{"id":4911,"date":"2018-04-02T18:22:41","date_gmt":"2018-04-02T18:22:41","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4911"},"modified":"2018-04-02T18:22:41","modified_gmt":"2018-04-02T18:22:41","slug":"nova-tecnologia-revela-orgao-ate-agora-desconhecido-do-corpo-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/04\/nova-tecnologia-revela-orgao-ate-agora-desconhecido-do-corpo-humano\/","title":{"rendered":"Nova tecnologia revela &#8216;\u00f3rg\u00e3o&#8217; at\u00e9 agora desconhecido do corpo humano"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4912\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/novo_orgao-300x250.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"250\" \/>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Um grupo internacional de cientistas identificou, gra\u00e7as a uma nova tecnologia, uma estrutura at\u00e9 agora desconhecida na anatomia humana, que pode ter rela\u00e7\u00e3o com o funcionamento de todos os \u00f3rg\u00e3os, da maior parte dos tecidos e dos mecanismos ligados \u00e0 maior parte das doen\u00e7as.<\/p>\n<p>O estudo que descreve a descoberta foi publicado na ter\u00e7a-feira, 27, na revista\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>. Os cientistas revelaram que certas camadas do corpo, que at\u00e9 agora eram identificadas como tecidos conectivos densos, na realidade s\u00e3o compartimentos interconectados preenchidos com fluido. Esses tecidos, localizados em camadas sob a pele, revestem o tubo digestivo, os pulm\u00f5es e o sistema urin\u00e1rio, al\u00e9m das art\u00e9rias, veias e a f\u00e1scia &#8211; estrutura onde se fixam m\u00fasculos\u00a0 ao seu redor.<\/p>\n<p>A equipe liderada por Neil Theise, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em ingl\u00eas), mostrou que esses compartimentos, apoiados em uma malha de prote\u00ednas do tecido conectivo como col\u00e1geno e elastina, podem absorver choques, impedindo que os tecidos se rompam, quando os \u00f3rg\u00e3os, m\u00fasculos e vasos pulsam, s\u00e3o espremidos, ou sofrem impactos durante seu funcionamento di\u00e1rio.<\/p>\n<p>De acordo com os cientistas, um dos aspectos mais importantes do estudo foi a descoberta de que essa camada \u00e9 uma &#8220;via expressa&#8221; para fluidos em movimento. Segundo eles, isso pode explicar por que o c\u00e2ncer que invade essa estrutura t\u00eam maior chance de se espalhar pelo organismo.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m afirmam que a nova rede descoberta \u00e9 drenada para o sistema linf\u00e1tico e \u00e9 a fonte da linfa, um fluido vital para o funcionamento de c\u00e9lulas do sistema imunol\u00f3gico que produzem inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as c\u00e9lulas que residem nesse espa\u00e7o &#8211; e os feixes de col\u00e1geno que elas revestem &#8211; mudam com a idade e podem contribuir para o enrugamento da pele, o enrijecimento dos membros e a progress\u00e3o de doen\u00e7as fibr\u00f3ticas, escler\u00f3ticas e inflamat\u00f3rias, segundo os cientistas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que ningu\u00e9m havia notado esses espa\u00e7os antes porque o campo m\u00e9dico dependia do exame de tecidos fixos em l\u00e2minas de microsc\u00f3pios, que at\u00e9 agora era considerado o m\u00e9todo mais preciso para observar a realidade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>No m\u00e9todo convencional, os cientistas utilizam compostos qu\u00edmicos para preparar os tecidos para exame, cortando-os em fatias finas e tingindo-os para destacar caracter\u00edsticas importantes. Esse processo &#8220;fixo&#8221;, segundo os autores do novo estudo, permite observar detalhes v\u00edvidos das c\u00e9lulas e estruturas, mas, para isso, drena todo fluido dos tecidos.<\/p>\n<p><strong>Rede achatada.\u00a0<\/strong>Segundo Theise, no novo estudo os cientistas descobriram que a remo\u00e7\u00e3o do fluido para produzir as amostras causa o achatamento da rede de prote\u00ednas conectivas que cerca os compartimentos cheios de fluidos, fazendo-os entrar em colapso.