{"id":5332,"date":"2018-06-18T13:46:07","date_gmt":"2018-06-18T13:46:07","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=5332"},"modified":"2018-06-18T13:46:07","modified_gmt":"2018-06-18T13:46:07","slug":"uso-de-imunoterapia-contra-o-cancer-avanca-apesar-de-custos-e-limitacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/06\/uso-de-imunoterapia-contra-o-cancer-avanca-apesar-de-custos-e-limitacoes\/","title":{"rendered":"Uso de imunoterapia contra o c\u00e2ncer avan\u00e7a, apesar de custos e limita\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Um dos caminhos mais promissores para o tratamento do c\u00e2ncer utiliza o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico dos pacientes para destruir os tumores. Ap\u00f3s sete anos da libera\u00e7\u00e3o das primeiras drogas no mundo, a imunoterapia inspira otimismo e avan\u00e7a nas cl\u00ednicas, apesar do custo alto e da efic\u00e1cia restrita.<\/p>\n<p>V\u00e1rias novas abordagens experimentais de tratamento &#8211; como a imunoterapia celular &#8211; est\u00e3o obtendo resultados promissores, mas ainda permanecem bem distantes da cl\u00ednica oncol\u00f3gica. Por outro lado, de acordo com os especialistas ouvidos pelo Estado, os tratamentos que se baseiam em drogas imunoter\u00e1picas j\u00e1 s\u00e3o aplicados rotineiramente nos consult\u00f3rios. Cinco delas foram aprovadas no Brasil para diversos tipos de c\u00e2ncer, como melanoma, linfoma de Hodgkin e tumores de pulm\u00e3o, bexiga e cabe\u00e7a e pesco\u00e7o.<\/p>\n<p>A maior parte dessas terapias envolve as drogas conhecidas como &#8220;bloqueadores de checkpoint&#8221;. Basicamente, elas obstruem um receptor das c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico que \u00e9 utilizado pelos tumores para se tornarem invis\u00edveis \u00e0s defesas do organismo.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 muito tempo j\u00e1 se imaginava que o sistema imunol\u00f3gico poderia atacar o c\u00e2ncer, especialmente alguns tipos de tumor mais &#8216;vis\u00edveis&#8217; para ele, como o melanoma e o c\u00e2ncer de rim. Mas os medicamentos que existiam para isso tinham efic\u00e1cia muito baixa. O que mudou radicalmente a maneira como enxergamos a imunoterapia para o c\u00e2ncer foi o lan\u00e7amento das primeiras drogas bloqueadoras de checkpoint&#8221;, disse o m\u00e9dico William William, diretor de oncologia cl\u00ednica da Benefic\u00eancia Portuguesa, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>As primeiras drogas imunoter\u00e1picas come\u00e7aram a chegar ao mercado em 2011. Segundo William, com essa alternativa dispon\u00edvel, logo ficou evidente que imunoterapia se tornaria extremamente importante para o tratamento do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>&#8220;Mas a grande surpresa veio quando come\u00e7amos a us\u00e1-las para outros tipos de tumor para os quais a imunoterapia n\u00e3o parecia t\u00e3o promissora no in\u00edcio, como pulm\u00e3o, bexiga e cabe\u00e7a e pesco\u00e7o. O c\u00e2ncer de pulm\u00e3o ilustra bem essa evolu\u00e7\u00e3o. Antes, a \u00fanica alternativa para esse tipo de c\u00e2ncer era a quimioterapia. A imunoterapia chegou inicialmente como uma op\u00e7\u00e3o para os casos nos quais a quimioterapia havia falhado. H\u00e1 cerca de um ano, as drogas imunoter\u00e1picas j\u00e1 come\u00e7aram a ser utilizadas como uma estrat\u00e9gia inicial&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>Uma das ressalvas \u00e9 que os m\u00e9todos que, mesmo sendo bem mais eficazes que as drogas imunoter\u00e1picas antigas, os bloqueadores de checkpoint, utilizados de forma isolada, funcionam para s\u00f3 20% dos pacientes.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 ficou bem claro\u00a0\u00a0que a maior parte dos pacientes n\u00e3o se beneficiam. No entanto, a imunoterapia tem uma enorme vantagem:\u00a0\u00a0quando ela funciona, os benef\u00edcios s\u00e3o de longo prazo &#8211; ao contr\u00e1rio do que ocorre com a quimioterapia &#8211; e os efeitos colaterais s\u00e3o bem menores&#8221;, explicou William.<\/p>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico Vladmir Cordeiro de Lima, do departamento de oncologia cl\u00ednica do hospital AC Camargo, em S\u00e3o Paulo, o baixo n\u00famero de potenciais beneficiados pela imunoterapia n\u00e3o impede que ela seja considerada uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;De fato, temos um novo paradigma no tratamento do c\u00e2ncer e a imunoterapia \u00e9 usada de forma rotineira nos consult\u00f3rios. O potencial para cura existe, mas atualmente as drogas imunoter\u00e1picas realmente n\u00e3o funcionam para a maioria dos casos. Um dos grandes atrativos \u00e9 que elas t\u00eam funcionado bem para doen\u00e7as metast\u00e1ticas e j\u00e1 come\u00e7am a ser aplicadas em fases mais precoces do tratamento&#8221;, disse Lima.