{"id":5067,"date":"2018-05-02T10:35:56","date_gmt":"2018-05-02T10:35:56","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=5067"},"modified":"2018-05-02T10:35:56","modified_gmt":"2018-05-02T10:35:56","slug":"brasil-tem-onda-de-medicos-formados-no-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/05\/brasil-tem-onda-de-medicos-formados-no-paraguai\/","title":{"rendered":"Brasil tem onda de m\u00e9dicos formados no Paraguai"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Caminhar pela cal\u00e7ada em frente \u00e0 Universidade Mar\u00eda Auxiliadora (Umax), na capital do\u00a0<strong>Paraguai<\/strong>, nos hor\u00e1rios de almo\u00e7o ou sa\u00edda das aulas, \u00e9 como percorrer uma rua brasileira e o portugu\u00eas \u00e9 mais ouvido do que o espanhol. Isso explica em parte porque a valida\u00e7\u00e3o dos diplomas de medicina paraguaios j\u00e1 cresce num ritmo maior do que os bolivianos e argentinos, pa\u00edses em que este fluxo \u00e9 mais conhecido.<\/p>\n<p>A Umax, voltada para cursos de Sa\u00fade, tem 2.500 alunos, sendo 2.300 brasileiros, e por isso \u00e9 chamada por alguns de mini Brasil. \u201cSou t\u00e9cnico de enfermagem formado no Brasil, mas sempre quis ser m\u00e9dico. O problema \u00e9 que no Brasil o vestibular \u00e9 muito dif\u00edcil e (o curso) sai muito caro. Aqui n\u00e3o tem vestibular e \u00e9 mais em conta\u201d, explica Pedro Henrique Leite de Carvalho, de 25 anos, um dos 2.300 brasileiros que cursam medicina na Umax.<\/p>\n<p>\u201cSe eu tivesse condi\u00e7\u00f5es, faria uma federal no Brasil, mas o custo de vida aqui (Paraguai) e da faculdade \u00e9 bem mais barato. Eu gasto entre R$ 550 e R$ 600 (com faculdade)\u201d, diz Alinne Bezerra de Brito Guerra Freitas, de 28 anos.<\/p>\n<p>O n\u00famero de brasileiros que cursam medicina em Assun\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a aumentar a partir de 2014, segundo diretores das faculdades particulares. Mas a ideia do brasileiro n\u00e3o \u00e9 exercer a profiss\u00e3o no pa\u00eds vizinho. \u201cEu poderia ficar aqui, mas minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 voltar. Aqui a profiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o bem remunerada\u201d, diz Paulo Vilela Resende Neto, de 34 anos, estudante do 4.\u00ba semestre da Umax.<\/p>\n<p>\u201cEstamos aqui realizando nosso sonho, que no Brasil n\u00e3o foi poss\u00edvel, tanto pela parte financeira quanto pela concorr\u00eancia\u201d, afirma Jansen Wellington Guedes Moscardini, de 26 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5069\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medicosparaguai2.jpg\" alt=\"\" width=\"613\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medicosparaguai2.jpg 613w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medicosparaguai2-600x396.jpg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/medicosparaguai2-300x198.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px\" \/><\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">Diplomas<\/h3>\n<p>Voltando ao Brasil, dois caminhos s\u00e3o poss\u00edveis para os rec\u00e9m-formados: participar do Revalida, programa para obter o CRM e ingressar no mercado de trabalho, ou iniciar a carreira por meio do Mais M\u00e9dicos. E os dois nichos apresentaram um salto na participa\u00e7\u00e3o de brasileiros formados no Paraguai.<\/p>\n<p>Entre 2015 e 2016, o n\u00famero de brasileiros que participaram do Revalida com diplomas paraguaio saltou de 209 para 530. A valida\u00e7\u00e3o de diplomas paraguaios \u00e9 a que mais cresce, em ritmo superior \u00e0 dos diplomas bolivianos, argentinos e cubanos. Em n\u00fameros absolutos, os diplomas bolivianos ainda lideram o ranking (foram 2.851, em 2016). A participa\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos brasileiros formados em pa\u00edses como Argentina e Peru diminuiu ou permaneceu no mesmo patamar.