{"id":3170,"date":"2017-07-24T14:47:35","date_gmt":"2017-07-24T14:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3170"},"modified":"2017-07-24T14:47:35","modified_gmt":"2017-07-24T14:47:35","slug":"cremerj-entra-com-representacao-contra-ministro-da-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/07\/cremerj-entra-com-representacao-contra-ministro-da-saude\/","title":{"rendered":"CREMERJ entra com representa\u00e7\u00e3o contra ministro da Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3171\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cremerj_brasilia_-300x228.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"228\" \/>fonte: CREMERJ<\/p>\n<p>Representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) se reuniram nesta quarta-feira, 19, com o ministro da Sa\u00fade, Ricardo Barros, para mais uma vez expor a grave situa\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade p\u00fablica, com foco para os problemas aos quais enfrentam os hospitais federais do Rio de Janeiro que, de forma un\u00e2nime, foi reconhecido como o Estado com a situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria na \u00e1rea da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Na audi\u00eancia, que teve tamb\u00e9m a presen\u00e7a de diretores de hospitais federais do Rio e presidentes de todos os Conselhos Regionais de Medicina do pa\u00eds, foi entregue ao ministro da pasta um manifesto que exp\u00f5e a insatisfa\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos com a condu\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas para \u00e1rea, cujas medidas n\u00e3o t\u00eam sido suficientes para livrar a rede p\u00fablica de assist\u00eancia de um quadro crise que se arrasta h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>O CREMERJ tem denunciado a agudiza\u00e7\u00e3o da crise nas unidades federais do Rio, a partir do in\u00edcio deste ano. A situa\u00e7\u00e3o foi constatada atrav\u00e9s de in\u00fameras reuni\u00f5es com o corpo cl\u00ednico das unidades e de fiscaliza\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas realizadas pela Comiss\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o do CRM. As vistorias exp\u00f5em o subfinanciamento dos hospitais federais do Rio, que resulta na falta de insumos e medicamentos, inclusive quimioter\u00e1picos e fechamento de diversos setores. Nos \u00faltimos quatro anos, o or\u00e7amento para os seis hospitais federais do Rio (Andara\u00ed, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Hospital dos Servidores Federais) sofreu uma redu\u00e7\u00e3o de 130 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>O conselho tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para a n\u00e3o reposi\u00e7\u00e3o de profissionais de sa\u00fade, que tem sa\u00eddo das unidades ap\u00f3s o vencimento de contratos tempor\u00e1rios e por aposentadorias. O presidente do CREMERJ, Nelson Nahon, alertou que para o segundo semestre de 2017 est\u00e1 programada a perda de mais de 600 profissionais de sa\u00fade \u2013 sendo 262 m\u00e9dicos. Grandes emerg\u00eancias, como a do Hospital Federal de Bonsucesso, ficaram dias sem atendimento m\u00e9dico por conta da falta de profissionais.<\/p>\n<p>&#8220;O documento entregue ao ministro foi bem detalhado e deixou claras as consequ\u00eancias do subfinanciamento, da redu\u00e7\u00e3o dos repasses e do d\u00e9ficit de m\u00e9dicos em todo o Brasil, especialmente no Rio de Janeiro. Infelizmente, n\u00e3o sa\u00edmos otimistas da reuni\u00e3o. O ministro n\u00e3o nos deu solu\u00e7\u00f5es sobre a reposi\u00e7\u00e3o de profissionais e insiste em dizer que a reestrutura\u00e7\u00e3o da rede resolver\u00e1 os problemas, mas sabemos que essa resposta n\u00e3o condiz com a realidade\u201d, alerta Nahon.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Manifesto em Defesa da Sa\u00fade P\u00fablica, foi entregue ao ministro Ricardo Barros um dossi\u00ea com mais de 15 mil p\u00e1ginas, que cont\u00e9m os relat\u00f3rios de fiscaliza\u00e7\u00e3o de 2.936 ambulat\u00f3rios e postos de sa\u00fade, distribu\u00eddos por todos os Estados e Distrito Federal. Nas visitas realizadas entre janeiro de 2015 e junho de 2017, os fiscais dos Conselhos encontraram uma s\u00e9rie de irregularidades nos servi\u00e7os que comprometem a qualidade dos servi\u00e7os e do atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Inconformados com o que chamam de \u201cabandono\u201d do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), as lideran\u00e7as dos Conselhos de Medicina denunciam que, diante dos in\u00fameros relatos de problemas na oferta de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o brasileira, nos diferentes n\u00edveis de complexidade e com base e suas prerrogativas legais, \u201catuar\u00e3o nas esferas judiciais e extrajudiciais, inclusive em f\u00f3runs internacionais, buscando levar os gestores dos servi\u00e7os prejudicados a tomarem as medidas necess\u00e1rias \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o dos atendimentos, bem como a sua responsabiliza\u00e7\u00e3o legal em casos de irregularidade\u201d.<\/p>\n<p>No Manifesto, os m\u00e9dicos destacaram dificuldades que t\u00eam prejudicado pacientes e profissionais ao longo das d\u00e9cadas. Entre elas, est\u00e3o: a redu\u00e7\u00e3o sist\u00eamica no n\u00famero de leitos; o sucateamento da infraestrutura rede de atendimento; a falta de medicamentos b\u00e1sicos, al\u00e9m de fatores diretamente relacionados ao desempenho da gest\u00e3o, como a redu\u00e7\u00e3o do Estado no custeio e investimento em despesas com sa\u00fade e a m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os nas esferas federal, estaduais e municipais.