{"id":6364,"date":"2018-10-22T11:09:43","date_gmt":"2018-10-22T11:09:43","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=6364"},"modified":"2018-10-22T11:09:43","modified_gmt":"2018-10-22T11:09:43","slug":"planos-de-saude-retomam-medicos-de-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/10\/planos-de-saude-retomam-medicos-de-familia\/","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade retomam m\u00e9dicos de fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plano_saude_coparticipacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-6195\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/plano_saude_coparticipacao-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>fonte: O Globo<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Com custos em alta, operadoras j\u00e1 experimentam centralizar os atendimentos em um \u00fanico profissional e conseguem redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 30% nas despesas com cliente.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Na tentativa de reduzir o impacto da escalada dos custos da sa\u00fade \u2014 que devem fechar o ano com alta m\u00e9dia entre 15% e 19%, ante uma infla\u00e7\u00e3o geral pr\u00f3xima dos 4% \u2014 operadoras de planos privados reformulam o atendimento baseadas numa f\u00f3rmula j\u00e1 bem conhecida: o m\u00e9dico de fam\u00edlia. As empresas do setor, que t\u00eam 47,3 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios, est\u00e3o resgatando o modelo europeu, que inspirou o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), em que um profissional centraliza o acompanhamento e orienta\u00e7\u00e3o de segurados e seus dependentes. Experi\u00eancias iniciais, mostram, segundo as empresas, melhora no atendimento, com redu\u00e7\u00e3o de despesas entre 20% e 30%. Isso ainda n\u00e3o alivia o bolso do consumidor, masa expans\u00e3o do modelo poder\u00e1 reduzir os gastos de pacientes com mensalidades e taxas de coparticipa\u00e7\u00e3o no longo prazo, dizem operadores do setor.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Segundo S\u00e9rgio Vieira, coordenador do Comit\u00ea de Sa\u00fade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), cerca de 50 operadoras j\u00e1 experimentam o formato. O usu\u00e1rio \u00e9 vinculado a um m\u00e9dico ou equipe que centraliza todas as demandas, decide se \u00e9 necess\u00e1rio atendimento especializado e acompanha os resultados. Para isso, conta com um sistema integrado de informa\u00e7\u00e3o. Dessa forma, reduzem-se os procedimentos desnecess\u00e1rios e interna\u00e7\u00f5es, e aumenta o foco na preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O movimento segue diretrizes da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade (ANS), que acaba de aprovar um projeto de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, ainda sob an\u00e1lise jur\u00eddica. Ano passado, a reguladora, em parceria coma Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS), criou um Laborat\u00f3rio de Inova\u00e7\u00f5es sobre experi\u00eancias em aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria na sa\u00fade suplementar, que premiou 12 projetos.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">A Amil tem 179 mil fidelizados h\u00e1 mais de seis meses em seu programa de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. A empresa contabiliza, entre outros resultados, redu\u00e7\u00e3o de 30% das interna\u00e7\u00f5es neste grupo. Os integrantes foram escolhidos no in\u00edcio de 2017, com o mapeamento de usu\u00e1rios de maior risco, mas segundo S\u00e9rgioRicardoSantos, di retor-executivo da Amil, oobjetivo\u00e9altodos os 4 milh\u00f5es da rede.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014Estudos mostram que de 80% a 85% das demandas s\u00e3o cobertas por essa aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. As pessoas hoje t\u00eam quatro, seis m\u00e9dicos, mas nenhum para coordenar a sua sa\u00fade \u2014diz Santos.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">MENOS IDAS \u00c0 EMERG\u00caNCIA<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">A advogada aposentada Maria Cristina Knackfuss faz parte desse grupo de clientes da Amil. H\u00e1 um ano, prestes a completar 60 anos, aceitou o convite para aderir ao programa por causa do seu quadro de asma cr\u00f4nica e obesidade. Hoje, sente-se melhor atendida:<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014Passei a concentrar todo o meu atendimento em uma \u00fanica m\u00e9dica. E j\u00e1 perdi 15 quilos com reeduca\u00e7\u00e3o alimentar e acompanhamento.