{"id":2975,"date":"2017-06-26T17:28:25","date_gmt":"2017-06-26T17:28:25","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2975"},"modified":"2017-06-26T17:28:25","modified_gmt":"2017-06-26T17:28:25","slug":"pesquisa-de-diabete-avanca-e-ja-livra-paciente-de-insulina-por-mais-de-10-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/06\/pesquisa-de-diabete-avanca-e-ja-livra-paciente-de-insulina-por-mais-de-10-anos\/","title":{"rendered":"Pesquisa de diabete avan\u00e7a e j\u00e1 livra paciente de insulina por mais de 10 anos"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Cientistas do mundo todo est\u00e3o trabalhando em diversas frentes para \u201caposentar\u201d a insulina e as medi\u00e7\u00f5es de glicemia com picadas, o que daria mais bem-estar a 18 milh\u00f5es de pessoas s\u00f3 no Brasil que sofrem com diabete \u2013 que cresceu 62% s\u00f3 na \u00faltima d\u00e9cada. Um trabalho pioneiro do Pa\u00eds, que entra em nova fase, j\u00e1 deixa pacientes sem a medica\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de dez anos.<\/p>\n<p>Cerca de 90% dos casos s\u00e3o de diabete do tipo 2, que ocorre por resist\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o da insulina e tem a obesidade entre as principais causas. Os casos restantes s\u00e3o de diabete tipo 1, uma doen\u00e7a autoimune que leva o sistema imunol\u00f3gico a atacar o p\u00e2ncreas do paciente, destruindo as c\u00e9lulas beta, que produzem insulina. Agora novas pesquisas envolvem terapia com c\u00e9lulas-tronco, implante de c\u00e9lulas pancre\u00e1ticas artificiais, bombas eletr\u00f4nicas de insulina, aplica\u00e7\u00e3o por via oral ou nasal e monitoramento da glicemia por escaneamento.<\/p>\n<p>Esta segunda-feira, 26, marca o Dia Nacional da\u00a0Diabete. E uma das iniciativas de maior impacto no tratamento de diabete tipo 1 vem sendo desenvolvida por cientistas brasileiros desde 2003 na Unidade de Terapia Celular do Hospital das Cl\u00ednicas de Ribeir\u00e3o Preto, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). O m\u00e9todo foi idealizado por J\u00falio Voltarelli e, ap\u00f3s sua morte, em 2012, passou a ser defendido pelo endocrinologista Carlos Eduardo Couri. \u201cConseguimos algo que ningu\u00e9m imaginava ser poss\u00edvel: suspender a insulina de pessoas com diabete tipo 1\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>Segundo Couri, o tratamento come\u00e7a com a coleta de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea do paciente. Em seguida, uma agressiva quimioterapia \u00e9 usada para destruir o sistema imunol\u00f3gico. As c\u00e9lulas-tronco s\u00e3o ent\u00e3o reintroduzidas no paciente, \u201creiniciando\u201d o sistema imunol\u00f3gico, que para ent\u00e3o de atacar o p\u00e2ncreas, eliminando a necessidade de inje\u00e7\u00f5es de insulina. \u201cNa primeira fase do estudo, entre 2003 e 2011, tratamos 25 pacientes e 21 pararam de usar insulina, um resultado in\u00e9dito no mundo. A longo prazo, por\u00e9m, apenas dois permanecem sem precisar das inje\u00e7\u00f5es\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2976\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100.jpg\" alt=\"\" width=\"1099\" height=\"934\" srcset=\"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100.jpg 1099w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100-600x510.jpg 600w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100-300x255.jpg 300w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100-768x653.jpg 768w, https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/diabete-1098px-100-1024x870.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1099px) 100vw, 1099px\" \/><\/p>\n<p>Esse resultado, no entanto, n\u00e3o significa que as pesquisas deram errado e v\u00e3o agora entrar em nova fase. \u201cA maior parte ficou dez anos sem insulina. E os que voltaram a usar precisam de apenas uma inje\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, em vez das tr\u00eas ou quatro\u201d, afirma o endocrinologista. \u201cEstamos selecionando volunt\u00e1rios e iniciamos um novo protocolo, que usar\u00e1 uma quimioterapia ainda mais agressiva.