{"id":5354,"date":"2018-06-25T15:48:57","date_gmt":"2018-06-25T15:48:57","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=5354"},"modified":"2018-06-25T15:48:57","modified_gmt":"2018-06-25T15:48:57","slug":"diabeticos-assumidos-desafiam-tabus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/06\/diabeticos-assumidos-desafiam-tabus\/","title":{"rendered":"Diab\u00e9ticos \u2018assumidos\u2019 desafiam tabus"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/diabetes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-5356\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/diabetes-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>A descoberta da\u00a0<u><strong>diabete<\/strong><\/u>, h\u00e1 4 anos, transformou a vida do analista de sistemas Pablo Silva, de 31 anos. \u201cAntes da doen\u00e7a \u00e9 que eu era doente. Hoje sou saud\u00e1vel.\u201d Depois de seis meses do diagn\u00f3stico, veio a aceita\u00e7\u00e3o e a mudan\u00e7a de h\u00e1bitos: passou a se alimentar melhor e fazer atividades f\u00edsicas. Tamb\u00e9m decidiu escrever sobre a doen\u00e7a na internet. \u201cTento reproduzir o que levo para minha vida: responsabilidade com bom humor.\u201d<\/p>\n<p>Como Silva, diab\u00e9ticos \u201cassumidos\u201d t\u00eam mudado a cara da doen\u00e7a. E a temida palavra \u201cdiabete\u201d, que antes era um tabu, hoje j\u00e1 estampa camisetas, canecas e \u2013 por que n\u00e3o? \u2013 at\u00e9 a pele. Segundo os pacientes, falar sobre o tema em palestras, cursos, na rua ou nas redes sociais \u00e9 uma forma de auto afirma\u00e7\u00e3o e ajuda a aderir ao tratamento.<\/p>\n<p>\u201cA rede de pessoas que optam por tornar p\u00fablica a vida com diabete tem aumentado. N\u00e3o queremos entrar no espa\u00e7o dos profissionais da sa\u00fade, mas provar que \u00e9 importante que os pacientes se empoderem\u201d, diz Silva, que al\u00e9m escreve no blog Eu e a Bete tamb\u00e9m faz publica\u00e7\u00f5es sobre o assunto no\u00a0<u><strong>Facebook<\/strong><\/u>,\u00a0<u><strong>Instagram<\/strong><\/u>\u00a0e\u00a0<u><strong>YouTube<\/strong><\/u>.<\/p>\n<p>Segundo ele, os seguidores \u00e0 espreita \u2013 s\u00e3o 40 mil s\u00f3 no Facebook \u2013 influenciam seu tratamento. \u201cPuxa mais ainda a responsabilidade porque n\u00e3o adianta eu publicar se n\u00e3o aplico na minha vida\u201d, diz. Nas redes, ele posta textos com dicas para contar carboidratos, receitas e at\u00e9 imagens de suas medi\u00e7\u00f5es de glicemia. Silva tem diabete tipo 1, condi\u00e7\u00e3o em que se produz pouca ou nenhuma insulina.<\/p>\n<p>A terapeuta Luciane Cadan, de 42 anos, usa a pr\u00f3pria experi\u00eancia para influenciar os pacientes. Desde 2017, ela trabalha como coach de diab\u00e9ticos e j\u00e1 teve de mostrar o pr\u00f3prio estojo de insulina para provar que tamb\u00e9m tem a doen\u00e7a, diagnosticada h\u00e1 mais de 30 anos. \u201cAs pessoas falam: \u2018Voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 diab\u00e9tica\u2019. E perguntam: \u2018Casou? Tem filhos? J\u00e1 pulou de paraquedas?\u2019. Elas acham que, por ter um problema, n\u00e3o podem fazer nada.\u201d<\/p>\n<p>Luciane trabalha, em parceria com cl\u00ednicas de endocrinologistas, para eliminar cren\u00e7as pr\u00e9-concebidas e ajudar os pacientes \u2013 principalmente adolescentes \u2013 a encontrar uma forma de se engajar no tratamento.<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">Orienta\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Para Bia Scher, de 24 anos, que descobriu a diabete tipo 1 quando tinha 6 anos, a proximidade \u2013 ainda que virtual \u2013 com outros pacientes rende at\u00e9 orienta\u00e7\u00f5es preciosas. \u201cJ\u00e1 tive problemas com exerc\u00edcio f\u00edsico, de ajustar a dose de insulina, e uma pessoa que me seguia veio me dar dicas\u201d, lembra a estudante de\u00a0<u><strong>Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica<\/strong><\/u>\u00a0e autora do blog Biab\u00e9tica.<\/p>\n<p>As publica\u00e7\u00f5es sobre a contagem de carboidratos e a bomba de insulina, tecnologias mais recentes para o tratamento, s\u00e3o as que mais fazem sucesso, diz Bia. Mas at\u00e9 foto de sorvete aparece na linha do tempo da estudante, que tenta n\u00e3o limitar suas atividades por causa da doen\u00e7a. Na internet, aproveita para \u201chomenagear\u201d a insulina \u2013 tem uma tatuagem com o desenho de um frasco \u2013 e vende em uma loja virtual produtos como adesivos para sensores de glicose e camisetas.