{"id":6725,"date":"2019-01-29T09:35:30","date_gmt":"2019-01-29T09:35:30","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=6725"},"modified":"2019-02-04T11:23:51","modified_gmt":"2019-02-04T11:23:51","slug":"os-desafios-da-hepatite-c","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2019\/01\/os-desafios-da-hepatite-c\/","title":{"rendered":"Os desafios da Hepatite C"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><a href=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/hepatitec.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/hepatitec.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6726\" width=\"164\" height=\"130\"\/><\/a><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>fonte: O Globo<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil e mundo precisam redobrar seus esfor\u00e7os se quiserem cumprir a meta da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade( OMS) de eliminara hepatite C at\u00e9 2030, reduzindo em 80% a incid\u00eancia e em 65% as mortes decorrentes da doen\u00e7a frente aos n\u00edveis registrados em 2015, para que ela deixe de ser uma das maiores amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta \u00e9 de estudo que avaliou os impactos dedi ferentes interven\u00e7\u00f5es no curso da epidemia at\u00e9 o fim do s\u00e9culo, publicado ontem no prestigiado peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cThe Lancet \u201d. Segundo os pesquisadores, casoto d asas medidasre comendadas sejam adotadas, seria poss\u00edvel evitar 15,1 milh\u00f5es de novos casos e 1,5 milh\u00e3o de mortes por cirrose ou c\u00e2ncer de f\u00edgado provocados pela hepatite C em todo o mundo at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>No estudo, os cientistas liderados por Alastair Heffernan, do Imperial College London, tra\u00e7aram seis cen\u00e1rios para a epidemia em 190 pa\u00edses. Em dois deles, h\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento da doen\u00e7a observados em cada um em 2015, com a diferen\u00e7a apenas de fornecimento ou n\u00e3o dos novos medicamentos antivirais de a\u00e7\u00e3o direta (DAAs, na sigla em ingl\u00eas) desenvolvidos nos \u00faltimos anos e que em muito elevaram as taxas de cura.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos quatro restantes, foram calculados os efeitos cumulativos de quatro pacotes de a\u00e7\u00f5es: projetos de seguran\u00e7a hematol\u00f3gica, com testagem mais ampla de doa\u00e7\u00f5es de sangue para transfus\u00e3o e melhores pr\u00e1ticas no uso de agulhas e inje\u00e7\u00f5es; cria\u00e7\u00e3o de programas de redu\u00e7\u00e3o de danos para pessoas que usam drogas injet\u00e1veis; prescri\u00e7\u00e3o imediata dos DAAs a todos os diagnosticados; e expans\u00e3o do diagn\u00f3stico, com exames em massa da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os pesquisadores, s\u00f3 o primeiro pacote de interven\u00e7\u00f5es, com uma consequente redu\u00e7\u00e3o em 95% do risco de infec\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o em geral, levaria a uma queda em 58% no n\u00famero de novos casos de hepatite C em 2030 frente ao esperado no cen\u00e1rio de manuten\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas atuais com acesso aos novos medicamentos. J\u00e1 a implanta\u00e7\u00e3o de programas de redu\u00e7\u00e3o de danos para usu\u00e1rios de drogas, atingindo 40% desta popula\u00e7\u00e3o e baixando seu risco de infec\u00e7\u00e3o em 75%, reduziria o n\u00famero de casos em 7% adicionais no mesmo ano, num total cumulativo de 14,1 milh\u00f5es a menos at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>REM\u00c9DIOS MAIS BARATOS<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como a hepatite C\u00e9u ma doen\u00e7a \u201csilenciosa\u201d, com um longo per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o antes que sintomas mais graves comecem ase manifestar, esses dois conjuntos de medidas pouco afetariam a mortalidade pela doen\u00e7a na pr\u00f3xima d\u00e9cada. Nesse ponto, destacam os pesquisadores, os novos medicamentos t\u00eam papel chave, coma amplia\u00e7\u00e3o de seu acessoa todos os doentes conhecidos e evitando 640 mil mortes at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Isoladamente, por\u00e9m, essa \u00faltima interven\u00e7\u00e3o ter\u00e1 pouco efeito sobre as taxas de