{"id":6243,"date":"2018-09-14T11:17:51","date_gmt":"2018-09-14T11:17:51","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=6243"},"modified":"2018-09-14T11:17:51","modified_gmt":"2018-09-14T11:17:51","slug":"nova-abordagem-propoe-inicio-de-cuidado-paliativo-logo-apos-diagnostico-de-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/09\/nova-abordagem-propoe-inicio-de-cuidado-paliativo-logo-apos-diagnostico-de-cancer\/","title":{"rendered":"Nova abordagem prop\u00f5e in\u00edcio de cuidado paliativo logo ap\u00f3s diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/cuidados-paliativos.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-6244\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/cuidados-paliativos-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>\u200b\u200bA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade defende que o\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/seminariosfolha\/2018\/09\/cuidado-paliativo-nao-e-so-para-doentes-terminais-dizem-medicos.shtml\">cuidado paliativo<\/a>\u00a0seja tratado como \u201cuma necessidade humanit\u00e1ria urgente\u201d para pessoas com doen\u00e7as graves.<\/p>\n<p>No Brasil, essas terapias que t\u00eam como objetivo\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/seminariosfolha\/2018\/09\/humanizacao-norteia-estudos-sobre-sintomas-do-tratamento-do-cancer.shtml\">melhorar a qualidade de vida<\/a>\u00a0do paciente s\u00e3o realidade para poucos. Segundo um estudo da ANCP (Academia Nacional de Cuidados Paliativos), h\u00e1 s\u00f3 177 equipes atuando na \u00e1rea no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O acesso tamb\u00e9m \u00e9 desigual. Mais da metade das equipes est\u00e1 no Sudeste. Destas, a maioria fica na cidade de S\u00e3o Paulo. E, dentro da capital, a maior parte dos grupos est\u00e1 na regi\u00e3o da avenida Paulista.<\/p>\n<p>\u201cA avenida Paulista tem mais equipes de cuidado paliativo do que o Norte e o Nordeste\u201d, diz Daniel Forte, coordenador da \u00e1rea no Hospital S\u00edrio-Liban\u00eas e presidente da ANCP.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil tem ilhas de excel\u00eancia, mas tem tamb\u00e9m um mar sem esse servi\u00e7o. Nossa situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 pior que a de pa\u00edses como Argentina, Uruguai e Z\u00e2mbia\u201d, diz Forte.<\/p>\n<p>O conceito de cuidados paliativos est\u00e1 se modernizando. Antes, o tratamento era entendido como um acompanhamento quando o paciente est\u00e1 sem alternativa de cura. Agora, a OMS afirma que o monitoramento das necessidades do paciente e o acolhimento \u00e0 sua fam\u00edlia deve ser feito a partir do diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p>\u201cCuidado paliativo \u00e9 cuidar do sofrimento em qualquer fase da doen\u00e7a, mesmo que a pessoa tenha um \u00f3timo progn\u00f3stico\u201d, diz Forte.<\/p>\n<p>\u201cA hora de o paliativista entrar em a\u00e7\u00e3o \u00e9 a hora que o paciente precisa\u201d, completa Maria Goretti Maciel, diretora do servi\u00e7o de cuidados paliativos do Hospital do Servidor P\u00fablico Estadual.<\/p>\n<p>A aposentada Tania Maciulis Dip est\u00e1 se tratando h\u00e1 cerca de quatro anos de c\u00e2ncer de \u00fatero, ov\u00e1rio e intestino. Acompanhada pelo marido, Eduardo Dip, tamb\u00e9m aposentado, ela recebe cuidados paliativos da equipe de Maciel.<\/p>\n<p>\u201cO tratamento desde o in\u00edcio nos ajudou a viver da melhor forma poss\u00edvel, apesar das dificuldades. Nos incentivou a nos mantermos ativos e ajudou a minimizar os sintomas da doen\u00e7a\u201d, diz Eduardo.<\/p>\n<p>Tania concorda: \u201cQuando a gente fica doente, o cora\u00e7\u00e3o fica apertado, fica mais quieto, resignado. Com o tratamento, vi que a vida podia ser um pouco mais f\u00e1cil. \u00c0s vezes me sinto mais fraquinha por causa dos medicamentos, mas n\u00e3o perco o humor. A terapia \u00e9 para mim uma janela aberta para um c\u00e9u azul bonito\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com Maciel, al\u00e9m de ser bom para o paciente, o cuidado paliativo pode ser mais barato para o sistema de sa\u00fade do que tratamentos tradicionais. \u201cPesquisas mostram que essas terapias podem representar uma economia de 40%. \u00c9 algo simples, pode ser feito em qualquer lugar, n\u00e3o precisa de UTI.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Forte, estudos tamb\u00e9m mostram que cuidados paliativos podem aumentar o tempo de vida dos pacientes. Tudo isso est\u00e1 provocando mudan\u00e7as na forma de pensar e praticar a medicina.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, j\u00e1 existem doulas do fim da vida, que t\u00eam papel semelhante \u00e0s que auxiliam gr\u00e1vidas a parir, mas se dedicam ao momento da morte. Elas ajudam idosos a realizarem o desejo de morrer em casa, oferecendo apoio emocional e espiritual.<\/p>\n<p>Nessa toada, a humaniza\u00e7\u00e3o do relacionamento entre m\u00e9dico e paciente \u00e9 uma tend\u00eancia cada vez mais forte.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea pressup\u00f5e o respeito \u00e0 autonomia do indiv\u00edduo, voc\u00ea muda a rela\u00e7\u00e3o com o paciente. O m\u00e9dico sabe a parte t\u00e9cnica, e o paciente sabe dos seus valores de vida. \u00c9 preciso que aconte\u00e7a esse encontro\u201d, diz Forte.<\/p>\n<p>Para Maciel, falta aos m\u00e9dicos tempo para prestar aten\u00e7\u00e3o neles mesmos. \u201c<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/seminariosfolha\/2018\/09\/so-ia-e-big-data-para-lidar-com-a-informacao-disponivel-diz-medica.shtml\">A medicina se sofisticou tanto<\/a>\u00a0que perdeu o limite. Vejo muitos profissionais com dificuldades para lidar com coisas que s\u00e3o naturais, como a morte. Isso gera sofrimento ao profissional.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP \u200b\u200bA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade defende que o\u00a0cuidado paliativo\u00a0seja tratado como \u201cuma necessidade humanit\u00e1ria urgente\u201d para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-6243","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6243"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6243\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6245,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6243\/revisions\/6245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}