{"id":3081,"date":"2017-07-10T21:04:49","date_gmt":"2017-07-10T21:04:49","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=3081"},"modified":"2017-07-10T21:04:49","modified_gmt":"2017-07-10T21:04:49","slug":"novo-marcador-avalia-risco-de-diabete-antes-de-exame-mostrar-glicose-alta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/07\/novo-marcador-avalia-risco-de-diabete-antes-de-exame-mostrar-glicose-alta\/","title":{"rendered":"Novo marcador avalia risco de diabete antes de exame mostrar glicose alta"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3082\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/glicose_diabete-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Uma pessoa \u00e9 diagnosticada com diabete tipo 2 quando alguns marcadores de concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no sangue mostram n\u00edveis acima de um certo limite. Mas, muitos anos antes dessa eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel glic\u00eamico, o organismo j\u00e1 apresenta diversas altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas que poderiam ser utilizadas como marcadores do risco de desenvolver a doen\u00e7a no futuro. Agora, um novo estudo realizado nos Estados Unidos, com participa\u00e7\u00e3o brasileira, mostrou que altera\u00e7\u00f5es em prote\u00ednas que transportam o colesterol no sangue podem ser detectadas e utilizadas como um novo marcador para o risco de diabete.<\/p>\n<p>Publicada na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Journal of Clinical Lipidology<\/em>, a pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas na Universidade de Harvard (Estados Unidos). O primeiro autor do artigo \u00e9 o cardiologista brasileiro Paulo Harada, pesquisador do Centro de Pesquisa Cl\u00ednica e Epidemiol\u00f3gica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e da Divis\u00e3o de Medicina Preventiva da universidade americana, onde atuou por dois anos com patroc\u00ednio da Funda\u00e7\u00e3o Lemann.<\/p>\n<p>De acordo com Harada, a diabete afeta at\u00e9 9% da popula\u00e7\u00e3o mundial e \u00e9 uma das principais causas de enfarte, perda de vis\u00e3o, disfun\u00e7\u00e3o dos rins e problemas de circula\u00e7\u00e3o nos membros. \u201cEsses riscos podem estar presentes ao longo da trajet\u00f3ria de anos ou d\u00e9cadas que antecedem o diagn\u00f3stico do diabete tipo 2\u201d, disse Harada ao Estado.<\/p>\n<p>O cientista explica que a avalia\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de glicose no sangue \u00e9 o padr\u00e3o para o diagn\u00f3stico da diabete, mas n\u00e3o \u00e9 capaz de detectar as outras altera\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas associadas ao risco quando a glicemia ainda \u00e9 normal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estamos falando de um novo m\u00e9todo diagn\u00f3stico, mas sim de um marcador de risco. A detec\u00e7\u00e3o precoce do risco de desenvolver a doen\u00e7a pode orientar medidas para evitar ou atrasar a instala\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a e suas complica\u00e7\u00f5es&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Segundo Harada, muitos anos antes do diagn\u00f3stico de diabete j\u00e1 ocorre um processo de resist\u00eancia insul\u00ednica &#8211; a incapacidade dos \u00f3rg\u00e3os para absorver glicose em resposta \u00e0 insulina. Nessa fase, por\u00e9m, os desequil\u00edbrios na taxa de a\u00e7\u00facar do sangue s\u00e3o compensados por uma maior produ\u00e7\u00e3o de insulina pelo p\u00e2ncreas. Quando o p\u00e2ncreas deixa de fazer essa compensa\u00e7\u00e3o, a doen\u00e7a aparece.<\/p>\n<p>&#8220;Na trajet\u00f3ria que antecede a diabete, a resist\u00eancia insul\u00ednica est\u00e1 presente precocemente e j\u00e1 promove uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es nas subpart\u00edculas de lipoprote\u00ednas que t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de transportar o colesterol no sangue. O marcador se baseia na an\u00e1lise das concentra\u00e7\u00f5es de tr\u00eas dessas lipoprote\u00ednas: VLDL, LDL e HDL&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>A partir dos valores das concentra\u00e7\u00f5es dessas lipoprote\u00ednas de resist\u00eancia insul\u00ednica, os cientistas estabeleceram o marcador, batizado de LPIR, que consiste em uma pontua\u00e7\u00e3o que vai de 0 a 100. Quanto maior o valor, maior o risco de diabete.