{"id":3204,"date":"2017-08-01T12:12:59","date_gmt":"2017-08-01T12:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3204"},"modified":"2017-08-01T12:12:59","modified_gmt":"2017-08-01T12:12:59","slug":"nova-classe-de-antibioticos-se-mostra-capaz-de-combater-superbacterias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/08\/nova-classe-de-antibioticos-se-mostra-capaz-de-combater-superbacterias\/","title":{"rendered":"Nova classe de antibi\u00f3ticos se mostra capaz de combater superbact\u00e9rias"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3205\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/superbacterias-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"180\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>Com o crescimento da quantidade de bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos hoje dispon\u00edveis \u2014 conhecidas como superbact\u00e9rias \u2014, h\u00e1 uma corrida de cientistas em busca de novos meios para combat\u00ea-las. Uma das principais apostas dos pesquisadores s\u00e3o rem\u00e9dios \u00e0 base de inibidores da enzima LpxC, importante na forma\u00e7\u00e3o da membrana externa de v\u00e1rias bact\u00e9rias.<\/p>\n<p>Um grupo internacional de estudiosos publicou nesta ter\u00e7a-feira, no peri\u00f3dico cient\u00edfico \u201cmBio\u201d, um relato de experi\u00eancias em laborat\u00f3rio que sugerem alta efic\u00e1cia de um novo inibidor de LpxC: ele se mostra capaz de tratar infec\u00e7\u00f5es bacterianas graves, como a que causa a peste bub\u00f4nica, doen\u00e7a diagnosticada em mais de mil pessoas ao ano e fatal se n\u00e3o tratada.<\/p>\n<p>O composto foi batizado de LPC-069 e n\u00e3o foi considerado t\u00f3xico pelos pesquisadores.<\/p>\n<p>\u2014 Nosso estudo mostra que a enzima LpxC \u00e9 um alvo vi\u00e1vel e podemos administrar o composto em n\u00edveis muito altos sem toxicidade vis\u00edvel \u2014 destacou um dos l\u00edderes do estudo, o bioqu\u00edmico e bi\u00f3logo estrutural Pei Zhou, da Universidade Duke, nos EUA.<\/p>\n<p>A droga foi desenvolvida em conjunto com o qu\u00edmico Eric Toone, tamb\u00e9m da Duke, e com o bi\u00f3logo Florent Sebbane, que \u00e9 pesquisador do Instituto Pasteur de Lille, na Fran\u00e7a. Ela n\u00e3o apresentou efeitos colaterais s\u00e9rios em nenhuma das doses testadas, incluindo a dose mais alta, informaram os pesquisadores. E estudos\u00a0<em>in vivo\u00a0<\/em>(quando se observa o que ocorre dentro de um organismo vivo) do composto mostraram atividade antibi\u00f3tica contra mais de uma d\u00fazia de doen\u00e7as bacterianas, incluindo linhagens cl\u00ednicas resistentes a m\u00faltiplos f\u00e1rmacos.<\/p>\n<p>Todas as bact\u00e9rias foram cultivadas em pacientes do Hospital Universit\u00e1rio de Lille, na Fran\u00e7a, com exce\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>Yersinia pestis<\/em>, a que causa a peste bub\u00f4nica. Esta foi testada somente em camundongos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores injetaram a\u00a0<em>Y. pestis\u00a0<\/em>em 15 camundongos. Os animais do grupo controle n\u00e3o receberam tratamento. Dezoito horas ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, os camundongos do grupo experimental foram tratados com alta dose de LPC-069. Cinco dias depois, os ratos n\u00e3o tratados estavam mortos, enquanto os ratos tratados com LPC-069 sobreviveram.<\/p>\n<p>Os inibidores de LpxC representam uma nova classe de antibi\u00f3ticos que podem tratar uma s\u00e9rie de doen\u00e7as infecciosas causadas por micr\u00f3bios hoje muito dif\u00edceis de combater. No artigo, os cientistas informam sobre outro inibidor dessa enzima, chamado LPC-058, que demonstrou atividade antibi\u00f3tica\u00a0<em>in vitro<\/em>, sendo tamb\u00e9m bem-sucedidos em tratar infec\u00e7\u00f5es da peste em camundongos. No entanto, esse composto levou a efeitos colaterais como diarreia, acumula\u00e7\u00e3o de gl\u00f3bulos brancos nos pulm\u00f5es e nos intestinos e, em doses mais elevadas, provocou toxicidade hep\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Com o crescimento da quantidade de bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos hoje dispon\u00edveis \u2014 conhecidas como superbact\u00e9rias \u2014, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3204","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3204"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3206,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3204\/revisions\/3206"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}