{"id":4753,"date":"2018-03-05T11:47:52","date_gmt":"2018-03-05T11:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4753"},"modified":"2018-03-05T11:47:52","modified_gmt":"2018-03-05T11:47:52","slug":"pesquisadores-propoem-classificar-diabetes-adulto-em-cinco-tipos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2018\/03\/pesquisadores-propoem-classificar-diabetes-adulto-em-cinco-tipos\/","title":{"rendered":"Pesquisadores prop\u00f5em classificar diabetes adulto em cinco tipos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4754\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/diabetes-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>Separar o diabetes surgido na idade adulta em cinco diferentes tipos &#8211; no lugar de apenas tipo 1 e tipo 2 como \u00e9 feito atualmente &#8211; pode ajudar a melhor decidir o tratamento para cada paciente, num primeiro passo rumo \u00e0 medicina de precis\u00e3o contra a doen\u00e7a, mostra estudo feito na Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia e publicado nesta quinta-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cThe Lancet Diabetes &amp; Endocrinology\u201d. Segundo os cientistas, os cinco tipos de diabetes identificados na pesquisa t\u00eam diferentes caracter\u00edsticas com complica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m diferentes, o que ilustra a variedade de tratamentos requerida pelos pacientes.<\/p>\n<p>As taxas de preval\u00eancia de diabetes est\u00e3o subindo no mundo inteiro, mais r\u00e1pido que outras desordens, tornando o mal um fardo \u00e0 sa\u00fade global mais significativo tamb\u00e9m. Ainda assim a classifica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica do diabetes n\u00e3o sofre altera\u00e7\u00f5es h\u00e1 20 anos, ainda se baseando principalmente nos n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue.<\/p>\n<div id=\"pub-retangulo-2\" class=\"arroba publicidade clearfix\" data-google-query-id=\"CMfE3_CN1dkCFREZhgodSboAMg\"><\/div>\n<p>O diabetes do tipo 1 geralmente \u00e9 diagnosticado ainda durante a inf\u00e2ncia, provocada pelo fato do corpo do paciente n\u00e3o ser capaz de produzir insulina suficiente. O diabetes do tipo 2, no entanto, se estabelece quando o corpo n\u00e3o consegue produzir insulina o bastante para atender \u00e0 crescente demanda imposta por fatores como obesidade e resist\u00eancia insul\u00ednica, frequentemente mais tarde na vida. A maior parte dos casos diagnosticados no mundo \u00e9 do tipo 2, algo entre 75% e 85%, e embora se saiba que este tipo apresenta grande variabilidade, pouco foi feito para explorar essas distin\u00e7\u00f5es do ponto de vista cl\u00ednico.<\/p>\n<p>&#8211; As evid\u00eancias sugerem que o tratamento precoce do diabetes \u00e9 crucial para prevenir complica\u00e7\u00f5es que podem encurtar a vida. Um diagn\u00f3stico mais acurado do diabetes pode ent\u00e3o nos dar valiosas pistas de como ele vai evoluir com o tempo, permitindo-nos prever e tratar as complica\u00e7\u00f5es antes que elas se desenvolvam \u2013 justifica Leif Groop, pesquisador do Centro para Diabetes da Universidade Lund, na Su\u00e9cia, do Instituto para Medicina Molecular da Finl\u00e2ndia e primeiro autor do estudo no \u201cThe Lancet Diabetes &amp; Endocrinology\u201d. &#8211; Os protocolos de tratamento existentes s\u00e3o limitados pelo fato de responderam ao mau controle metab\u00f3lico de quando o diabetes se desenvolveu, mas n\u00e3o nos d\u00e3o maneiras de prever que pacientes precisar\u00e3o de um tratamento mais intensivo. Este estudo nos leva a um diagn\u00f3stico mais \u00fatil do ponto de vista cl\u00ednico, e representa um importante passo na medicina de precis\u00e3o do diabetes.