{"id":3354,"date":"2017-08-14T14:41:59","date_gmt":"2017-08-14T14:41:59","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3354"},"modified":"2017-08-14T14:41:59","modified_gmt":"2017-08-14T14:41:59","slug":"relacao-medico-paciente-segunda-opiniao-medica-e-direito-do-paciente-e-do-medico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/08\/relacao-medico-paciente-segunda-opiniao-medica-e-direito-do-paciente-e-do-medico\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente: segunda opini\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 direito do paciente e do m\u00e9dico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-95\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/medicina-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/>fonte: CREMESP<\/p>\n<p>O C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica indica que a chamada \u201cSegunda Opini\u00e3o M\u00e9dica\u201d \u00e9 um direito do paciente e faz parte de sua autonomia no contexto da rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente. De acordo com o c\u00f3digo, \u00e9 vedado ao m\u00e9dico opor-se \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da segunda opini\u00e3o solicitada pelo paciente ou por seu representante legal.<\/p>\n<p>Ant\u00f4nio Pereira Filho, conselheiro e membro do Conselho Consultivo do Centro de Bio\u00e9tica do Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp), destaca o direito do paciente em ter uma segunda opini\u00e3o. Para ele, \u00e9 importante que o m\u00e9dico tenha esse conhecimento e trate de maneira natural quando a segunda opini\u00e3o for solicitada. \u201cO m\u00e9dico deve aprovar essa conduta, e em muitos casos, at\u00e9 estimular\u201d, diz.<\/p>\n<p>Pereira reafirma, tamb\u00e9m, a import\u00e2ncia do m\u00e9dico que d\u00e1 a segunda opini\u00e3o de reconduzir o paciente ao m\u00e9dico que deu o primeiro parecer, junto de um relat\u00f3rio com seus pontos de vista. Para ele, o grande problema \u00e9tico acontece quando o m\u00e9dico emite a segunda opini\u00e3o, d\u00e1 o seu parecer e ele mesmo continua o tratamento. \u201c\u00c9 conden\u00e1vel do ponto de vista \u00e9tico e o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica nos diz n\u00e3o podemos fazer isso\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Pereira, os pr\u00f3prios m\u00e9dicos tamb\u00e9m t\u00eam o direito de ter uma segunda opini\u00e3o. \u201cQuando o profissional est\u00e1 \u00e0 frente de um caso dif\u00edcil, ele pode buscar a opini\u00e3o de outro colega\u201d, ressalta Pereira. Assim, tanto o paciente quanto o m\u00e9dico podem procurar o aux\u00edlio de outros especialistas.<\/p>\n<p><strong>Planos de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com a Resolu\u00e7\u00e3o CONSU n\u00ba 8 e o C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica, as fontes pagadoras, tanto p\u00fablicas quanto privadas, podem solicitar a segunda opini\u00e3o, trabalhando com sistemas de auditorias eficientes quando em suspeita de exageros e indica\u00e7\u00f5es inadequadas de procedimentos.<\/p>\n<p>Contudo, segundo Pereira, \u00e9 preciso ter uma aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de segunda opini\u00e3o dos planos de sa\u00fade. Ele afirma que quando a fonte pagadora faz a solicita\u00e7\u00e3o, existem duas possibilidades: ou est\u00e1 buscando a melhor maneira de encaminhar o paciente ou est\u00e1 buscando uma redu\u00e7\u00e3o de custos. \u201cO que a gente n\u00e3o pode pensar \u00e9 que toda vez que eles pedem uma segunda opini\u00e3o s\u00f3 querem reduzir custos ou s\u00f3 querem o bem do paciente, as duas coisas existem\u201d, justifica.<\/p>\n<p><strong>Receio m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p>O parecer\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cremesp.org.br\/?siteAcao=Pareceres&amp;dif=s&amp;ficha=1&amp;id=9503&amp;tipo=PARECER&amp;orgao=Conselho%20Regional%20de%20Medicina%20do%20Estado%20de%20S%E3o%20Paulo&amp;numero=114073&amp;situacao=&amp;data=14-06-2010#anc_integra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00ba\u00a0<\/a><a href=\"http:\/\/www.cremesp.org.br\/?siteAcao=Pareceres&amp;dif=s&amp;ficha=1&amp;id=9503&amp;tipo=PARECER&amp;orgao=Conselho%20Regional%20de%20Medicina%20do%20Estado%20de%20S%E3o%20Paulo&amp;numero=114073&amp;situacao=&amp;data=14-06-2010#anc_integra\">114073<\/a><a href=\"http:\/\/www.cremesp.org.br\/?siteAcao=Pareceres&amp;dif=s&amp;ficha=1&amp;id=9503&amp;tipo=PARECER&amp;orgao=Conselho%20Regional%20de%20Medicina%20do%20Estado%20de%20S%E3o%20Paulo&amp;numero=114073&amp;situacao=&amp;data=14-06-2010#anc_integra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<\/a>do Cremesp relata que o\u00a0mecanismo da segunda opini\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 usual em todo mundo e n\u00e3o \u00e9 anti\u00e9tica. \u201cNo Brasil, ainda existe um pouco de preconceito em rela\u00e7\u00e3o a isso, enquanto em outros pa\u00edses trata-se de algo absolutamente normal\u201d, diz Pereira. De acordo com ele, alguns m\u00e9dicos ainda se sentem ofendidos, acreditando tratar-se de uma desconfian\u00e7a do paciente.<\/p>\n<p>Pereira destaca que os Conselhos, tanto federal quanto regionais, j\u00e1 t\u00eam sinalizado para diminuir o receio sobre a segunda opini\u00e3o m\u00e9dica. Ele afirma que a segunda opini\u00e3o \u00e9 muito mais aceita entre os m\u00e9dicos mais jovens, e que essa resist\u00eancia dos m\u00e9dicos \u00e0 segunda opini\u00e3o est\u00e1 progressivamente caindo.<\/p>\n<p><strong>Google<\/strong><\/p>\n<p>Para Pereira, o uso de tecnologias, como o Google, para a emiss\u00e3o de uma segunda, e em muitos casos at\u00e9 mesmo de uma primeira opini\u00e3o m\u00e9dica, \u00e9 perigosa. \u201cNo Google voc\u00ea tem desde pareceres importantes, cientificamente corretos, at\u00e9 coisas completamente absurdas\u201d, diz. Ele acredita que \u00e9 preciso tomar cuidado no uso da ferramenta, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de algo 100% confi\u00e1vel, na medida em que n\u00e3o tem um filtro cientifico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMESP O C\u00f3digo de \u00c9tica M\u00e9dica indica que a chamada \u201cSegunda Opini\u00e3o M\u00e9dica\u201d \u00e9 um direito do paciente e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3354","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3354"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3354\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3355,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3354\/revisions\/3355"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}