{"id":5208,"date":"2018-05-14T13:09:26","date_gmt":"2018-05-14T13:09:26","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=5208"},"modified":"2019-02-21T10:16:30","modified_gmt":"2019-02-21T10:16:30","slug":"ociosidade-na-residencia-medica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/05\/ociosidade-na-residencia-medica\/","title":{"rendered":"Ociosidade na resid\u00eancia m\u00e9dica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5209\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/estadao-300x69.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"69\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/estadao-300x69.png 300w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/estadao.png 520w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>fonte: Estad\u00e3o | editorial<\/p>\n<p>Apesar da demanda por especialistas no sistema brasileiro de sa\u00fade, 22,9 mil vagas autorizadas para resid\u00eancia m\u00e9dica no Pa\u00eds &#8211; o equivalente a 40% do total &#8211; n\u00e3o est\u00e3o preenchidas. Em 2017, foram ocupadas apenas 16.499 vagas. Al\u00e9m disso, somente cinco especialidades &#8211; cl\u00ednica m\u00e9dica, pediatria, ginecologia e obstetr\u00edcia, cirurgia geral e anestesiologia &#8211; concentram quase metade do total de residentes. Essas s\u00e3o as conclus\u00f5es de um levantamento realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), com o apoio do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Intitulado\u00a0<a href=\"http:\/\/www.flip3d.com.br\/web\/pub\/cfm\/index10\/?numero=15&amp;edicao=4278\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Demografia M\u00e9dica<\/strong><\/a>\u00a0e coordenado pelo professor M\u00e1rio Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da USP, o levantamento tamb\u00e9m mostra outra contradi\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos brasileiros. Apesar do alto n\u00famero de vagas n\u00e3o preenchidas para o 1.\u00b0 ano de resid\u00eancia m\u00e9dica, os processos seletivos continuam sendo t\u00e3o disputados quanto os vestibulares para os cursos de medicina &#8211; a ponto de estar crescendo a procura por cursinhos preparat\u00f3rios para provas para resid\u00eancia.<\/p>\n<p>V\u00e1rios fatores explicam a contradi\u00e7\u00e3o entre disputas acirradas e alta ociosidade na resid\u00eancia m\u00e9dica. Entre as principais reclama\u00e7\u00f5es dos residentes destacam-se a falta de qualidade de alguns cursos e a falta de empenho dos tutores, os profissionais encarregados de orientar os residentes durante a forma\u00e7\u00e3o, muitos dos quais nada recebem para executar essa tarefa.<\/p>\n<p>Entre os demais fatores destacam-se, tamb\u00e9m, a escassez de recursos para o pagamento das bolsas dos residentes, o excesso de horas das atividades que t\u00eam de cumprir e o desest\u00edmulo acad\u00eamico e financeiro. &#8220;Residente \u00e9 m\u00e3o de obra barata. Em muitos programas ele \u00e9 chamado para trabalhar muito e aprender pouco. Muitos se frustram quando t\u00eam de enfrentar o dia a dia. Quando percebem que a resid\u00eancia n\u00e3o \u00e9 boa, eles desistem. Depois de horas de estudo, querem ensino de qualidade e voltam a estudar para encontrar um lugar melhor&#8221;, disse em entrevista ao <strong>Estado<\/strong> o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos M\u00e9dicos Residentes, Juracy Barbosa, que acaba de concluir a resid\u00eancia em ortopedia e traumatologia.<\/p>\n<p>Outro fator respons\u00e1vel pela contradi\u00e7\u00e3o entre disputas acirradas e alto n\u00famero de vagas ociosas foi a expans\u00e3o das resid\u00eancias pelo programa Mais M\u00e9dicos, lan\u00e7ado pelo governo federal em 2013 e que abrangia a\u00e7\u00f5es dos Minist\u00e9rios da Sa\u00fade e da Educa\u00e7\u00e3o, com a promessa de melhorar o atendimento aos usu\u00e1rios do Sistema \u00danico de Sa\u00fade e suprir a car\u00eancia de m\u00e9dicos no interior do Pa\u00eds. A ideia era dar prioridade \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias m\u00e9dicas nas regi\u00f5es carentes de forma\u00e7\u00e3o profissional. No entanto, a iniciativa pecou por s\u00e9rios problemas de concep\u00e7\u00e3o e de implementa\u00e7\u00e3o, a exemplo do que ocorreu com v\u00e1rios outros programas lan\u00e7ados durante a gest\u00e3o da presidente Dilma Rousseff.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, as novas escolas de medicina e de resid\u00eancia criadas pelo Mais M\u00e9dicos foram, em sua maioria, instaladas em locais distantes de centros especializados em pr\u00e1ticas m\u00e9dicas com tecnologia de ponta. Tamb\u00e9m ficaram sediadas em cidades onde n\u00e3o havia boas condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os residentes. Al\u00e9m disso, o programa Mais M\u00e9dicos ampliou a oferta de vagas da chamada Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade, quando os candidatos \u00e0 resid\u00eancia m\u00e9dica queriam concentrar sua forma\u00e7\u00e3o em \u00e1reas mais especializadas. Assim, esses dois programas despertaram pouco interesse dos candidatos. N\u00e3o \u00e9 por acaso que a resid\u00eancia de Fam\u00edlia e Comunidade \u00e9 respons\u00e1vel por quase 20% de todas as vagas n\u00e3o preenchidas.<\/p>\n<p>&#8220;Vagas ociosas na resid\u00eancia m\u00e9dica representam desperd\u00edcio de recursos escassos&#8221;, lembra o coordenador do levantamento, depois de afirmar que a forma\u00e7\u00e3o rigorosa de mais m\u00e9dicos especialistas \u00e9 essencial para melhorar a qualidade do sistema de sa\u00fade do Pa\u00eds. No que tem toda raz\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o | editorial Apesar da demanda por especialistas no sistema brasileiro de sa\u00fade, 22,9 mil vagas autorizadas para resid\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5209,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2],"tags":[],"class_list":["post-5208","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5208","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5208"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5208\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5210,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5208\/revisions\/5210"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5209"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5208"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5208"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5208"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}