{"id":3975,"date":"2017-08-21T16:47:02","date_gmt":"2017-08-21T16:47:02","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3975"},"modified":"2017-08-21T16:47:02","modified_gmt":"2017-08-21T16:47:02","slug":"cientistas-criam-exame-de-sangue-capaz-de-detectar-cancer-precocemente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/08\/cientistas-criam-exame-de-sangue-capaz-de-detectar-cancer-precocemente\/","title":{"rendered":"Cientistas criam exame de sangue capaz de detectar c\u00e2ncer precocemente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2042\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/celulas_cancer-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>Numa tentativa de detectar o c\u00e2ncer precocemente e de uma forma n\u00e3o invasiva, cientistas do Centro Kimmel para o C\u00e2ncer, da Universidade Johns Hopkins, EUA, desenvolveram um teste que dizem ser capaz de detectar mesmo pequenas quantidades de DNA espec\u00edfico da doen\u00e7a, tendo usado-o para identificar de forma acurada mais de metade dos casos de 138 pessoas que estavam com c\u00e2ncer colorretal, de mama, pulm\u00e3o ou ov\u00e1rio em est\u00e1gios iniciais.<\/p>\n<p>O teste, dizem os cientistas, tem como novidade a capacidade de distinguir o DNA liberado pelos tumores de outros trechos de DNA que podem erroneamente serem identificados como biomarcadores da doen\u00e7a. Artigo sobre a pesquisa, feita no sangue e em amostras de tecidos de tumores de 200 pessoas com c\u00e2ncer em diversos est\u00e1gios nos EUA, Dinamarca e Holanda, foram publicados nesta quarta-feira no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cScience Translational Medicine\u201d.<\/p>\n<p>&#8211; Este estudo mostra que identificar o c\u00e2ncer precocemente usando mudan\u00e7as no DNA no sangue \u00e9 fact\u00edvel e que nosso m\u00e9todo de sequenciamento de alta acuidade \u00e9 uma abordagem promissora para atingir este objetivo \u2013 destacou Victor Velculescu, professor de oncologia do Centro Kimmel.<\/p>\n<p>Exames de sangue para o c\u00e2ncer s\u00e3o um aspecto crescente da oncologia cl\u00ednica, mas eles ainda est\u00e3o nas fases iniciais de desenvolvimento. Para encontrar pequenos trechos de DNA derivados dos tumores no sangue dos pacientes, os cientistas frequentemente t\u00eam se baseado em altera\u00e7\u00f5es no DNA encontradas em amostras de tumores biopsiados dos pr\u00f3prios pacientes para guiar a busca pelos erros gen\u00e9ticos entre as enormes quantidades de DNA circulantes no sangue. Mas para criar um teste de c\u00e2ncer que pudesse ser usado em pessoas aparentemente saud\u00e1veis, os cientistas tiveram que encontrar novas maneiras de detectar altera\u00e7\u00f5es no DNA que poderiam estar escondidas em seu sangue e ainda n\u00e3o foram identificadas.<\/p>\n<p>&#8211; O desafio foi desenvolver um teste de sangue que possa prever a prov\u00e1vel presen\u00e7a do c\u00e2ncer sem saber quais s\u00e3o as muta\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas presentes no turmo de uma pessoa \u2013 resumiu Velculescu.<\/p>\n<p>Assim, o objetivo principal dos cientistas era desenvolver um exame que fosse altamente espec\u00edfico para detectar o c\u00e2ncer enquanto, ao mesmo tempo, tivesse um menor risco de dar resultados \u201cfalso positivos\u201d que frequentemente levam a mais exames e tratamentos desnecess\u00e1rios. Tarefa que \u00e9 complicada pela necessidade de distinguir entre muta\u00e7\u00f5es realmente derivadas de um c\u00e2ncer das variantes gen\u00e9ticas normais herdadas no DNA.