{"id":6326,"date":"2018-10-08T14:05:48","date_gmt":"2018-10-08T14:05:48","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=6326"},"modified":"2018-10-08T14:05:48","modified_gmt":"2018-10-08T14:05:48","slug":"70-dos-brasileiros-com-mais-de-50-anos-tem-alguma-doenca-cronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/10\/70-dos-brasileiros-com-mais-de-50-anos-tem-alguma-doenca-cronica\/","title":{"rendered":"70% dos brasileiros com mais de 50 anos t\u00eam alguma doen\u00e7a cr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Levantamento feito pela\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz de Minas<\/strong>\u00a0mostra que 7 entre 10 brasileiros com mais de 50 anos t\u00eam alguma doen\u00e7a cr\u00f4nica. O estudo, realizado com base em entrevistas feitas em 70 munic\u00edpios das cinco regi\u00f5es do Pa\u00eds, revela que 40% dos entrevistados\u00a0<strong>idosos\u00a0<\/strong>apresentam uma doen\u00e7a de longa dura\u00e7\u00e3o e 30%, duas ou mais.<\/p>\n<p>A\u00a0<strong>hipertens\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 a mais comum, seguida por problemas na\u00a0<strong>coluna<\/strong>,\u00a0<strong>colesterol<\/strong>\u00a0alto e\u00a0<strong>catarata<\/strong>. A \u00faltima afeta 1 entre cada 4 brasileiros com mais de 50 anos.<\/p>\n<p>A catarata, no entanto, pode ser corrigida com cirurgias. Questionado sobre o alto n\u00famero de pacientes que ainda apresentam o problema, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirmou que o total de opera\u00e7\u00f5es e investimentos aumentou nos \u00faltimos dois anos. De acordo com a pasta, as cirurgias de catarata passaram de 452 mil em 2016 para 483 mil em 2017, um crescimento de 6,7%. Para custear a a\u00e7\u00e3o, foram destinados R$ 325,8 milh\u00f5es no ano passado, 14,2% a mais do que o registrado em 2016.<\/p>\n<p>Batizado de Estudo Longitudinal da Sa\u00fade dos Idosos Brasileiros, o trabalho lan\u00e7ado nesta segunda-feira integra uma rede internacional de pesquisas sobre o envelhecimento. Atualmente, o Pa\u00eds apresenta 29,3 milh\u00f5es de idosos. A expectativa \u00e9 a de que, em 2030, o n\u00famero de idosos deva superar o de crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>O conjunto dos estudos brasileiros sobre envelhecimento mostra ser alta a ocorr\u00eancia de v\u00e1rias doen\u00e7as associadas na popula\u00e7\u00e3o acima dos 50 anos. Dois a cada tr\u00eas entrevistados apresentavam duas doen\u00e7as ou mais. No caso da catarata, por exemplo, pacientes t\u00eam, em m\u00e9dia, 4 doen\u00e7as associadas. Na hipertens\u00e3o, 3,5.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6327\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/arte_males_gastro.png\" alt=\"\" width=\"416\" height=\"646\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/arte_males_gastro.png 416w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/arte_males_gastro-193x300.png 193w\" sizes=\"auto, (max-width: 416px) 100vw, 416px\" \/><\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 se passaram mais de 40 anos desde que o engenheiro aposentado Renato Cesar Mascaretti, de 77 anos, foi diagnosticado com diabete. \u201cA doen\u00e7a progrediu, mas n\u00e3o tenho nenhum dos danos que ela pode causar. Tomo um monte de rem\u00e9dios que, na verdade, n\u00e3o s\u00e3o para consertar\u00a0<em>(problemas)<\/em>, mas para n\u00e3o deixar estragar.\u201d Os medicamentos s\u00e3o para controle da press\u00e3o arterial e do colesterol.<\/p>\n<div class=\"n--noticia__citacao\">\n<div class=\"citacao-texto\">\n<div>&#8220;A receita para qualquer doen\u00e7a cr\u00f4nica \u00e9 a disciplina. A consequ\u00eancia de estar bem \u00e9 ter sido disciplinado nesses 44 anos com a doen\u00e7a&#8221;, diz\u00a0<b>Renato Cesar Mascaretti<\/b>, engenheiro aposentado.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Aposentado h\u00e1 12 anos, ele resolveu apostar em h\u00e1bitos saud\u00e1veis. \u201cEu dedico a parte da manh\u00e3 a minha sa\u00fade. Vou tr\u00eas vezes por semana \u00e0 academia, tenho aula de t\u00eanis uma vez por semana, fa\u00e7o caminhada e, nos fins de semana, ando de bicicleta. Tenho uma alimenta\u00e7\u00e3o bem saud\u00e1vel atualmente. Tirei as gorduras da alimenta\u00e7\u00e3o e meu jantar \u00e9 uma salada todos os dias.