{"id":3343,"date":"2017-08-14T13:51:52","date_gmt":"2017-08-14T13:51:52","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3343"},"modified":"2017-08-14T13:51:52","modified_gmt":"2017-08-14T13:51:52","slug":"obesidade-quase-dobra-entre-os-jovens-brasileiros-em-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/08\/obesidade-quase-dobra-entre-os-jovens-brasileiros-em-dez-anos\/","title":{"rendered":"Obesidade quase dobra entre os jovens brasileiros em dez anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>O brasileiro tem iniciado mais cedo a guerra contra a balan\u00e7a. Em dez anos, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/especial\/2017\/brasil-acima-do-peso\/\">obesidade<\/a>\u00a0avan\u00e7ou em todas as faixas et\u00e1rias, mas quase dobrou entre jovens de 18 a 24 anos \u2013de 4,4% para 8,5%.<\/p>\n<p>E embora a preval\u00eancia ainda seja maior entre pessoas com menor escolaridade, a obesidade tem avan\u00e7ado tamb\u00e9m entre aqueles com n\u00edveis m\u00e9dio e alto de estudo.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise vem de levantamento a partir de dados e microdados de todas as edi\u00e7\u00f5es do Vigitel, pesquisa do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade que investiga h\u00e1bitos de vida e fatores de risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Hoje, mais de metade da popula\u00e7\u00e3o adulta est\u00e1 acima do peso ideal. E cerca de um em cada cinco s\u00e3o obesos, casos em que o IMC (\u00edndice de massa corporal) \u00e9 igual ou maior que 30 kg\/m\u00b2. O \u00edndice cresceu 60% desde 2006, quando a pesquisa come\u00e7ou a ser feita nas capitais.<\/p>\n<p>Dados tabulados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade a pedido da\u00a0<b>Folha<\/b>\u00a0mostram que o avan\u00e7o da obesidade \u00e9 ainda maior em algumas categorias. \u00c9 o caso do \u00edndice de brasileiros com obesidade &#8220;moderada&#8221; (IMC entre 35 kg\/m\u00b2 e 40 kg\/m\u00b2). Se antes essa faixa representava 2,1% da popula\u00e7\u00e3o, agora representa 3,7% \u2013avan\u00e7o de 76%.<\/p>\n<p>&#8220;Isso mostra que aumenta n\u00e3o s\u00f3 o excesso de peso, mas a gravidade da doen\u00e7a&#8221;, diz Michele Lessa, coordenadora de nutri\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3344\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso1.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"1570\" \/><\/p>\n<p>J\u00e1 o percentual de adultos com obesidade leve (IMC entre 30 e 35 kg\/m\u00b2) cresceu 58% no mesmo per\u00edodo. Na outra ponta, 1,6% dos adultos t\u00eam obesidade &#8220;m\u00f3rbida&#8221; ou &#8220;grave&#8221; (maior que 40 kg\/m\u00b2).<\/p>\n<p>O \u00edndice de sobrepeso e obesidade tamb\u00e9m cresce na popula\u00e7\u00e3o infantil. Cerca de 33% das crian\u00e7as de 5 a 9 anos t\u00eam excesso de peso, e 14,3% s\u00e3o obesos, segundo dados de 2009 do IBGE, os mais recentes dispon\u00edveis.<\/p>\n<p><b>CRESCIMENTO<\/b><\/p>\n<p>Mas o que leva a esse crescimento na balan\u00e7a? Segundo especialistas, entre os fatores, est\u00e3o mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos alimentares (com o arroz e o feij\u00e3o dando lugar a alimentos mais cal\u00f3ricos), a falta de atividades f\u00edsicas e estresse, entre outros.<\/p>\n<p>&#8220;Os jovens hoje est\u00e3o mais em frente \u00e0s telas. \u00c9 uma gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se movimenta&#8221;, diz Cl\u00e1udia Cozer, coordenadora do N\u00facleo de Obesidade e Transtornos Alimentares do S\u00edrio-Liban\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3345\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso2.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"488\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso2.jpeg 620w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso2-600x472.jpeg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso2-300x236.jpeg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 culpa s\u00f3 do indiv\u00edduo, ainda que, quando a pessoa faz escolhas mais saud\u00e1veis, h\u00e1 bons resultados. Mas h\u00e1 um conjunto de processos obesog\u00eanicos&#8221;, diz Lessa.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior diante do risco de doen\u00e7as cr\u00f4nicas. &#8220;Hoje h\u00e1 jovens de 15 a 25 anos tomando rem\u00e9dios para diabetes, colesterol e press\u00e3o alta. Doen\u00e7as que apareciam em faixas et\u00e1rias maiores, como aos 40, aparecem mais cedo&#8221;, diz Cozer.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 leva a mudan\u00e7as na rede de sa\u00fade. Em Bras\u00edlia, o alto n\u00famero de pacientes com o quadro levou a Secretaria de Sa\u00fade do Distrito Federal a criar, neste m\u00eas, um centro especializado para tratamento de obesidade, hipertens\u00e3o e diabetes.<\/p>\n<p>Os pacientes s\u00e3o encaminhados pelas unidades de sa\u00fade, com base em uma classifica\u00e7\u00e3o de risco. O objetivo \u00e9 receber, por at\u00e9 dois anos, orienta\u00e7\u00f5es sobre atividades f\u00edsicas, reeduca\u00e7\u00e3o alimentar e acesso a medicamentos.<\/p>\n<p>&#8220;Precis\u00e1vamos dar vaz\u00e3o \u00e0 demanda&#8221;, diz a endocrinologista Eliziane Leite, que coordena o centro. &#8220;S\u00e3o dados alarmantes. Temos observado cada vez mais jovens com o quadro, al\u00e9m de idosos.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3346\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso3.jpeg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"798\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso3.jpeg 620w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso3-600x772.jpeg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/obeso3-233x300.jpeg 233w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<p>Impacto semelhante \u00e9 percebido na rede privada ou de planos de sa\u00fade. Neste ano, a ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar) criou metas para tentar contornar o problema, como est\u00edmulo \u00e0 oferta de programas de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade pelos planos.<\/p>\n<p>Ainda que as aten\u00e7\u00f5es se voltem mais \u00e0 balan\u00e7a, o baixo diagn\u00f3stico e tratamento do sobrepeso e obesidade ainda s\u00e3o impasses, diz a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Abeso (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para Estudo da Obesidade). &#8220;N\u00e3o se faz diagn\u00f3stico nem se interv\u00e9m em casos mais leves. Muitos n\u00e3o consideram a obesidade como doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>Para ela, o avan\u00e7o da obesidade mostra aos profissionais de sa\u00fade que \u00e9 preciso mudar a abordagem dos pacientes ao verificar a evolu\u00e7\u00e3o do peso e pressionar tamb\u00e9m o governo por pol\u00edticas mais efetivas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Se negligenciamos os casos mais leves, aumentamos o n\u00famero de casos mais graves, porque existe essa tend\u00eancia a se ficar cada vez mais obeso&#8221;, diz. Tratar a obesidade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 simples.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP O brasileiro tem iniciado mais cedo a guerra contra a balan\u00e7a. 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