<\/p>\n<p>A paulistana Marina de Barros, de 33 anos, tamb\u00e9m dedica seu tempo \u00e0 doen\u00e7a: mant\u00e9m o site Diab\u00e9tica Tipo Ruim, j\u00e1 escreveu um livro, organiza eventos e tamb\u00e9m tem uma loja s\u00f3 de objetos para quem tem diabete \u2013 as op\u00e7\u00f5es v\u00e3o de almofadas a canecas. A ideia, segundo explica, \u00e9 incentivar a aceita\u00e7\u00e3o e tornar o tratamento \u201cmais fashion\u201d. \u201c\u00c0s vezes os m\u00e9dicos se esquecem de tratar o lado emocional de se ter uma doen\u00e7a sem cura\u201d, diz.<\/p>\n<p>Augusto Pimazoni Netto, coordenador do Grupo de Educa\u00e7\u00e3o e Controle do Diabetes do Hospital do Rim, ligado \u00e0\u00a0<u><strong>Universidade Federal de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/u>\u00a0(Unifesp), explica que \u00e9 o choque inicial com a doen\u00e7a \u00e9 normal. \u201cO diagn\u00f3stico de diabete \u00e9 desastroso na cabe\u00e7a de que tem e na fam\u00edlia\u201d, diz. Ele v\u00ea como ben\u00e9fica a conex\u00e3o com outros pacientes na mesma situa\u00e7\u00e3o, mas destaca que as informa\u00e7\u00f5es na internet n\u00e3o dispensam o acompanhamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Tatuagem funciona como aceita\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m alerta<\/strong><\/p>\n<p>Quem v\u00ea a\u00a0<u><strong>tatuagem<\/strong><\/u>\u00a0com a palavra \u201cdiabete\u201d no bra\u00e7o direito de Alessandra de Oliveira, de 30 anos, n\u00e3o imagina que at\u00e9 pouco tempo a paulistana tinha dificuldades em falar sobre o assunto. A doen\u00e7a, diagnosticada quando ela tinha 15 anos, era um tormento. \u201cEu negava totalmente. Para mim, a diabete n\u00e3o existia.\u201d H\u00e1 tr\u00eas anos, com o incentivo do atual marido, ela decidiu mudar de atitude. A marca na pele veio para coroar o processo.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 para fazer a tatuagem tive de mudar: ficar mais r\u00edgida na dieta, regular hor\u00e1rios e ter disciplina de dosagem da insulina\u201d, conta. Como a agenda do tatuador estava cheia, foram tr\u00eas meses de controle intenso da data da procura at\u00e9 o dia da tatuagem. Hoje, a marca no bra\u00e7o direito \u2013 o mais usado nas tarefas \u2013 serve como um alerta duplo. \u201c\u00c9 tanto um aviso para as pessoas \u00e0 minha volta, quanto pra mim, para lembrar que tenho de ter cuidado com tudo o que comer.\u201d<\/p>\n<p>Mais comuns nos\u00a0<u><strong>EUA<\/strong><\/u>, tatuagens como a de Alessandra vem ganhando adeptos no Brasil. Quem marca a pele com avisos de sa\u00fade tem, em geral, um objetivo principal: comunicar a doen\u00e7a, em caso de atendimentos de emerg\u00eancia e perda de consci\u00eancia. Mas, os \u201cefeitos colaterais\u201d do desenho na pele s\u00e3o muitos. Diab\u00e9ticos tatuados dizem que a marca \u00e9 uma forma de aceitar a pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade e at\u00e9 de se conectar \u00e0queles que passam pelos mesmos percal\u00e7os.<\/p>\n<p>Em abril deste ano, a estudante Aline Stein, de 18 anos, escreveu a palavra \u201cdiab\u00e9tica\u201d no bra\u00e7o e completou a marca com uma onda azul, a cor que simboliza a doen\u00e7a. \u201cCom a diabete, temos v\u00e1rios momentos de rebeldia. \u00c9 mais f\u00e1cil tentar esquecer que se tem um problema. De certa forma, a tatuagem serve como um lembrete de que voc\u00ea tem essa doen\u00e7a, sim, mas que isso n\u00e3o te define\u201d, diz.<\/p>\n<p>Cuidados. Pessoas com diabete que querem fazer uma tatuagem t\u00eam de observar alguns crit\u00e9rios para evitar complica\u00e7\u00f5es, segundo especialistas. A glicemia deve estar controlada antes da incis\u00e3o para evitar problemas de cicatriza\u00e7\u00e3o e infec\u00e7\u00f5es. E o ideal \u00e9 tentar manter a taxa regulada pelo menos por alguns dias depois. Tamb\u00e9m \u00e9 aconselh\u00e1vel buscar tatuadores especializados e evitar \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o pobre, como os p\u00e9s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o A descoberta da\u00a0diabete, h\u00e1 4 anos, transformou a vida do analista de sistemas Pablo Silva, de 31 anos. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-5354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5357,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5354\/revisions\/5357"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}