019-04-01T11:45:57","modified_gmt":"2019-04-01T11:45:57","slug":"mortes-relacionadas-ao-consumo-de-alcool-tem-alta-entre-os-maiores-de-55-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/04\/mortes-relacionadas-ao-consumo-de-alcool-tem-alta-entre-os-maiores-de-55-anos\/","title":{"rendered":"Mortes relacionadas ao consumo de \u00e1lcool t\u00eam alta entre os maiores de 55 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es e mortes de pessoas com mais de 55 anos relacionadas ao consumo de&nbsp;<strong>bebidas alco\u00f3licas<\/strong>&nbsp;apresentou crescimento de 6,9% e 6,7%, respectivamente, no ano de 2016, em compara\u00e7\u00e3o a dados de 2010, segundo uma an\u00e1lise in\u00e9dita sobre o tema realizada pelo Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (Cisa). O objetivo do levantamento, que ser\u00e1 apresentado nesta ter\u00e7a-feira, 26, \u00e9 oferecer subs\u00eddios para a cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas apropriadas para o perfil do Pa\u00eds e conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre o uso abusivo de \u00e1lcool.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iniciado em maio de 2018, o trabalho tem como base em dados publicados por entidades nacionais e internacionais, como o&nbsp;<strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE<\/strong>), o&nbsp;<strong>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/strong>&nbsp;e a&nbsp;<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/strong>. A avalia\u00e7\u00e3o do grupo com mais de 55 anos surpreendeu os pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esse \u00e9 um dos resultados inesperados do relat\u00f3rio que fizemos. N\u00e3o come\u00e7amos a trabalhar com os idosos como um problema forte, mas, quando fomos ver, eles s\u00e3o um grupo de pessoas com um problema grave, sem ter pol\u00edticas p\u00fablicas para eles e sem treinamento espec\u00edfico de recursos humanos. Os m\u00e9dicos n\u00e3o fazem diagn\u00f3stico aprofundado, n\u00e3o sabem como tratar nem como prevenir&#8221;, afirma o m\u00e9dico psiquiatra Arthur Guerra, presidente executivo do Cisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto houve redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es e mortes parcial ou totalmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool em todas as faixas et\u00e1rias abaixo dos 54 anos, foi registrado um crescimento entre as pessoas mais velhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2010, 31,06% dos pacientes internados por alguma situa\u00e7\u00e3o relacionada com a bebida tinham mais de 55 anos. Em 2016, o porcentual passou para 37,96.No caso de \u00f3bitos, o \u00edndice saltou de 55,81% para 62,52%. Para o Cisa, o crescimento pode estar relacionado a fatores diversos, desde o aumento de consumo nessa popula\u00e7\u00e3o at\u00e9 a transi\u00e7\u00e3o de pessoas da faixa et\u00e1ria anterior que ficaram mais velhas, tendo em vista que a bebida causa efeitos em longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Membro do conselho consultivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos do \u00c1lcool e Outras Drogas (Abead), a psiquiatra Ana Cecilia Marques diz que o h\u00e1bito de beber \u00e9 grave para as pessoas com faixas et\u00e1rias mais avan\u00e7adas pelo fato de agravar doen\u00e7as e por causa de limita\u00e7\u00f5es do organismo relacionadas \u00e0 idade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A evolu\u00e7\u00e3o de beber \u00e9 para doen\u00e7as muito graves e que v\u00e3o levar a um desfecho de morte. Trazendo esse h\u00e1bito para essa faixa et\u00e1ria, vai complicar tudo o que tem em doen\u00e7as cr\u00f4nicas e se espera que essa mortalidade cres\u00e7a mesmo. A aptid\u00e3o de metabolizar o \u00e1lcool \u00e9 menor, porque o f\u00edgado tem menos enzimas. O impacto do \u00e1lcool nesses \u00f3rg\u00e3os de desintoxica\u00e7\u00e3o \u00e9 maior.