<\/p>\n<p>Segundo Lima, quando a imunoterapia funciona, a sobrevida dos pacientes pode chegar a ser tr\u00eas vezes maior. &#8220;\u00c9 pouco, mas \u00e9 muito melhor do que t\u00ednhamos antes&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Estrat\u00e9gia<\/strong>. Al\u00e9m da efic\u00e1cia limitada, outro problema com as drogas imunoter\u00e1picas, segundo os especialistas, \u00e9 o pre\u00e7o incrivelmente alto. Uma \u00fanica caixa de pembrolizumab, por exemplo, que \u00e9 um dos medicamentos aprovados no Brasil para melanoma em est\u00e1gio avan\u00e7ado, custa cerca de R$ 18,8 mil. Um tratamento de um ano pode chegar a R$ 582 mil.<\/p>\n<p>&#8220;Os pacientes que conseguem a cobertura desses medicamentos nos planos de sa\u00fade s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es pontuais. As operadoras de sa\u00fade n\u00e3o preveem o pagamento do tratamento imunoter\u00e1pico&#8221;, disse Lima.<\/p>\n<p>Segundo Lima, o barateamento das tecnologias na \u00e1rea de sa\u00fade n\u00e3o\u00a0\u00a0ocorre de forma t\u00e3o r\u00e1pida como ocorre com a inform\u00e1tica, por exemplo. O oncologista Artur Katz, do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas, tamb\u00e9m n\u00e3o acredita que o pre\u00e7o cair\u00e1.<\/p>\n<p>&#8220;Essas drogas s\u00e3o extraordinariamente caras no mundo todo e esse \u00e9 um grande problema global. Infelizmente, n\u00e3o podemos ter acesso a elas pelo SUS. Dificilmente o pre\u00e7o cair\u00e1, porque quando uma novas gera\u00e7\u00e3o de medicamentos \u00e9 lan\u00e7ada, em vez da queda do pre\u00e7o, o que acontece \u00e9 que a gera\u00e7\u00e3o antiga fica obsoleta&#8221;, explicou Katz.<\/p>\n<p>Para William, o alto custo deve ser avaliado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 efetividade dessas drogas. &#8220;A rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio precisa ser sempre levada em conta. Al\u00e9m disso, h\u00e1 muitos imunoter\u00e1picos sendo lan\u00e7ados e esperamos que a competi\u00e7\u00e3o leve a uma redu\u00e7\u00e3o de custos a longo prazo.&#8221;<\/p>\n<div>\n<p>Os caminhos para superar o problema do pre\u00e7o &#8211; assim como as limita\u00e7\u00f5es da efic\u00e1cia &#8211; dos imunoter\u00e1picos, segundo Lima e William, passam pelo aprimoramento das estrat\u00e9gias para identificar os pacientes que mais beneficiam das drogas imunoter\u00e1picas. &#8220;A rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio vai melhorando conforme vamos identificando os pacientes que ter\u00e3o resultados melhores&#8221;, disse William.<\/p>\n<p>De acordo com o Lima, a cada dia os cientistas aprendem a identificar com mais precis\u00e3o quem s\u00e3o os pacientes que mais se beneficiam dessas terapias &#8211; o que vai torn\u00e1-las mais eficazes e personalizadas.\u00a0\u00a0&#8220;Quando identificamos certas popula\u00e7\u00f5es de c\u00e9lulas e a presen\u00e7a de certos marcadores, podemos utilizar estrat\u00e9gias mais focadas e espec\u00edficas&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O AC Camargo, por exemplo, j\u00e1 tratou cerca de 400 pacientes com imunoterapia nos \u00faltimos sete anos e, para aprimorar a identifica\u00e7\u00e3o dos pacientes que mais se beneficiar\u00e3o, est\u00e1 terminando a montagem de um novo Centro de Imunoterapia com cerca de 70 m\u00e9dicos de v\u00e1rias especialidades. O oncologista americano Kenneth Gollob foi trazido em setembro para liderar o novo grupo.<\/p>\n<p>Gollob contra que o centro adquiriu duas m\u00e1quinas de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, que chegar\u00e3o ao Brasil em agosto e que permitir\u00e3o estudar simultaneamente um grande n\u00famero de tipos e subtipos de mol\u00e9culas do sangue e dos tumores dos pacientes.<\/p>\n<p>&#8220;Com isso vamos poder identificar os marcadores\u00a0\u00a0presentes em cada caso, que nos indicar\u00e3o quais terapias ter\u00e3o mais chance de sucesso. O objetivo \u00e9 direcionar a imunoterapia para os pacientes que mais ter\u00e3o benef\u00edcio e tamb\u00e9m identificar novos alvos moleculares para o tratamento. Dessa maneira, vamos aumentar a abrang\u00eancia dos tratamentos imunoter\u00e1picos&#8221;, explicou Gollob.