{"id":4470,"date":"2017-11-21T15:14:00","date_gmt":"2017-11-21T15:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4470"},"modified":"2017-11-21T16:21:34","modified_gmt":"2017-11-21T16:21:34","slug":"plano-de-combate-a-resistencia-a-antibioticos-deve-ser-concluido-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/11\/plano-de-combate-a-resistencia-a-antibioticos-deve-ser-concluido-em-2018\/","title":{"rendered":"Plano de combate \u00e0 resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos deve ser conclu\u00eddo em 2018"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4471\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/11\/remedio-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>O plano brasileiro de combate \u00e0 resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos tem previs\u00e3o de ficar pronto em 2018, segundo informa\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O tema \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o global especialmente desde que foi divulgado, em maio do ano passado, um relat\u00f3rio do governo brit\u00e2nico que mostra que, se nada for feito at\u00e9 2050, a resist\u00eancia aos antibi\u00f3ticos matar\u00e1 mais do que o c\u00e2ncer: dez milh\u00f5es de pessoas devem morrer a cada ano, isto \u00e9, uma pessoa em cada tr\u00eas segundos.<\/p>\n<p>M\u00e9dicos e pesquisadores de todo o mundo entenderam que existe a necessidade de a\u00e7\u00f5es urgentes para, nas palavras do economista autor do ent\u00e3o estudo, Jim O\u2019Neill , &#8220;evitar que a medicina preventiva volte \u00e0 Idade M\u00e9dia&#8221;, quando simplesmente n\u00e3o existiam antibi\u00f3ticos. Com cada vez mais pessoas desenvolvendo resist\u00eancia a esse tipo de medicamento \u2014 em geral, por causa do seu uso em excesso \u2014, corre-se o risco de chegar uma hora em que os antibi\u00f3ticos existentes ter\u00e3o efeito sobre pouqu\u00edssimas pessoas. Assim, doen\u00e7as como pnemonia e tuberculose, hoje eficientemente combatidas com antibi\u00f3ticos, poderiam voltar a ser letais.<\/p>\n<p>Para evitar que esse cen\u00e1rio aconte\u00e7a, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) produziu um plano de combate com cinco objetivos. E tem estimulado todos os pa\u00edses membros a elaborarem planos nacionais.<\/p>\n<p>De acordo com um levantamento feito pela OMS em junho de 2016, dos 191 pa\u00edses membros, 25 tinham planos conclu\u00eddos e 34 estavam fase de elabora\u00e7\u00e3o, incluindo o Brasil. Uma nova pesquisa feita este ano mostra que, at\u00e9 junho, 67 estavam com seu plano conclu\u00eddo, e 62 estavam em desenvolvimento. Na Am\u00e9rica do Sul, os pa\u00edses que j\u00e1 t\u00eam um plano de combate estruturado s\u00e3o Col\u00f4mbia, Chile e Peru.<\/p>\n<p>Eduardo Hage, especialista do Instituto Sul Americano de Governo em Sa\u00fade (ISAGS), da Unasul, explica que o segundo objetivo \u00e9 aumentar o conhecimento dos pr\u00f3prios servi\u00e7os de sa\u00fade sobre o problema. Isso \u00e9 essencial para alcan\u00e7ar o terceiro objetivo: reduzir a incid\u00eancia de casos. J\u00e1 a quarta meta \u00e9 otimizar o uso de antibi\u00f3ticos, e a quinta \u00e9 preparar argumentos econ\u00f4micos voltados para um investimento sustent\u00e1vel e aumentar os investimentos em novos medicamentos, diagn\u00f3sticos e vacinas. Esses cinco objetivos foram tra\u00e7ados pelo plano da OMS, e o documento brasileiro est\u00e1 alinhado com essas metas.<\/p>\n<p>\u2014 Uma das maiores defici\u00eancias, em todos os pa\u00edses, \u00e9 que n\u00e3o existem dados populacionais sobre a resist\u00eancia antimicrobiana em humanos e em animais. Conhece-se pouco sobre isso em escala global \u2014 afirma Eduardo Hage, que at\u00e9 fevereiro deste ano estava \u00e0 frente do Departamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Segundo ele, \u00e9 preciso criar sistemas de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica que consigam mensurar quantas pessoas desenvolvem resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00f3s sabemos quantas pessoas desenvolvem infec\u00e7\u00e3o hospitalar. Mas n\u00e3o sabemos quantas pessoas em hospitais desenvolvem resist\u00eancia antimicrobiana. E, se n\u00e3o sabemos qual \u00e9 essa popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o saberemos se nossas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o reduzindo esses casos ou n\u00e3o \u2014 destaca ele. \u2014 Aqui no Brasil, a Anvisa tem, por exemplo, dados sobre infec\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o se sabe qual percentual desenvolveu resist\u00eancia. \u00c9 preciso implantar esses sistemas, para entender qual \u00e9 a extens\u00e3o do problema na popula\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 um desafio do mundo todo, \u00e9 uma realidade em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Ele ressalta que o gasto de se criar um sistema de vigil\u00e2ncia desse tipo seria coberto em pouco tempo. Isso porque o custo de tratar pessoas resistentes a medicamentos \u00e9 muito alto, j\u00e1 que elas t\u00eam que tomar antibi\u00f3ticos ainda mais caros para se recuperarem.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 importante prevenir novos casos, e s\u00f3 se previne conhecendo a extens\u00e3o do problema. A interna\u00e7\u00e3o de pessoas que desenvolveram resist\u00eancia tem um custo alto \u2014 diz Hage.<\/p>\n<p>Em nota, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirmou que, &#8220;por ser um plano com uma alta transversalidade em muitos t\u00f3picos &#8211; como a elabora\u00e7\u00e3o da coordena\u00e7\u00e3o, execu\u00e7\u00e3o e financiamento das a\u00e7\u00f5es &#8211; ser\u00e1 assinado conjuntamente por todos os \u00f3rg\u00e3os envolvidos. O Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Preven\u00e7\u00e3o e Controle da Resist\u00eancia aos Antimicrobianos (PAN-BR) faz parte do esfor\u00e7o integrado a Anvisa, Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (Funasa) e minist\u00e9rios da Agricultura; Ci\u00eancia e Tecnologia; Meio Ambiente e Cidades. As primeiras reuni\u00f5es envolvendo \u00f3rg\u00e3os externos ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tiveram in\u00edcio em 2016&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo O plano brasileiro de combate \u00e0 resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos tem previs\u00e3o de ficar pronto em 2018, segundo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4470","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4470"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4470\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4489,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4470\/revisions\/4489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}