\u201d<\/p>\n<p>Ele tem equipamentos para exerc\u00edcio em casa, mas n\u00e3o abre m\u00e3o das atividades em outros ambientes. \u201cCostumo ir\u00a0<em>(\u00e0 academia)<\/em>\u00a0para ter um relacionamento social melhor. Encontro as pessoas, converso. Eu tamb\u00e9m leio e me mantenho atualizado, tenho uma vida social, vou a cinema, teatro, shows.\u201d<\/p>\n<p><strong>Desafio<\/strong><\/p>\n<p>Os estudos indicam ainda que apenas metade dos pacientes com hipertens\u00e3o tem a doen\u00e7a controlada. Pesquisadores consideram que o dado representa um desafio para a sa\u00fade p\u00fablica brasileira. O problema \u00e9 maior entre o grupo com menor escolaridade e com pior situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno n\u00e3o surpreende os pesquisadores. Coordenadora do trabalho, Maria Fernanda Lima-Costa observa que a baixa condi\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica \u00e9 o terceiro fator de risco para a mortalidade em adultos, atr\u00e1s apenas de tabagismo e inatividade f\u00edsica. \u201cE o envelhecimento do brasileiro \u00e9 muito desigual\u201d, observa a pesquisadora.<\/p>\n<p>Os estudos revelam, por exemplo, que idosos mais pobres ou aqueles com escolaridade mais baixa apresentam piores indicadores na sa\u00fade bucal, praticam menos atividades f\u00edsicas de forma regular, s\u00e3o mais fr\u00e1geis, usam menos medicamentos do que o indicado por m\u00e9dicos e re\u00fanem menos condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para trabalhar. Al\u00e9m de apresentarem os piores indicadores da press\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Medo de cair<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa avaliou ainda os receios dos entrevistados. O estudo indica que 43% da popula\u00e7\u00e3o brasileira acima de 50 anos receia cair na rua, por causa de defeitos nas cal\u00e7adas, 30% dizem viver em regi\u00f5es muito inseguras e 6% j\u00e1 tiveram a casa invadida.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o esper\u00e1vamos resultados t\u00e3o desfavor\u00e1veis\u201d, afirmou a coordenadora Maria Fernanda Lima-Costa. A pesquisadora destaca que, com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o urbana assume uma import\u00e2ncia primordial.<\/p>\n<p>Os resultados impressionam sobretudo pelo fato de que 85% da popula\u00e7\u00e3o idosa vive em \u00e1reas urbanas. \u201cA cidade precisa garantir condi\u00e7\u00f5es adequadas para essa popula\u00e7\u00e3o, o Brasil est\u00e1 devendo isso\u201d, completa.<\/p>\n<p>O ministro da Sa\u00fade, Gilberto Occhi, reconheceu o problema. \u201cSabemos que isso \u00e9 realidade, as cal\u00e7adas s\u00e3o inadequadas. \u00c9 necess\u00e1rio o diagn\u00f3stico para que todos n\u00f3s possamos tomar as medidas.\u201d O receio de cair reduz a mobilidade da pessoa com mais idade, afeta sua independ\u00eancia e aumenta sua fragilidade. Estudos mostram que, quanto maior o sedentarismo do idoso, maior o risco de ele sofrer quedas.<\/p>\n<p>O levantamento destaca ainda a necessidade de se investir na melhoria das condi\u00e7\u00f5es da sa\u00fade para ampliar a longevidade no trabalho. A pesquisa deixa clara, por exemplo, a rela\u00e7\u00e3o entre a presen\u00e7a de doen\u00e7as cr\u00f4nicas e o recebimento precoce de aposentadorias e pens\u00f5es.<\/p>\n<p>Questionado sobre a redu\u00e7\u00e3o da idade m\u00ednima para a Previd\u00eancia, Occhi afirmou que \u201cqualquer atividade exercita o corpo, a mente e o esp\u00edrito\u201d. Para ele, a mudan\u00e7a na regra da Previd\u00eancia est\u00e1 atrelada ao fato de a expectativa de vida do brasileiro ter aumentado. \u201cC\u00e1lculos atuariais s\u00e3o feitos. Qualquer cidad\u00e3o ainda em atividade tem uma qualidade de vida melhor.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Levantamento feito pela\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz de Minas\u00a0mostra que 7 entre 10 brasileiros com mais de 50 anos t\u00eam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6327,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-6326","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6326"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6328,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6326\/revisions\/6328"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}