<\/p>\n<p>Velculescu explicou que \u00e0 medida que a c\u00e9lulas sangu\u00edneas se dividem, por exemplo, h\u00e1 uma chance de que algumas delas tenham erros ou muta\u00e7\u00f5es. Em uma pequena fra\u00e7\u00e3o das pessoas, estas muta\u00e7\u00f5es v\u00e3o fazer com que as c\u00e9lulas sangu\u00edneas se multipliquem mais r\u00e1pido, potencialmente deixando-as em uma condi\u00e7\u00e3o \u201cpr\u00e9-leuc\u00eamica\u201d. Mas, na maior parte das vezes, estas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o levam ao aparecimento de um c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os cientistas tiveram que encontrar uma maneira de descartar muta\u00e7\u00f5es na chamada \u201clinha germinativa\u201d. Isto porque, embora estas muta\u00e7\u00f5es sejam de fato altera\u00e7\u00f5es no DNA, elas ocorrem como um resultado natural das varia\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduos, e normalmente n\u00e3o est\u00e3o ligadas a tipos particulares de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Para desenvolver no novo teste, Velculescu e sua equipe obtiveram amostras de sangue de 200 pacientes com c\u00e2ncer de mama, pulm\u00e3o, ov\u00e1rio e colorretal. Eles ent\u00e3o procuraram nas amostras muta\u00e7\u00f5es em 58 genes que j\u00e1 foram amplamente associadas a diversos tipos de c\u00e2ncer. No geral, os cientistas conseguiram detectar 86 de 132 (62%) dos casos de c\u00e2ncer nos est\u00e1gios I e II, os iniciais. Al\u00e9m disso, o exame n\u00e3o apontou quaisquer muta\u00e7\u00f5es ligadas ao c\u00e2ncer em amostras adicionais de 44 indiv\u00edduos saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas apesar destes resultados iniciais promissores, os cientistas tiveram que validar os achados de seu exame. Assim, Velculescu e equipe realizaram o sequenciamento gen\u00e9tico de tumores removidos de cem dos 200 pacientes testados, mostrando que em 82 (82%) as muta\u00e7\u00f5es em seus tumores se correlacionaram com as altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas encontradas no sangue.<\/p>\n<p>O teste desenvolvido na Johns Hopkins usa um tipo de sequenciamento gen\u00e9tico que os pesquisadores chamam de \u201csequenciamento com corre\u00e7\u00e3o de erro de alvo\u201d. Este m\u00e9todo \u00e9 baseado no chamado \u201csequenciamento profundo\u201d, em que cada c\u00f3digo qu\u00edmico no DNA \u00e9 \u201clido\u201d 30 mil vezes.<\/p>\n<p>&#8211; Estamos tentando achar uma agulha no palheiro, ent\u00e3o quando encontramos uma altera\u00e7\u00e3o no DNA, queremos ter certeza que ela \u00e9 o que pensamos que seja \u2013 disse Velculescu.<\/p>\n<p>Este tipo de \u201csequenciamento profundo\u201d, cobrindo mais de 80 mil pares-base do DNA (as \u201cletras\u201d do nosso c\u00f3digo gen\u00e9tico), pode ser muito caro, mas Velculescu confia no barateamento das tecnologias de sequenciamento. Alep\u00b4m disso, os cientistas procuram reduzir o n\u00famero de locais no DNA a serem examinados sem prejudicar a acuidade do exame.<\/p>\n<p>Segundo Velculescu, as popula\u00e7\u00f5es que mais poder\u00e3o se beneficiar do teste incluem pessoas com alto risco de desenvolver c\u00e2ncer, como fumantes \u2013 em quem os exames padr\u00e3o de tomografia computadorizada para identificar c\u00e2ncer no pulm\u00e3o frequentemente d\u00e3o como resultado \u201cfalsos positivos\u201d &#8211; e mulheres com muta\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias para o c\u00e2ncer de mama e ov\u00e1rio nos genes BRCA1 e BRCA2.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Numa tentativa de detectar o c\u00e2ncer precocemente e de uma forma n\u00e3o invasiva, cientistas do Centro Kimmel [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3975","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3975"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3976,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3975\/revisions\/3976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}