<\/p>\n<p>&#8220;O ministro acusa os m\u00e9dicos pela falta de produtividade, mas \u00e9 necess\u00e1rio apontar que o governo n\u00e3o oferece as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que os hospitais e unidades funcionem da maneira adequada. N\u00e3o se pode culpar os profissionais de sa\u00fade pelos problemas causados pela m\u00e1 gest\u00e3o e falta de financiamento&#8221; afirma Nelson Nahon.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram do encontro os conselheiros do CREMERJ Renato Gra\u00e7a, M\u00e1rcia Rosa de Ara\u00fajo, Gil Sim\u00f5es, que representou ainda o corpo cl\u00ednico do Hospital Federal dos Servidores do Estado, e Sidnei Ferreira, que tamb\u00e9m \u00e9 diretor do CFM. O CREMERJ levou a reuni\u00e3o representante de quatro hospitais do Rio de Janeiro: Felipe Murad, do Hospital Federal de Ipanema (HFI); Edmar Santos, diretor do Hospital Universit\u00e1rio Pedro Ernesto (Hupe), Tom\u00e1s Accioly, do Hospital Federal da Lagoa (HFL), e Tarc\u00edsio Rivello, direitor geral do Hospital Universit\u00e1rio Ant\u00f4nio Pedro (HUAP).<\/p>\n<p>Segue abaixo o texto na \u00edntegra:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MANIFESTO EM DEFESA DA SA\u00daDE P\u00daBLICA<\/strong><\/p>\n<p>A grave situa\u00e7\u00e3o enfrentada pela sa\u00fade p\u00fablica no estado do Rio de Janeiro \u00e9 o exemplo mais recente da crise que afeta a rede p\u00fablica de assist\u00eancia em todo o Pa\u00eds. Inconformados com o desamparo e o abandono dos cidad\u00e3os e dos profissionais, e indignados com a aus\u00eancia de respostas concretas oferecidas pelos gestores federais, estaduais e municipais, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) v\u00eam a p\u00fablico denunciar que:<\/p>\n<p>1) diante dos in\u00fameros relatos de problemas na oferta de assist\u00eancia a sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o brasileira, nos diferentes n\u00edveis de complexidade, conforme extensas e sucessivas den\u00fancias divulgadas pela imprensa e pelos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle n\u00e3o apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o territ\u00f3rio nacional, agir\u00e3o de forma proativa na defesa dos direitos individuais e humanos;<\/p>\n<p>2) os esfor\u00e7os desencadeados t\u00eam como base as prerrogativas legais do CFM e dos CRMs, que atuar\u00e3o nas esferas judiciais e extrajudiciais, inclusive em f\u00f3runs internacionais, buscando levar os gestores dos servi\u00e7os prejudicados a tomarem as medidas necess\u00e1rias \u00e0 normaliza\u00e7\u00e3o dos atendimentos, bem como a sua responsabiliza\u00e7\u00e3o legal em casos de irregularidade;<\/p>\n<p>3) as reinvindica\u00e7\u00f5es dos Conselhos de Medicina ter\u00e3o como foco a amplia\u00e7\u00e3o do acesso da popula\u00e7\u00e3o ao atendimento; a manuten\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es dignas para o acolhimento dos pacientes e para o trabalho dos m\u00e9dicos e demais profissionais da sa\u00fade; a melhora da qualidade dos servi\u00e7os realizados; o uso racional dos recursos p\u00fablicos, bem como a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do Estado no financiamento das despesas em sa\u00fade; e a busca de uma gest\u00e3o eficiente e transparente;<\/p>\n<p>4) a popula\u00e7\u00e3o tem no CFM e nos CRMs parceiros com os quais pode contar para garantir seus direitos constitucionais, conforme expressos na Carta Magna de 1988; assim como os m\u00e9dicos t\u00eam suporte do CFM e dos CRMs para reivindicar condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o \u00e9tico exerc\u00edcio profissional, evitando-se a sobrecarga e os excessos cometidos pela gest\u00e3o, que tem muitas vezes transferido para esse grupo de profissionais a responsabilidade pelas falhas da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p>O risco de comprometimento e de fal\u00eancia do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), como recentemente registrado no Rio de Janeiro e em outras localidades do Pa\u00eds, n\u00e3o pode ser ignorado pelas autoridades e pela sociedade brasileira. Cabe a todos, inclusive aos representantes dos m\u00e9dicos, buscar uma solu\u00e7\u00e3o definitiva para esses problemas, que t\u00eam causado graves transtornos e at\u00e9 mortes evit\u00e1veis.<\/p>\n<p>O CFM e os CRMs est\u00e3o do mesmo lado da popula\u00e7\u00e3o e dos m\u00e9dicos brasileiros: o lado de quem defende a sa\u00fade e a medicina de qualidade.<\/p>\n<p>Bras\u00edlia (DF), 19 de julho de 2017.<\/p>\n<p>CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA<\/p>\n<p>CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CREMERJ Representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ), junto ao Conselho Federal de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3170","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3170"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3172,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3170\/revisions\/3172"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3170"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3170"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3170"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}