{"id":4293,"date":"2017-10-17T10:41:36","date_gmt":"2017-10-17T10:41:36","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4293"},"modified":"2017-10-17T10:41:36","modified_gmt":"2017-10-17T10:41:36","slug":"numero-de-criancas-e-adolescentes-obesos-aumenta-dez-vezes-em-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/10\/numero-de-criancas-e-adolescentes-obesos-aumenta-dez-vezes-em-40-anos\/","title":{"rendered":"N\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes obesos aumenta dez vezes em 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p>A obesidade infantil atinge atualmente dez vezes mais crian\u00e7as e adolescentes do que na d\u00e9cada de 1970. Isso significa que o grupo de indiv\u00edduos entre 5 e 19 anos que est\u00e3o acima do peso saltou de 11 milh\u00f5es naquela \u00e9poca para 124 milh\u00f5es. \u00c9 um contingente de jovens equivalente a quase toda a popula\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico, estimada hoje em 127 milh\u00f5es segundo o Banco Mundial, que sofre de uma condi\u00e7\u00e3o que pode prejudicar a sa\u00fade na vida adulta.<\/p>\n<p>O dado foi revelado ontem por um novo estudo liderado pelo Imperial College de Londres e pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS), descrito na revista internacional \u201cThe Lancet\u201d. Os pesquisadores compararam dados sobre o peso de crian\u00e7as e jovens em 1975 e em 2016. E verificaram que, nessas quatro d\u00e9cadas, o \u00edndice de obesos cresceu de 0,7% para 5,6% entre meninas, e de 0,9% para 7,8% entre meninos.<\/p>\n<p>Divulgado na v\u00e9spera do Dia Mundial da Obesidade, comemorado no dia 11, o estudo avaliou quase 130 milh\u00f5es de pessoas de 200 pa\u00edses. Destas, 31,5 milh\u00f5es eram indiv\u00edduos com idades entre 5 e 19 anos, a faixa et\u00e1ria que registrou maior avan\u00e7o no excesso de peso.<\/p>\n<p>\u2014 As taxas de obesidade em crian\u00e7as e adolescentes continuam a aumentar em pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda, o que \u00e9 preocupante. Mais recentemente, esse \u00edndice estabilizou em pa\u00edses de renda mais alta, embora permane\u00e7a inaceitavelmente alto \u2014 afirmou o autor principal do estudo, Majid Ezzati, da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica do Imperial College.<\/p>\n<p>No Brasil, 9,4% das meninas e 12,7% dos meninos est\u00e3o obesos. J\u00e1 os pa\u00edses com maiores \u00edndices de obesidade infantil s\u00e3o pequenas ilhas no Pac\u00edfico. Isso parece curioso, mas tem f\u00e1cil explica\u00e7\u00e3o: como esses pa\u00edses t\u00eam uma produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola fraca, dependem muito da importa\u00e7\u00e3o de alimentos. As crian\u00e7as ficam mais expostas a comidas industrializadas, que s\u00e3o mais baratas. Outro fator \u00e9 que, historicamente, essas etnias tiveram pouco acesso \u00e0 comida. Seus organismos foram \u201cprogramados\u201d para armazenar gordura. Hoje, com o repentino acesso a refei\u00e7\u00f5es cal\u00f3ricas, essas popula\u00e7\u00f5es t\u00eam mais risco de engordar. Os EUA, onde a alimenta\u00e7\u00e3o industrializada \u00e9 muito difundida, aparecem entre os 15 pa\u00edses com mais jovens obesos.<\/p>\n<p>A endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e da S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso), explica que, de forma geral, todos n\u00f3s somos geneticamente predispostos ao ganho de peso.<\/p>\n<p>\u2014 Isso acontece porque somos descendentes daqueles que conseguiram sobreviver aos tempos de escassez, d\u00e9cadas e s\u00e9culos atr\u00e1s. S\u00f3 que, de maneira abrupta, temos agora uma oferta inesperada de alimentos cal\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, se as tend\u00eancias dos \u00faltimos anos continuarem, em 2022 haver\u00e1 no mundo mais crian\u00e7as e adolescentes com obesidade do que abaixo do peso. Para o pediatra Hugo Ribeiro Jr., do servi\u00e7o de nutrologia infantil da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, \u00e9 praticamente certo esse cen\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u2014 O ano de 2022 j\u00e1 est\u00e1 na nossa porta. Precisamos desacelerar e estagnar esse crescimento da obesidade infantil.<\/p>\n<p>Erika Paniago Guedes, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), destaca a import\u00e2ncia de a fam\u00edlia perceber a gravidade dessa condi\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u2014 Muitas vezes, os pais n\u00e3o percebem que o filho est\u00e1 acima do peso. Refor\u00e7am a mamadeira com farinha, d\u00e3o a\u00e7\u00facar a beb\u00eas, e s\u00f3 procuram ajuda anos mais tarde, quando a revers\u00e3o do quadro \u00e9 mais dif\u00edcil \u2014 afirma ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4294\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/obesidade_crianca.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"1032\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/obesidade_crianca.jpg 700w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/obesidade_crianca-600x885.jpg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/obesidade_crianca-203x300.jpg 203w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/obesidade_crianca-695x1024.jpg 695w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo A obesidade infantil atinge atualmente dez vezes mais crian\u00e7as e adolescentes do que na d\u00e9cada de 1970. 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