<\/p>\n<p>&#8220;Ao longo de d\u00e9cadas, esse colapso provocado pela fixa\u00e7\u00e3o fazia com que o tecido preenchido com fluido e distribu\u00eddo em todo o corpo parecesse s\u00f3lido nas bi\u00f3psias. Nossos resultados corrigem esse problema&#8221;, disse Theise.<\/p>\n<p>&#8220;Essa descoberta tem potencial para gerar grandes avan\u00e7os na medicina, incluindo a possibilidade de que a amostragem direta do fluido intersticial venha a se tornar uma poderosa ferramenta de diagn\u00f3sticos&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo Theise, a descoberta se baseou em uma nova tecnologia chamada endomicroscopia confocal a laser com sonda, que combina o endosc\u00f3pio &#8211; a fina sonda com uma c\u00e2mera em sua extremidade que \u00e9 utilizada para ver o interior dos \u00f3rg\u00e3os &#8211; com um laser que ilumina os tecidos e com sensores que analisam os padr\u00f5es fluorescentes que s\u00e3o refletidos. O novo m\u00e9todo, de acordo com ele, oferece uma vis\u00e3o microsc\u00f3pica dos tecidos vivos em vez dos fixos.<\/p>\n<p><strong>Estrutura desconhecida.\u00a0<\/strong>Em 2015, utilizando essa tecnologia, dois coautores do novo estudo, David Carr-Locke e Petros Benias, ambos endoscopistas do Centro M\u00e9dico Beth Israel, viram algo estranho enquanto sondavam o duto biliar de um paciente em busca de sinais de alastramento de um c\u00e2ncer. Era uma s\u00e9rie de cavidades interconectadas que n\u00e3o se encaixava em nenhuma anatomia conhecida.<\/p>\n<p>Diante do mist\u00e9rio, os endoscopistas levaram as imagens ao laborat\u00f3rio de patologia de Theise. De forma surpreendente, quando Theise produziu imagens convencionais para bi\u00f3psia do mesmo tecido, o padr\u00e3o de rede encontrado por endomicroscopia simplesmente desapareceu.<\/p>\n<p>A equipe iria mais tarde confirmar que espa\u00e7os muito finos vistos nas imagens da bi\u00f3psia &#8211; e que tradicionalmente eram identificados como rompimentos do tecido, na realidade eram remanescentes dos compartimentos cheios de fluido que haviam entrado em colapso.<\/p>\n<p><strong>Corrente el\u00e9trica<\/strong>. Para realizar o novo estudo, os cientistas coletaram amostras de tecido de dutos biliares durante 12 cirurgias de c\u00e2ncer para remo\u00e7\u00e3o do p\u00e2ncreas e do duto biliar. Alguns minutos antes dos m\u00e9dicos interromperem o fluxo de sangue para o tecido de interesse, os pacientes foram submetidos a microscopia confocal para registro da imagem do tecido vivo.<\/p>\n<p>Assim que os cientistas descobriram o novo espa\u00e7o em imagens de dutos biliares, eles logo reconheceram a nova estrutura em todo o corpo, em qualquer ponto onde o tecido se movesse ou fosse comprimido.<\/p>\n<p>As c\u00e9lulas que revestem esse espa\u00e7o tamb\u00e9m s\u00e3o incomuns &#8211; e talvez sejam respons\u00e1veis por gerar e dar apoio aos aglomerados de col\u00e1genos em torno delas, segundo os autores. Segundo Theise, essas c\u00e9lulas podem ser tamb\u00e9m c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, que s\u00e3o conhecidas por contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de tecidos cicatrizados observados em doen\u00e7as inflamat\u00f3rias.<\/p>\n<p>Segundo os cientistas, os aglomerados de prote\u00ednas vistos no espa\u00e7o intersticial provavelmente geram corrente el\u00e9trica quando se dobram com os movimentos dos \u00f3rg\u00e3os e m\u00fasculos &#8211; e por isso podem ter um papel em t\u00e9cnicas como acupuntura<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Um grupo internacional de cientistas identificou, gra\u00e7as a uma nova tecnologia, uma estrutura at\u00e9 agora desconhecida [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4911","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4911"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4913,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4911\/revisions\/4913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}