<\/p>\n<p>Segundo Gollob, h\u00e1 v\u00e1rias raz\u00f5es para que alguns pacientes respondem \u00e0 imunoterapia melhor do que os de outros. &#8220;A efic\u00e1cia da imunoterapia depende muito dos marcadores gen\u00e9ticos presentes no tumor &#8211; esses marcadores s\u00e3o os alvos da droga imunoter\u00e1pica e podem variar muito. Outro fator \u00e9 o grau de muta\u00e7\u00e3o do tumor: os que t\u00eam mais muta\u00e7\u00f5es produzem mais ant\u00edgenos e t\u00eam mais potencial para serem atacados pelo sistema imune. Por isso precisamos refinar o tratamento para cada paciente&#8221;, explicou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5333\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imunoterapia.jpg\" alt=\"\" width=\"653\" height=\"1356\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imunoterapia.jpg 653w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imunoterapia-600x1246.jpg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imunoterapia-144x300.jpg 144w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imunoterapia-493x1024.jpg 493w\" sizes=\"auto, (max-width: 653px) 100vw, 653px\" \/><\/p>\n<p><strong>Aval recente<\/strong>. Al\u00e9m dessa estrat\u00e9gia de &#8220;personaliza\u00e7\u00e3o&#8221; da imunoterapia, outro caminho para aumentar sua efic\u00e1cia \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o com a quimioterapia. Um exemplo do avan\u00e7o nesse tipo de abordagem foi a aprova\u00e7\u00e3o pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), na segunda-feira, 11, do uso combinado de imunoterapia e quimioterapia para tratamento de c\u00e2ncer de pulm\u00e3o avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>Em estudos cl\u00ednicos publicados na revista cient\u00edfica New England Journal of Medicine, o uso combinado da quimioterapia com a droga inibidora de checkpoint pembrolizumabe &#8211; droga do laborat\u00f3rio Merck Sharp &amp; Dohme (MSD) aprovada no Brasil para imunoterapia para c\u00e2ncer de pulm\u00e3o em est\u00e1gio avan\u00e7ado &#8211; reduziu em 51% os risco de morte de pacientes e diminuiu em 48% a chance de progress\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com Roger Miyake diretor m\u00e9dico da empresa farmac\u00eautica Bristol-Myers Squibb (BMS), a combina\u00e7\u00e3o de tratamentos uma tend\u00eancia cada vez mais importante.&#8221;As drogas imunoter\u00e1picas que temos dispon\u00edveis podem ser combinadas com a quimioterapia, com a radioterapia e com a cirurgia, criando uma nova gama de abordagens para tratar diversos tipos de tumores&#8221;, disse Miyake.<\/p>\n<p>Segundo ele, em janeiro, duas drogas imunoter\u00e1picas da BMS receberam a primeira aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa para o uso combinado de dois medicamentos do tipo. A empresa tamb\u00e9m foi a primeira no mundo a lan\u00e7ar uma droga imuno-oncol\u00f3gica moderna, em 2012 &#8211; o medicamento para melanoma metast\u00e1tico chegou ao Brarsil em 2016. De acordo com Miyake, o pr\u00f3prio aumento do uso cl\u00ednico contribui para o avan\u00e7o da imunoterapia.<\/p>\n<p>&#8220;A medicina evolui a partir de hip\u00f3teses. Quando um novo medicamento \u00e9 lan\u00e7ado e come\u00e7a a ser utilizado, come\u00e7amos a vislumbrar novas possibilidades para ele. Cada vez mais, as drogas imunoter\u00e1picas s\u00e3o indicadas para novos tipos de tumores, em fases cada vez mais precoces da progress\u00e3o da doen\u00e7a &#8211; o que aumenta o n\u00famero de pessoas beneficiadas.&#8221;<\/p>\n<p>O oncologista Felipe Ades, do Hospital Albert Einstein, afirma que al\u00e9m dos cinco medicamentos imunoter\u00e1picos aprovados para tratamento do c\u00e2ncer no Brasil, v\u00e1rios outros j\u00e1 est\u00e3o em vias de aprova\u00e7\u00e3o. &#8220;H\u00e1 v\u00e1rias outras drogas a caminho, al\u00e9m de novos alvos moleculares para essas drogas que j\u00e1 existem &#8211; o que aumentar\u00e1 sua abrang\u00eancia&#8221;, disse.<\/p>\n<p>De acordo com Ades, o progresso da imunoterapia \u00e9 mais r\u00e1pido para alguns tipos de c\u00e2ncer. &#8220;Depende muito do tipo de doen\u00e7a. Em melanoma, houve um avan\u00e7o fant\u00e1stico, porque esse tipo de c\u00e2ncer tem muitas muta\u00e7\u00f5es e o alvo \u00e9 mais f\u00e1cil. Em alguns casos a taxa de resposta \u00e9 de 40% , o que \u00e9 excelente. Tudo depende tamb\u00e9m do organismo da pessoa. Quando ela possui mais receptores para os bloqueadores de checkpoint, a resposta \u00e9 melhor&#8221;, explicou Ades.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Um dos caminhos mais promissores para o tratamento do c\u00e2ncer utiliza o pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico dos pacientes para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5333,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-5332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5332"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5334,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5332\/revisions\/5334"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5333"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5332"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5332"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5332"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}