<\/p>\n<p>O novo estudo teve como base quatro outros estudos de coorte envolvendo quase 15 mil pacientes com 18 anos ou mais ent\u00e3o rec\u00e9m-diagnosticados com diabetes na Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia. Os cientistas analisaram seis medidas usadas para monitorar os pacientes que refletem aspectos chave da doen\u00e7a: idade do diagn\u00f3stico, \u00edndice de massa corporal, controle glic\u00eamico de longo prazo, funcionamento das c\u00e9lulas produtoras de insulina no sangue, resist\u00eancia \u00e0 insulina e presen\u00e7a de anticorpos associados ao diabetes autoimune. Eles tamb\u00e9m fizeram an\u00e1lises gen\u00e9ticas dos pacientes, e compararam a progress\u00e3o da doen\u00e7a, tratamento e o desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 doen\u00e7a em cada tipo de diabetes.<\/p>\n<p>Numa primeira an\u00e1lise de uma coorte de 8.980 adultos, os pesquisadores identificaram um tipo de diabetes autoimune e quatro subtipos distintos de diabetes do tipo 2. Eles ent\u00e3o testaram seus achados em mais tr\u00eas coortes com um total de 5.795 pessoas, mostrando que os cinco diferentes tipos identificados tamb\u00e9m estavam presentes nestes pacientes.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, os cinco tipos de diabetes se mostraram bastante distintos, incluindo tr\u00eas formas severas e duas mais leves da doen\u00e7a. Entre as formas severas estava um grupo com grande resist\u00eancia \u00e0 insulina e um risco significativamente maior de problemas nos rins dos que as outras v\u00edtimas da doen\u00e7a, afetando de 11% a 17% dos pacientes (grupo 3), e um grupo relativamente jovem, com defici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de insulina e mau controle metab\u00f3lico, mas sem anticorpos autoimunes, com uma preval\u00eancia entre 9% e 20% (grupo 2). J\u00e1 a terceira forma severa foi vista em um grupo que tinha defici\u00eancia de insulina e os anticorpos autoimunes, uma forma de diabetes anteriormente classificada como do tipo 1 e chamada de diabetes autoimune latente em adultos (Lada, na sigla em ingl\u00eas), atingindo de 6% a 15% dos pacientes (grupo 1).<\/p>\n<p>J\u00e1 a forma mais comum de diabetes mostrou ser uma das mais moderadas, vista principalmente em pacientes mais velhos, com uma preval\u00eancia entre 39% e 47% (grupo 5). J\u00e1 o segundo tipo mais leve s\u00f3 foi observado em indiv\u00edduos obesos e afetou de 18% a 23% dos pacientes (grupo 4). Todos os cinco tipos tamb\u00e9m se mostraram geneticamente distintos, com nenhuma muta\u00e7\u00e3o associada a todas as variantes da doen\u00e7a. Este achado apoia a no\u00e7\u00e3o de que os cinco tipos s\u00e3o de fato diferentes, e n\u00e3o apenas est\u00e1gios variados de uma mesma desordem.<\/p>\n<p>Por fim, os pesquisadores analisaram os tipos de tratamentos dados a cada grupo de pacientes, mostrando que muitos n\u00e3o recebiam o tratamento apropriado. Por exemplo, s\u00f3 uma pequena propor\u00e7\u00e3o dos pacientes dos grupos 1 e 2 receberam insulina j\u00e1 no aparecimento da doen\u00e7a (42%, ou 212 de 506 pacientes; e 29%, ou 389 de 1.339 pacientes, respectivamente), sugerindo que a classifica\u00e7\u00e3o tradicional do diabetes n\u00e3o \u00e9 capaz de indicar o melhor tratamento para as caracter\u00edsticas subjacentes da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os cientistas, por\u00e9m, destacam algumas limita\u00e7\u00f5es de seu estudo, incluindo n\u00e3o ter sido capaz de confirmar que cada um dos cinco tipos tem causa diferente nem se a tipo de diabetes de um paciente pode mudar com o tempo. Al\u00e9m disso, a pesquisa envolveu apenas pacientes escandinavos, tendo ainda que ser confirmada com outras popula\u00e7\u00f5es. Mas estudos tamb\u00e9m ser\u00e3o necess\u00e1rios para testar e refinar a classifica\u00e7\u00e3o dos cinco tipos incluindo biomarcadores, gen\u00f3tipos, avalia\u00e7\u00f5es de risco gen\u00e9tico, press\u00e3o sangu\u00ednea e gorduras no sangue.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Separar o diabetes surgido na idade adulta em cinco diferentes tipos &#8211; no lugar de apenas tipo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4753","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4753"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4755,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4753\/revisions\/4755"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}