{"id":4858,"date":"2018-03-19T17:27:07","date_gmt":"2018-03-19T17:27:07","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4858"},"modified":"2018-03-19T17:27:07","modified_gmt":"2018-03-19T17:27:07","slug":"amb-quer-exame-nacional-de-proficiencia-em-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/03\/amb-quer-exame-nacional-de-proficiencia-em-medicina\/","title":{"rendered":"AMB quer exame nacional de profici\u00eancia em Medicina"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-523\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb-300x115.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"115\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb-300x115.jpg 300w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb-600x230.jpg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb-768x295.jpg 768w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb-1024x393.jpg 1024w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/logo_amb.jpg 1485w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>fonte: AMB<\/p>\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, os estudantes de medicina ou mesmo os m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados, diplomados pelas universidades, s\u00f3 podem ter licen\u00e7a para atuar (registro profissional no CFM) depois que forem aprovados pelo Exame Nacional de Profici\u00eancia em Medicina. \u201cPrecisamos de um filtro minimamente razo\u00e1vel e seguro para evitar que profissionais malformados entrem no sistema de sa\u00fade. Isso \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para garantirmos um atendimento de qualidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, alertou Lincoln Ferreira, presidente da AMB, durante a reuni\u00e3o do Conselho Deliberativo da entidade, ocorrida nesta sexta-feira, 15, em Natal\/RN. O encaminhamento do tema nesta dire\u00e7\u00e3o foi aprovado em vota\u00e7\u00e3o por unanimidade pelo Deliberativo.<\/p>\n<p>A entidade h\u00e1 muito vem se posicionando sobre a necessidade de uma avalia\u00e7\u00e3o que realmente preserve o cidad\u00e3o do risco que \u00e9 ser atendido por um m\u00e9dico malformado. As escolas m\u00e9dicas precisam ser avaliadas e os alunos tamb\u00e9m. E quem n\u00e3o est\u00e1 preparado n\u00e3o pode exercer a medicina. \u201cN\u00e3o podemos permitir que a popula\u00e7\u00e3o seja enganada. Se sabemos que os m\u00e9dicos est\u00e3o sendo formados sem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para atender a popula\u00e7\u00e3o, por que motivo devemos deixar que atuem? \u201d, questiona Lincoln.<\/p>\n<p>\u201cM\u00e9dico bem formado custa caro. Mas m\u00e9dico malformado custa mais caro ainda. Ele \u00e9 um risco para a sa\u00fade p\u00fablica, pois est\u00e1 muito mais suscet\u00edvel a erros e porque sobrecarrega o sistema: diagn\u00f3sticos mal feitos geram exames desnecess\u00e1rios, medica\u00e7\u00e3o inadequada e aumento de interna\u00e7\u00f5es. J\u00e1 temos um sistema de sa\u00fade subfinanciado, que acaba ainda sendo sacrificado por conta deste quadro que s\u00f3 vem aumentando. E, infelizmente, todas as a\u00e7\u00f5es do governo s\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 solu\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria\u201d, argumenta o presidente da AMB.<\/p>\n<p><strong>91% DOS BRASILEIROS APOIAM CRIA\u00c7\u00c3O DE EXAME<\/strong>\u00a0\u2013 Segundo o Datafolha, \u00e9 quase total o apoio da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 exig\u00eancia de um exame para garantir a qualidade da forma\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos ao ingressarem no mercado de trabalho. Foram ouvidas 4.060 pessoas acima de 16 anos na pesquisa. A margem de erro \u00e9 de dois pontos para mais ou para menos; 35% dos entrevistados disseram que a qualifica\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos brasileiros piorou nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 grande converg\u00eancia de opini\u00e3o em torno do tema. Quase todas entidades m\u00e9dicas s\u00e3o a favor de exame semelhante ao proposto pela AMB. H\u00e1 quem discorde do formato. Mas \u00e9 quase un\u00e2nime a concord\u00e2ncia de que deve haver um \u201cexame da ordem\u201d, para os egressos dos cursos de medicina, como ocorre com os advogados h\u00e1 muito tempo. Os conselhos de medicina precisam da prerrogativa de n\u00e3o registrar o profissional que n\u00e3o tiver sido aprovado pelo Exame Nacional de Profici\u00eancia em Medicina. Hoje n\u00e3o h\u00e1 esta prerrogativa, e mesmo os m\u00e9dicos que tiveram performance insuficiente nos exames, ou nem participaram destes, podem receber o registro profissional.