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Eunice Gomes, de 91, reduziu as idas ao pronto-socorro desde que, h\u00e1 um ano, ingressou num programa similar da SulAm\u00e9rica voltado para usu\u00e1rios idosos, que integra um projeto da ANS.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014 Em qualquer queixa, recorremos \u00e0 central, que tem todo o hist\u00f3rico dela e nos orienta. Se necess\u00e1rio, mandam uma unidade m\u00f3vel \u2014 conta Marcelene Gomes, filha de Eunice, acrescentando que a m\u00e3e recebe visitas regulares de profissionais do programa. \u2014Ficamos mais confiantes.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Com uma rede de aten\u00e7\u00e3o multiplataforma integrada 24 horas, a SulAm\u00e9rica estima ter reduzido em 21% os atendimentos em unidades de emerg\u00eancia. Al\u00e9m de mais eficaz, o custo de um atendimento em casa \u00e9, em m\u00e9dia, de R$ 250, contra R$ 450 na emerg\u00eancia.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014Nos \u00faltimos quatro anos, trabalhamos com a rede credenciada protocolos e integramos informa\u00e7\u00f5es. Sa\u00fade \u00e9 investimento de longo prazo e ter aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria garante maior sustentabilidade para o setor \u2014diz Tereza Veloso, t\u00e9cnica m\u00e9dica e de relacionamento com prestadores de sa\u00fade da SulAm\u00e9rica.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Bradesco Sa\u00fade e Mediservice tamb\u00e9m desenvolvem um programa de atendimento m\u00e9dico regular com cl\u00ednicos gerais ou pediatras, em Rio, S\u00e3o Paulo, Porto Alegre e Salvador, e com a Novamed, rede de cl\u00ednicas de fam\u00edlia.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Entre hoje e amanh\u00e3, a reorganiza\u00e7\u00e3o da rede assistencial com aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria ser\u00e1 discutida no 4\u00ba F\u00f3rum da Sa\u00fade Suplementar, no Rio, organizado pela FenaSa\u00fade, que re\u00fane as operadoras de planos de sa\u00fade. Segundo Solange Mendes, presidente da entidade, um dos entraves \u00e0 expans\u00e3o em grande escala \u00e9afalt ade profissionais com a forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria:<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014 Hoje, h\u00e1 apenas 5.486 profissionais, 1,4% dos m\u00e9dicos do pa\u00eds, com especializa\u00e7\u00e3o em medicina da fam\u00edlia.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Para o m\u00e9dico Luiz Roberto Londres, fundador do Observat\u00f3rio da Sa\u00fade, as pr\u00f3prias operadoras contribu\u00edram para essa defici\u00eancia ao remunerar mal as consultas. Isso incentivou a especializa\u00e7\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o do tempo dedicado pelos m\u00e9dicos aos pacientes e mais exames. Gustavo Gusso, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Fam\u00edlia e Comunidade e professor da USP, diz que o modelo delivre escolha\u00e9 mais caro e ineficiente, mas foi acomodado pelas operadoras enquanto conseguiram absorver os custos. Agora, est\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil repass\u00e1-los para mensalidades e patrocinadores de planos coletivos.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u2014Durante muito tempo as operadoras lavaram as m\u00e3os sobre o controle de gastos. Era s\u00f3 repassar o custo. Mas, onde h\u00e1 aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, se tem melhores custo, indicadores cl\u00ednicos e satisfa\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio \u2014afirma Gusso.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u201cTrata-se de um cuidado mais saud\u00e1vel. No caso de operadoras que t\u00eam rede pr\u00f3pria, tem um custo, em m\u00e9dia, 30% _ menor \u201d S\u00e9rgio Vieira, da Abramge<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">\u201cEstudos mostram que entre 80% e 85% das demandas do dia a dia s\u00e3o cobertas pela aten\u00e7\u00e3o _ prim\u00e1ria\u201d S\u00e9rgio Santos, da Amil.