{"id":4963,"date":"2018-04-17T10:15:08","date_gmt":"2018-04-17T10:15:08","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4963"},"modified":"2018-04-17T10:15:08","modified_gmt":"2018-04-17T10:15:08","slug":"cancer-e-a-principal-causa-de-morte-em-quase-10-das-cidades-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/04\/cancer-e-a-principal-causa-de-morte-em-quase-10-das-cidades-brasileiras\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer \u00e9 a principal causa de morte em quase 10% das cidades brasileiras"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer j\u00e1 \u00e9 a principal causa de morte em quase 10% das cidades brasileiras \u2014 516 do total de 5.570 munic\u00edpios do pa\u00eds. Com isso, nesses munic\u00edpios, os tumores malignos s\u00e3o mais fatais do que qualquer outro aspecto, seja em rela\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as ou at\u00e9 mesmo acidentes de tr\u00e2nsito e homic\u00eddios. O levantamento, feito com base nos n\u00fameros oficiais mais recentes do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es de Mortalidade (SIM), de 2015, foi divulgado nesta segunda-feira pelo Observat\u00f3rio de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o C\u00e2ncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, o c\u00e2ncer avan\u00e7a a cada ano e, com a manuten\u00e7\u00e3o dessa trajet\u00f3ria, em pouco mais de uma d\u00e9cada os tumores malignos ser\u00e3o os respons\u00e1veis pela maioria das mortes no Brasil, ultrapassando a lideran\u00e7a que durante d\u00e9cadas ficou com as doen\u00e7as cardiovasculares e o aparelho circulat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Onde o c\u00e2ncer \u00e9 a principal causa de morte<\/strong><br \/>\nQuantidade de munic\u00edpios por estado<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4964\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/cancer_municipio.jpg\" alt=\"\" width=\"727\" height=\"609\" \/><\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul \u00e9 o estado com o maior n\u00famero de munic\u00edpios onde o c\u00e2ncer \u00e9 a primeira causa de morte: 140. Enquanto em todo o pa\u00eds as mortes por c\u00e2ncer representam 16,6% do total, no territ\u00f3rio ga\u00facho esse \u00edndice chega a 33,6%. De acordo com os autores da pesquisa, um dos fatores que pode explicar a alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer na regi\u00e3o s\u00e3o as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas da popula\u00e7\u00e3o, que, devido \u00e0 cor de pele mais clara, pode apresentar maior predisposi\u00e7\u00e3o para desenvolver o c\u00e2ncer de pele tipo melanoma, por exemplo.<\/p>\n<p>No outro extremo, o Distrito Federal e o Amap\u00e1 n\u00e3o contabilizaram nenhuma morte por c\u00e2ncer em 2015, ano-base para a pesquisa. J\u00e1 no Estado do Rio, somente uma cidade aparece no levantamento: Cambuci, no Norte Fluminense. Nesta cidade, a taxa de morte por c\u00e2ncer registrada foi de 19 por cada 10 mil habitantes.<\/p>\n<p>Os dados mostram que a maior parte das cidades onde o c\u00e2ncer \u00e9 a principal causa de morte est\u00e1 localizada em regi\u00f5es mais desenvolvidas do pa\u00eds, justamente onde a expectativa de vida e o \u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH) s\u00e3o maiores. Dos 516 munic\u00edpios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). No Nordeste, est\u00e3o 9% desses munic\u00edpios (48); no Centro-Oeste, 7% (34); e no Norte, 4% (19).<\/p>\n<p>Ao todo, essas cidades concentram uma popula\u00e7\u00e3o total de 6,6 milh\u00f5es de habitantes. Onze munic\u00edpios s\u00e3o considerados de grande porte, sendo Caxias do Sul (RS) o mais populoso deles, com quase meio milh\u00e3o de habitantes.<\/p>\n<p><strong>HOMENS S\u00c3O OS QUE MAIS MORREM<\/strong><\/p>\n<p>O Observat\u00f3rio identificou que, das 9.865 mortes registradas nas 516 cidades, a maioria foi entre homens (57%). Seguindo a tend\u00eancia do grupo, os homens lideram o n\u00famero absoluto de mortes em 23 estados.<\/p>\n<p>Em 21 cidades, n\u00e3o houve sequer registro de \u00f3bito entre as mulheres. Elas s\u00f3 foram maioria nos registros de mortes no Cear\u00e1 e em Mato Grosso do Sul. Em 62 munic\u00edpios, as mortes registradas em 2015 foram iguais para ambos os sexos.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 idade, metade das mortes se concentra nas faixas de 60 a 69 anos (25%) e 70 a 79 anos (25%). Em seguida, a maior propor\u00e7\u00e3o aparece no grupo dos que tinham mais de 80 anos (20%). Crian\u00e7as e adolescentes, grupo que compreende a faixa et\u00e1ria de zero a 19 anos, somaram 1,3% dos \u00f3bitos.