<\/p>\n<p>\u201cDiante deste quadro, \u00e9 praticamente inconceb\u00edvel n\u00e3o avan\u00e7armos para resolver a situa\u00e7\u00e3o. A quem interessa que a coisas sigam desta forma, em clara afronta aos interesses da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o? Se todos querem e as diverg\u00eancias s\u00e3o pontuais, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para que isso n\u00e3o seja implementado. Esta ser\u00e1 uma das principais bandeiras da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira em 2018\u201d, anunciou Lincoln.<\/p>\n<p><strong>MODELO DE EXAME NACIONAL DE PROFICI\u00caNCIA EM MEDICINA<\/strong>\u00a0\u2013 Para a AMB, \u00e9 fundamental que o exame seja nacional e obrigat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, o aluno n\u00e3o pode ser avaliado somente depois de conclu\u00eddo o curso. S\u00e3o necess\u00e1rias avalia\u00e7\u00f5es seriadas, como \u00e9 feito em diversos pa\u00edses, ao final do segundo, do quarto e do sexto ano. Isso permite que o estudante identifique seus pontos fracos e, junto com a escola, possa atuar para corre\u00e7\u00e3o destas fragilidades. Desta forma, as pr\u00f3prias escolas podem avaliar e corrigir os problemas identificados nas avalia\u00e7\u00f5es. \u201cO Exame Nacional de Profici\u00eancia em Medicina ter\u00e1 grande impacto na qualifica\u00e7\u00e3o do estudante de medicina e garantir\u00e1 maior qualidade no atendimento da popula\u00e7\u00e3o. E tamb\u00e9m ser\u00e1 importante para avalia\u00e7\u00e3o das escolas m\u00e9dicas, principalmente das que foram abertas sem as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para forma\u00e7\u00e3o de bons profissionais\u201d, explica Lincoln.<\/p>\n<p><strong>DIPLOMAS ESTRANGEIROS<\/strong>\u00a0\u2013 A proposta da AMB \u00e9 de que brasileiros ou estrangeiros formados em medicina fora do pa\u00eds tamb\u00e9m passem pelo mesmo Exame de Profici\u00eancia em Medicina. E s\u00f3 depois de aprovados poder\u00e3o receber o registro profissional que autoriza para atuar como m\u00e9dico no territ\u00f3rio nacional. O exame s\u00f3 poder\u00e1 ser feito depois de o m\u00e9dico ter passado pelo Revalida, processo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o que avalia a adequa\u00e7\u00e3o do curso feito no exterior aos par\u00e2metros brasileiros.<\/p>\n<p><strong>N\u00cdVEL BAIXO<\/strong>\u00a0\u2013 Diversos exames semelhantes t\u00eam sido realizados por entidades m\u00e9dicas brasileiras, mas de forma isolada, como o Exame do Cremesp e do Cremers. Os resultados s\u00e3o alarmantes. E deixam claro que h\u00e1 em curso um verdadeiro descaso com a qualidade do ensino m\u00e9dico no Brasil. \u201cPrecisamos de um exame nacional, constru\u00eddo de forma que se possa avaliar realmente e de forma assertiva o n\u00edvel do ensino m\u00e9dico que est\u00e1 sendo dado aos alunos e a qualidade dos profissionais que est\u00e3o sendo formados\u201d, afirma Lincoln.<br \/>\nO \u00faltimo exame do Cremesp, divulgado em fevereiro, revela de forma clara o total despreparo de um contingente grande de m\u00e9dicos formados:<br \/>\n\u2022 81% n\u00e3o souberam interpretar uma mamografia<br \/>\n\u2022 78% erraram o diagn\u00f3stico de diabetes<br \/>\n\u2022 75% n\u00e3o identificaram tratamento para hemorragia digestiva alta<\/p>\n<p><strong>PROJETO DE LE<\/strong>I \u2013 Para viabilizar essas mudan\u00e7as, principalmente com a seguran\u00e7a jur\u00eddica necess\u00e1ria, a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira levar\u00e1, em breve, ao Governo Federal e ao Congresso uma proposta de Projeto de Lei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: AMB Para a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, os estudantes de medicina ou mesmo os m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados, diplomados pelas universidades, s\u00f3 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":523,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4858","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4858","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4858"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4858\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4860,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4858\/revisions\/4860"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/523"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4858"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4858"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4858"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}