incid\u00eancia da doen\u00e7a, ressaltamos cientistas. Assim, \u00e9 aqui que entra a quarta medida recomendada, de amplia\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos. De acordo com os c\u00e1lculos do estudo, se os programas de testagem identificarem 90% dos doentes, ser\u00e3o evitadas mais aproximadamente 950 mil novas infec\u00e7\u00f5es at\u00e9 2030, totalizando 15,1 milh\u00f5es casos amenos no per\u00edodo. E o n\u00famero de mortes tamb\u00e9m diminuiria em quantidade similar, somando 1,5 milh\u00e3o de vidas salvas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eliminara hepa ti teC\u00e9 uma meta extremamente desafiadora, que requer interven\u00e7\u00f5es na preven\u00e7\u00e3o e no diagn\u00f3st ico\u2014r es um eH effernan.\u2014Masem todo o planeta essas medidas est\u00e3o muito aqu\u00e9m dos n\u00edveis que estimamos serem necess\u00e1rios para terem um grande impacto na epidemia. Precisamos de mais pesquisas de como melhorar isso em todos os aspectos, e mais recursos, se quisermos atingir essa meta.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, para o Brasil os maiores desafios est\u00e3o na amplia\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos e do acesso aos tratamentos mais modernos e eficazes. Neste caso, a concess\u00e3o pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) de patente do medicamento sofosbuvir \u00e0 multinacional farmac\u00eautica Gilead, em setembro do ano passado, impedindo a fabrica\u00e7\u00e3o de gen\u00e9rico por um cons\u00f3rcio entre empresas nacionais e o laborat\u00f3rio p\u00fablico Farmanguinhos\/Fiocruz, pode ser um empecilho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Temos dois problemas centrais: rem\u00e9dios bons, por\u00e9m caros, o que dificulta o acesso ao tratamento; e um baixo n\u00famero de diagnosticados, o que pode ser resolvido com campanhas e pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade que consigam achar essas pessoas que t\u00eam hepatite Cea in danem sabem\u2014destaca Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual (GTPI) da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Interdisciplinar de Aids(Abia).\u2014Noresto,temos uma situa\u00e7\u00e3o de conformidade coma maioria da sindica\u00e7\u00f5es. Drogas injet\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o um grande problema brasileiro,todo sangue do adono pa\u00ed s\u00e9 tratado, e as normas nacionais exigem uso de material hospitalar descart\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos tratamentos mais modernos, Villardi lembra que diretriz de mar\u00e7o de 2018 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade permite o acessoa e lesem qualquer est\u00e1gio da doen\u00e7a, fazendo do custo o principal obst\u00e1culo na sua universaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014O Brasil j\u00e1 oferece melhores tratamentos. O problema \u00e9 o pre\u00e7o \u2014 diz. \u2014 Os medicamentos d\u00e3o conta de tratar todo mundo, mas s\u00e3o caros, porque usam componentes patenteados, seja o sofosbuvir, seja combina\u00e7\u00f5es usadas na composi\u00e7\u00e3o do gen\u00e9rico. Por exemplo, no \u00faltimo preg\u00e3o (no dia 16) o gen\u00e9rico n\u00e3o conseguiu apresentar valor mais barato, porque depende de um outro medicamento (o daclastavir) que comp\u00f5e a combina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m \u00e9 patenteado no Brasil. Esse rem\u00e9dio nos custou em torno de US$ 1.400, enquanto o custo de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de US$ 200. O Brasil tem um dos melhores pre\u00e7os das Am\u00e9ricas. Nos EUA, o tratamento custa US$ 80 mil em m\u00e9dia. Mas h\u00e1 pa\u00edses onde ele \u00e9 muito mais barato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Brasil e mundo precisam redobrar seus esfor\u00e7os se quiserem cumprir a meta da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade( [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-6725","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6725","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6725"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6725\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6727,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6725\/revisions\/6727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}