<\/p>\n<p>\u201cAqui, com R$ 1.600 a R$ 1.800 voc\u00ea vive tranquilo, pagando moradia e faculdade. Al\u00e9m disso, eles (paraguaios) s\u00e3o receptivos e educados, me acolheram de bra\u00e7os abertos\u201d, justifica Carvalho sobre a escolha de Assun\u00e7\u00e3o para estudar. \u201cVou me formar e voltar para o Brasil. Para trabalhar, preciso prestar o Revalida, minha primeira op\u00e7\u00e3o. A segunda op\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer uma complementa\u00e7\u00e3o no Brasil de mais um ano, mas n\u00e3o sei se terei condi\u00e7\u00e3o de pagar. E a terceira op\u00e7\u00e3o \u00e9 trabalhar pelo Mais M\u00e9dicos, \u00e9 a pior em remunera\u00e7\u00e3o\u201d, explica Resende Neto sobre os caminhos que pensa seguir.<\/p>\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil, os profissionais do Mais M\u00e9dicos recebem bolsa-forma\u00e7\u00e3o no valor de R$ 11,8 mil, uma ajuda de custo entre R$ 10 mil e R$ 30 mil para deslocamento para o munic\u00edpio de atua\u00e7\u00e3o e moradia e alimenta\u00e7\u00e3o custeadas pela prefeitura onde v\u00e3o exercer a fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o dos brasileiros formados no exterior no programa teve crescimento a partir de 2017, quando come\u00e7ou a substitui\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos estrangeiros por brasileiros formados fora. Em 2016, por exemplo, 31.661 brasileiros com diploma estrangeiro se inscreveram no programa e 579 foram aprovados. Em 2017, de 24.316 inscritos, 1.763 foram aprovados. Em 2013, quando o programa come\u00e7ou, 180 profissionais dessa categoria foram aprovados, em um universo de 25.812 pessoas.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio explica que esses profissionais passam por um per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o e treinamento e s\u00f3 podem exercer a medicina no Pa\u00eds no \u00e2mbito do programa, por um per\u00edodo que dura tr\u00eas anos, prorrog\u00e1veis por mais tr\u00eas. \u201cTemos dois caminhos: o Revalida e o Mais M\u00e9dicos. Pretendo fazer o Revalida, porque quero fazer resid\u00eancia e trabalhar na \u00e1rea, mas s\u00e3o duas provas, uma pr\u00e1tica e te\u00f3rica. Para o Mais M\u00e9dicos, a gente faz a inscri\u00e7\u00e3o, faz um curso que o programa patrocina. Isso \u00e9 bom\u201d, avalia Carvalho.<\/p>\n<p>Alinne n\u00e3o pretende recorrer ao Mais M\u00e9dicos, mas diz que tem uma amiga formada na mesma universidade em que estuda que voltou ao Brasil, participa do programa e est\u00e1 satisfeita. \u201cEla diz que o conhecimento passado aqui (Paraguai) \u00e9 mais forte do que no Brasil. Sua dificuldade maior foi entender o SUS porque em cada pa\u00eds o sistema de sa\u00fade \u00e9 um.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Rubens Caballero, diretor da \u00e1rea de Medicina da Universidade Mar\u00eda Serrana, tamb\u00e9m em Assun\u00e7\u00e3o, onde 1.000 dos 1.200 alunos s\u00e3o brasileiros, 18 formados em 2017 est\u00e3o hoje trabalhando no Mais M\u00e9dicos.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu cheguei aqui eram apenas 4 turmas com brasileiros, hoje tem entre 11 e 15 turmas\u201d, lembra Carvalho, que assim como Resende Neto e Moscardini, trabalha na parte da divulga\u00e7\u00e3o das universidades para outros brasileiros que desejam estudar no Paraguai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Caminhar pela cal\u00e7ada em frente \u00e0 Universidade Mar\u00eda Auxiliadora (Umax), na capital do\u00a0Paraguai, nos hor\u00e1rios de almo\u00e7o ou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-5067","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5067"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5067\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5070,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5067\/revisions\/5070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5067"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5067"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}