<\/p>\n<p><strong>ENVELHECIMENTO E MAIOR IDH INFLUENCIAM<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall, a mudan\u00e7a nos indicadores desses munic\u00edpios reflete o novo perfil epidemiol\u00f3gico do Brasil, pois o c\u00e2ncer pode ser considerado uma doen\u00e7a vinculada ao desenvolvimento e \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o em sociedade.<\/p>\n<p>\u2014 Dentre as hip\u00f3teses que justificam esses n\u00fameros est\u00e3o: o aumento da expectativa de vida e consequente mudan\u00e7as gen\u00e9ticas decorrentes do envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o; e o comportamento n\u00e3o saud\u00e1vel de milh\u00f5es de brasileiros, que ainda s\u00e3o adeptos do consumo do tabaco, n\u00e3o realizam atividades f\u00edsicas, sofrem com os efeitos da obesidade ou se exp\u00f5em ao sol de forma excessiva e sem prote\u00e7\u00e3o \u2014 analisa a especialista.<\/p>\n<p>Para ela, ao contr\u00e1rio de doen\u00e7as infectocontagiosas, que sugerem a fal\u00eancia do sistema em seu n\u00edvel b\u00e1sico, com dificuldade de fazer o rastreamento de casos e de ampliar a cobertura vacinal, o aumento do n\u00famero de casos de c\u00e2ncer tamb\u00e9m pode sua explica\u00e7\u00e3o na melhoria do acesso \u00e1 sa\u00fade:<\/p>\n<p>\u2014 O m\u00e9todos de diagn\u00f3stico est\u00e3o mais sofisticados, e isso tem facilitado a descoberta precoce dos tumores \u2014 destaca Merula.<\/p>\n<p>Para Tiago Cepas Lobo, pesquisador do Observat\u00f3rio de Oncologia e um dos autores do estudo, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 realizar mais estudos para entender melhor as causas do c\u00e2ncer nessas localidades e tra\u00e7ar estrat\u00e9gias em conjunto.<\/p>\n<p>\u2014 Os lugares onde o c\u00e2ncer \u00e9 a primeira causa de morte concentram 69% dos hospitais de refer\u00eancia, ent\u00e3o, claro, existe nessas localidades um melhor diagn\u00f3stico. Em outras regi\u00f5es, as pessoas morrem de c\u00e2ncer sem sequer saber que est\u00e3o com c\u00e2ncer. Mas precisamos entender mais a fundo o que faz com que os \u00f3bitos se concentrem nas regi\u00f5es de mais assist\u00eancia \u2014 afirma Lobo. \u2014 A saida de longo prazo, tenho certeza, \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o. Parece clich\u00ea, mas \u00e9 o mais certeiro.<\/p>\n<p><strong>AUMENTO DE 90% NAS MORTES DESDE 1998<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente, as complica\u00e7\u00f5es no aparelho circulat\u00f3rio, especialmente o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto agudo do mioc\u00e1rdio, ainda s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte das mortes. Em geral, s\u00e3o doen\u00e7as associadas a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, consumo excessivo de \u00e1lcool, tabagismo e sedentarismo. Contudo, os registros que ficam sob a supervis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade mostram que a incid\u00eancia de tumores malignos com desdobramentos fatais tem avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>No ano de 2015 (\u00faltimo per\u00edodo com estat\u00edsticas dispon\u00edveis), foram registradas 209 mil mortes por c\u00e2ncer e 349 mil relacionadas a doen\u00e7as cardiovasculares e do aparelho circulat\u00f3rio. No entanto, quando comparados com os dados de 1998, por exemplo, percebe-se que o crescimento das mortes por c\u00e2ncer foi quase tr\u00eas vezes mais r\u00e1pido do que daquelas provocadas por infartos ou derrames.<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes por c\u00e2ncer aumentou 90% em 2015 com rela\u00e7\u00e3o a 1998, quando 110.799 pessoas foram \u00e0 \u00f3bito por conta da doen\u00e7a. Nos mesmos per\u00edodos, houve uma alta de 36% entre as v\u00edtimas de doen\u00e7as cardiovasculares, que na \u00e9poca somavam 256.511 pessoas.<\/p>\n<p>No mundo, o c\u00e2ncer \u00e9 respons\u00e1vel por 8,2 milh\u00f5es de mortes por ano em todo o mundo, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). Aproximadamente 14 milh\u00f5es de novos casos s\u00e3o registrados anualmente e o organismo internacional calcula que essas notifica\u00e7\u00f5es devam subir at\u00e9 70% nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo O c\u00e2ncer j\u00e1 \u00e9 a principal causa de morte em quase 10% das cidades brasileiras \u2014 516 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4963"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4965,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4963\/revisions\/4965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}