{"id":4128,"date":"2017-09-22T19:00:25","date_gmt":"2017-09-22T19:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=4128"},"modified":"2017-09-22T19:00:25","modified_gmt":"2017-09-22T19:00:25","slug":"para-o-ministro-da-saude-ha-excesso-de-hospitais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/09\/para-o-ministro-da-saude-ha-excesso-de-hospitais-no-brasil\/","title":{"rendered":"Para o ministro da Sa\u00fade, h\u00e1 excesso de hospitais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4129\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/ricardo-barros-exame-forum-saude-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>fonte: Exame<\/p>\n<p>O sistema de sa\u00fade no Brasil poderia funcionar com um quinto dos hospitais dispon\u00edveis, segundo o ministro da\u00a0Sa\u00fade, Ricardo Barros. Durante sua participa\u00e7\u00e3o no EXAME F\u00f3rum Sa\u00fade, ele disse que \u00e9 preciso tirar dos hospitais os pacientes que n\u00e3o precisam de cuidados emergenciais. \u201cTemos de dispor do leito para quem de fato pode ser salvo pelos equipamentos do hospital.\u201d Para Barros, o governo federal tem cumprido o papel de financiar metade dos custos com a sa\u00fade, mas h\u00e1 desequil\u00edbrio na distribui\u00e7\u00e3o do dinheiro p\u00fablico. \u201cAlguns s\u00e3o financiados adequadamente; outros, n\u00e3o\u201d, afirma. \u201c\u00c9 esse Frankenstein que temos de mudar.\u201d<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013 Falta dinheiro ou gest\u00e3o no sistema brasileiro de sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Falta gest\u00e3o. Enquanto n\u00f3s n\u00e3o tivermos seguran\u00e7a de que todo o dinheiro est\u00e1 bem aplicado, n\u00e3o teremos moral de pedir mais recurso para a sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013 O Brasil tem mais de 7.500 hospitais. \u00c9 o suficiente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Poder\u00edamos resolver tudo com 1.500\u00a0<a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/noticias-sobre\/hospitais\"><strong>hospitais<\/strong><\/a>. Esse \u00e9 o dado estat\u00edstico com base numa an\u00e1lise criteriosa de atendimentos. Por que n\u00e3o fechamos hospitais? Por uma quest\u00e3o pol\u00edtica. \u00c9 dif\u00edcil fechar um hospital. Por isso, estamos propondo medidas como a forma\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios de gest\u00e3o e rateio de custos. Dessa forma, a decis\u00e3o de fechar uma unidade ou de ampli\u00e1-la n\u00e3o ser\u00e1 mais do gestor local, ser\u00e1 do conjunto dos que financiam o servi\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013\u00a0Se a estrutura \u00e9 suficiente, por que h\u00e1 hospitais com filas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Precisamos otimizar as estruturas dispon\u00edveis no sistema de sa\u00fade p\u00fablica. Um ter\u00e7o das unidades de terapia intensiva \u00e9 ocupada por pessoas sob cuidados paliativos. A pessoa est\u00e1 num hospital que tem tom\u00f3grafo, resson\u00e2ncia, centro cir\u00fargico, ocupando um leito para n\u00e3o usar nada disso. Temos de dispor desse leito para quem de fato pode ser salvo por essa estrutura. A reclama\u00e7\u00e3o de que leitos est\u00e3o fechando \u00e9 apenas a comprova\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia do novo modelo, com estruturas como hospital-dia e sa\u00fade da fam\u00edlia criadas para diminuir a hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013\u00a0Na busca por efici\u00eancia, ser\u00e1 adotado o prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico. Como garantir a seguran\u00e7a das informa\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0At\u00e9 o final de 2018, teremos todos os brasileiros com o prontu\u00e1rio eletr\u00f4nico. Estamos usando o modelo de biometria do Tribunal Superior Eleitoral, porque a lei exige que o modelo seja padr\u00e3o, e isso dar\u00e1 muita seguran\u00e7a e nos permitir\u00e1 economizar. N\u00e3o repetiremos mais consultas, exames, nem a entrega de medicamentos.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013 Por que o Brasil tem unidades b\u00e1sicas e de pronto-atendimento fechadas?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Porque elas viraram moeda de troca pol\u00edtica. O prefeito constr\u00f3i e, quando a unidade fica pronta, n\u00e3o tem como oper\u00e1-la. N\u00f3s vamos liberar algumas delas para funcionar como complemento do servi\u00e7o de sa\u00fade do munic\u00edpio. O gestor poder\u00e1 usar o pr\u00e9dio para o que \u00e9 mais adequado ao interesse da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013\u00a0H\u00e1 falta de racionalidade no sistema de sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Temos de corrigir v\u00e1rios itens da tabela SUS. Por exemplo, na biopsia de mama, o que n\u00f3s pagamos n\u00e3o alcan\u00e7a nem o pre\u00e7o da agulha. Isso diminui a execu\u00e7\u00e3o da biopsia de mama, reduz a identifica\u00e7\u00e3o precoce de c\u00e2ncer e aumenta o custo do tratamento. Mas a tabela SUS nunca foi feita para pagar 100% dos custos. E, se considerarmos incentivos e estrat\u00e9gias federais, o financiamento n\u00e3o \u00e9 ruim. No fim das contas, consegue representar 50% do custo. Mas, como \u00e9 discricion\u00e1rio, alguns s\u00e3o financiados adequadamente; outros, n\u00e3o. \u00c9 esse Frankenstein, criado com uma s\u00e9rie de remendos, que temos de mudar.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013 O senhor concorda que falta continuidade nas pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0Sem d\u00favida. A sa\u00fade \u00e9 muito ideologizada. Todo mundo concorda que est\u00e1 ruim. Mas, quando se pergunta \u201cvamos mudar?\u201d, a resposta de todas as partes envolvidas \u00e9 n\u00e3o. Para resolver isso, precisa haver pactua\u00e7\u00e3o. Hoje, tudo \u00e9 pactuado em uma comiss\u00e3o tripartite. Meu sucessor, se quiser mudar alguma coisa, ter\u00e1 de combinar com a comiss\u00e3o, na qual ele \u00e9 minoria, porque tem representantes de Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios. Ele ter\u00e1 de convencer os demais membros. As pactua\u00e7\u00f5es d\u00e3o mais estabilidade \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>EXAME \u2013 Qual \u00e9 sua opini\u00e3o sobre o programa Mais M\u00e9dicos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ricardo Barros \u2013<\/strong>\u00a0O programa Mais M\u00e9dicos segue um trip\u00e9. Primeiro: m\u00e9dicos bolsistas para atender em lugares distantes e periferias, onde n\u00e3o h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de trabalho nem seguran\u00e7a. Conta com 18\u2009000 m\u00e9dicos ao custo de 3 bilh\u00f5es de reais por ano. Outro p\u00e9 s\u00e3o novos cursos de medicina. Terceiro: amplia\u00e7\u00e3o da medicina da fam\u00edlia e da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, chaves para resolver 80% dos problemas. Isso est\u00e1 em andamento. Tamb\u00e9m queremos reduzir o n\u00famero de m\u00e9dicos cubanos de 11.400 para 7.000 em tr\u00eas anos. O programa \u00e9 um acerto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Exame O sistema de sa\u00fade no Brasil poderia funcionar com um quinto dos hospitais dispon\u00edveis, segundo o ministro da\u00a0Sa\u00fade, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-4128","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4128","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4128"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4128\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4130,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4128\/revisions\/4130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4128"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4128"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4128"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}