<\/p>\n<p>Para validar o novo marcador, os cientistas analisaram dados de 25 mil mulheres que foram avaliadas ao longo de 20 anos nos Estados Unidos. A concentra\u00e7\u00e3o das part\u00edculas que formam o LPIR foi medida por espectroscopia de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u201cAs mulheres com pontua\u00e7\u00e3o de LPIR acima de 67 tiveram um risco 2,2 vezes maior de desenvolver diabete, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres com pontua\u00e7\u00e3o menor que 30\u201d, disse. Harada.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, o estudo mostra que o LPIR estava associado a um risco maior de diabete mesmo nas mulheres sem hist\u00f3rico familiar da doen\u00e7a e com peso, glicose e outros par\u00e2metros normais. \u201cA conclus\u00e3o \u00e9 que esse marcador detecta parte do risco que n\u00e3o \u00e9 revelado pelos m\u00e9todos tradicionais.\u201d<\/p>\n<p>O risco de desenvolver diabete \u00e9 classificado como &#8220;baixo&#8221; quando fica abaixo de 3%, &#8220;intermedi\u00e1rio&#8221; quando fica entre 3% e 10% e como &#8220;alto&#8221; quando supera os 10%, segundo Harada. &#8220;Observamos que o marcador se mostrou especialmente preciso entre as pessoas com risco intermedi\u00e1rio e poderia ser usado para reclassificar o risco desses pacientes de forma adequada&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>Amostra saud\u00e1vel. Segundo Harada, dois estudos anteriores j\u00e1 sugeriam a associa\u00e7\u00e3o entre as lipoprote\u00ednas de resist\u00eancia insul\u00ednica e o risco de desenvolver diabete tipo 2 no futuro, mas o novo estudo tem resultados mais robustos por ter sido validado em um grande n\u00famero de pessoas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;O que nosso estudo tem de excepcional \u00e9 que ele detectou o risco de diabete ao longo de 20 anos, enquanto pesquisas anteriores observaram tal associa\u00e7\u00e3o em per\u00edodos mais curtos. Al\u00e9m disso, avaliou pessoas mais saud\u00e1veis que nos estudos anteriores, portanto supostamente com baixo risco de diabete&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico destaca que a diabete tipo 2 pode ser evitada ou ter seu curso atrasado por melhora de dieta e atividade f\u00edsica. &#8220;Do ponto de vista da sa\u00fade p\u00fablica, nosso estudo confirmou que a diabete \u00e9 uma doen\u00e7a cuja evolu\u00e7\u00e3o demora d\u00e9cadas antes que os sintomas apare\u00e7am &#8211; isso s\u00f3 refor\u00e7a a necessidade de manter um estilo de vida saud\u00e1vel&#8221;, disse.<\/p>\n<p>&#8220;No contexto da atual epidemia de diabete tipo 2, esse marcador pode ser mais uma alternativa para identificar precocemente a silenciosa trajet\u00f3ria at\u00e9 a doen\u00e7a&#8221;, afirmou Harada.<\/p>\n<p>As pesquisas para que o marcador seja utilizado clinicamente em avalia\u00e7\u00f5es de risco de diabete, por\u00e9m, ainda t\u00eam um longo caminho pela frente. &#8220;Ainda ser\u00e3o muitos passos. Teremos que gerar um corpo de conhecimento maior, incluindo estudos com outras popula\u00e7\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es de custos, por exemplo&#8221;, disse Harada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Uma pessoa \u00e9 diagnosticada com diabete tipo 2 quando alguns marcadores de concentra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no sangue mostram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-3081","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3081","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3081"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3081\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3083,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3081\/revisions\/3083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3081"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3081"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3081"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}