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Ana Cecilia, \u00e9 um desafio resolver o problema nesse grupo n\u00e3o s\u00f3 pela falta de pol\u00edticas espec\u00edficas para essa faixa et\u00e1ria, mas por ser uma fase em que podem surgir quest\u00f5es como a depress\u00e3o e a solid\u00e3o com a sa\u00edda dos filhos de casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A fam\u00edlia do idoso est\u00e1 desatenta dessa quest\u00e3o. Ela at\u00e9 entende que o idoso est\u00e1 sozinho, mas est\u00e1 tudo t\u00e3o corrido, que se preocupa com a sua pr\u00f3pria fam\u00edlia. S\u00f3 que o \u00e1lcool \u00e9 a droga mais abusada na terceira idade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A publica\u00e7\u00e3o &#8220;\u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros &#8211; Panorama 2019&#8221; observou ainda quais Estados tiveram as maiores taxas de mortes relacionadas ao \u00e1lcool no ano de 2016. O Esp\u00edrito Santo lidera o ranking com 44,2 mortes por 100 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na sequ\u00eancia, est\u00e3o: Pernambuco (42,4 mortes\/100 mil), Para\u00edba (41,6 mortes\/100 mil) e Rio Grande do Sul (41,5 mortes\/100 mil). Amap\u00e1 (16,7 mortes\/100 mil), Amazonas (20,7 mortes\/100 mil), Par\u00e1 (21,8 mortes\/100 mil) e Roraima (22,4 mortes\/100 mil) t\u00eam as menores taxas. As causas est\u00e3o sendo analisadas pelos pesquisadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A primeira ideia que tivemos ao identificar esses Estados \u00e9 que tamb\u00e9m se concentra um aumento de viol\u00eancia. \u00c9 poss\u00edvel que esses fatores estejam ligados&#8221;, diz Guerra. &#8220;O objetivo \u00e9 mostrar dados p\u00fablicos. Colocamos uma vis\u00e3o macro, mais geral, que d\u00e1 base para definir pol\u00edticas publicas de tratamento e preven\u00e7\u00e3o. A nossa cultura \u00e9 ainda muito permissiva ao uso de \u00e1lcool de forma ilimitada. As pessoas estimulam, insistem e at\u00e9 brincam quando outro n\u00e3o bebe.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o psiquiatra, o Brasil j\u00e1 apresentou avan\u00e7os, como a redu\u00e7\u00e3o de consumo de \u00e1lcool per capita de 11% entre 2010 e 2016. No entanto, a quest\u00e3o ainda precisa ter mais avan\u00e7os. &#8220;Existem pessoas que fazem uso de \u00e1lcool com um padr\u00e3o intenso e, \u00e0s vezes, com o beber pesado epis\u00f3dico, quando acaba bebendo mais intensamente e com mais volume. E cada vez com faixas et\u00e1rias mais baixas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade disse, em nota, que tem investido em a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade e na qualifica\u00e7\u00e3o de profissionais para atender a popula\u00e7\u00e3o idosa que, segundo a pasta, vai representar 20% da popula\u00e7\u00e3o em 2030.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A partir da Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade da Pessoa Idosa, os estados t\u00eam implementado a Estrat\u00e9gia Nacional para o Envelhecimento Saud\u00e1vel, que trouxe, pela primeira vez, orienta\u00e7\u00f5es aos profissionais de sa\u00fade e gestores para aumentar a qualidade de vida dos idosos brasileiros. Entre 2010 e 2018, houve redu\u00e7\u00e3o de 19% no n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es, no SUS, por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de \u00e1lcool, passando de 21.103 para 17.022.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o O n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es e mortes de pessoas com mais de 55 anos relacionadas ao consumo de&nbsp;bebidas alco\u00f3licas&nbsp;apresentou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-7328","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7328"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7331,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7328\/revisions\/7331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}