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\"><strong>DESPESA PREOCUPA EM TODA AM\u00c9RICA LATINA<\/strong><\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Latino-Americana dos Sistemas Privados de Sa\u00fade (Alami), o argentino Hugo Magonza, diz que a escalada dos custos de planos de sa\u00fade \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o em toda a Am\u00e9rica Latina. Para enfrentar esse desafio, Magonza defende a ado\u00e7\u00e3o de franquia e coparticipa\u00e7\u00e3o para conter abusos e desperd\u00edcios. Ele afirma , por\u00e9m, que esses mecanismos devem ser adotados junto com protocolos claros de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. \u201cSe for empregado para a pessoa n\u00e3o usar o plano, n\u00e3o funciona\u201d, diz.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Quais s\u00e3o as diferen\u00e7as e semelhan\u00e7as na configura\u00e7\u00e3o da sa\u00fade suplementar na Am\u00e9rica Latina?<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O M\u00e9xico tem um sistema muito vinculado \u00e0s seguradoras de sa\u00fade. Col\u00f4mbia, Republica Dominicana e Chile t\u00eam defini\u00e7\u00f5es bastante claras de cobertura. Brasil e Argentina t\u00eam rol muito grande de cobertura. Os sistemas mais liberais s\u00e3o os de Paraguai e Uruguai. Nesses dois pa\u00edses, os planos privados s\u00e3o totalmente liberados para estipular cobertura e pre\u00e7os. H\u00e1 ag\u00eancias reguladoras em praticamente todos os pa\u00edses, mas elas s\u00e3o muito diferentes.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">A discuss\u00e3o sobre controle de custos no Brasil est\u00e1 na agenda de outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina?<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">Sim. Os custos de sa\u00fade est\u00e3o ligados ao envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e \u00e0 melhoria na aten\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, tanto privada, quanto p\u00fablica. Hoje, com o diagn\u00f3stico precoce das doen\u00e7as e a esperan\u00e7a de prologamento da vida, o custo \u00e9 muito mais alto. Uma pessoa com 90 anos gasta, em m\u00e9dia, 13 vezes mais em sa\u00fade que outra na faixa dos 40 anos. Por outro lado, a popula\u00e7\u00e3o, principalmente dos pa\u00edses mais desenvolvidos, tem reduzido o n\u00famero de filhos e a pir\u00e2mide populacional vai se achatando, diminuindo quem poderia ajudar a financiar os mais velhos, como ocorre com a Previd\u00eancia. Outra quest\u00e3o \u00e9 a incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias, que tornam o tratamento mais prolongado.<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">O que o senhor acha que pode ser feito para reduzir essa escalada de custos?<\/p>\n<p data-bind=\"text: $data\">A mudan\u00e7a no marco legal, em discuss\u00e3o no Brasil, no Chile e na Col\u00f4mbia, contempla a proposta de ado\u00e7\u00e3o de franquia e coparticipa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o mecanismos para frear gastos eletivos, para evitar abusos no sistema, e se aplicam em v\u00e1rios pa\u00edses. Mas se for empregado para a pessoa n\u00e3o usar o plano, n\u00e3o funciona. Por isso, \u00e9 importante um protocolo claro de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. O sistema pode fracassar se n\u00e3o houver modelos transparentes. Somos prestadores e financiadores e investimos muito dinheiro. Em alguma medida, somos tamb\u00e9m respons\u00e1veis pelo aumento dos custos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Com custos em alta, operadoras j\u00e1 experimentam centralizar os atendimentos em um \u00fanico profissional e conseguem redu\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-6364","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6364","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6364"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6364\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6365,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6364\/revisions\/6365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6364"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6364"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6364"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}