\u201d<\/p>\n<p>Morador de Ribeir\u00e3o Preto, Humberto Flauzino, de 27 anos, \u00e9 um dos participantes do estudo que permanece livre das inje\u00e7\u00f5es de insulina. Ele foi diagnosticado aos 17. \u201cEu n\u00e3o sabia bem o que era diabete. Mas n\u00e3o conseguia me imaginar tomando insulina pelo restante da vida.\u201d Desde 2007 est\u00e1 com a glicemia controlada, sem precisar de inje\u00e7\u00f5es de insulina.<\/p>\n<p>O estudante de Medicina Renato Silveira, hoje com 29 anos, foi diagnosticado em dezembro de 2004. Depois de fazer o tratamento, passou 11 anos sem insulina. Voltou a tomar as inje\u00e7\u00f5es em 2016. Morador de S\u00e3o Paulo, conta que ficou sabendo sobre o tratamento com c\u00e9lulas-tronco depois de ler uma reportagem no <strong>Estado<\/strong>. \u201cForam 11 anos de controle muito bom, e isso provavelmente vai retardar algum problema futuro. Valeu a pena. N\u00e3o me arrependi.\u201d<\/p>\n<p><strong>Pelo mundo<\/strong><\/p>\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o promissora \u00e9 o desenvolvimento de um \u201cp\u00e2ncreas artificial\u201d. Uma das t\u00e9cnicas desse tipo, batizada de VC-01, est\u00e1 sendo desenvolvida pelo laborat\u00f3rio ViaCyte, em San Diego, nos Estados Unidos, desde 2014, tamb\u00e9m usando c\u00e9lulas-tronco.\u00a0Os cientistas criaram c\u00e9lulas artificiais semelhantes \u00e0s ilhotas que produzem insulina no p\u00e2ncreas e as inserem em um dispositivo implantado sob a pele do paciente. O encapsulamento do dispositivo subcut\u00e2neo protege as c\u00e9lulas artificiais dos ataques do sistema imunol\u00f3gico. Ainda nos EUA, o Diabetes Research Institute desenvolve t\u00e9cnica semelhante, chamada Bio-Hub, e acaba de informar que uma das participantes j\u00e1 est\u00e1 livre de insulina h\u00e1 um ano.<\/p>\n<p>Outra linha de pesquisa \u00e9 a chamada bomba de insulina. Lan\u00e7ada no mercado americano h\u00e1 duas semanas, ela dever\u00e1 chegar ao Brasil em 2018. O produto foi desenvolvido pela empresa irlandesa Medtronic. Trata-se de um dispositivo eletr\u00f4nico de bolso que cont\u00e9m um pequeno reservat\u00f3rio de insulina ligado ao abdome do paciente por um cateter, com programa\u00e7\u00e3o manual. Ainda em fase de pesquisas, outro dispositivo vai um pouco mais longe: por dispensar qualquer programa\u00e7\u00e3o manual, \u00e9 o que os cientistas chamam de p\u00e2ncreas bi\u00f4nico. Esse equipamento, batizado de iLet, tem um sensor que monitora os n\u00edveis de glicose no sangue e seus ensaios cl\u00ednicos foram aprovados no ano passado.<\/p>\n<p><strong>Inal\u00e1vel ou oral<\/strong><\/p>\n<p>E h\u00e1 pesquisas que buscam mudar a via de aplica\u00e7\u00e3o de insulina, para evitar as inje\u00e7\u00f5es. A Sanofi, por exemplo, desenvolveu um equipamento para inala\u00e7\u00e3o, que foi liberado no mercado americano em 2016. Uma empresa brasileira fechou um acordo de exclusividade para venda no Pa\u00eds e aguarda aval da Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria. J\u00e1 existem tamb\u00e9m empresas com testes adiantados para criar uma \u201cp\u00edlula de insulina\u201d: a Novo Nordisk, da Dinamarca, e a Oramed, de Israel.<\/p>\n<p><strong>Scanner<\/strong><\/p>\n<p>Para dispensar os diab\u00e9ticos da desagrad\u00e1vel picada no dedo a cada vez que \u00e9 preciso monitorar a glicemia, um novo dispositivo permite que o paciente fa\u00e7a a medi\u00e7\u00e3o com um scanner, que monitora um sensor implantado sob a pele. Desenvolvido pela Abbott, ele foi liberado nos Estados Unidos em setembro do ano passado e j\u00e1 est\u00e1 no mercado brasileiro. O kit custa cerca de R$ 600 e a cada 15 dias \u00e9 preciso trocar o sensor, que custa R$ 240.<\/p>\n<p>Outra op\u00e7\u00e3o, para o futuro, \u00e9 a tinta hi-tech Dermal Abyss, em teste por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e de Harvard. Com base nessa tecnologia, por meio de uma tatuagem, ser\u00e1 poss\u00edvel aferir quando os n\u00edveis de glicose est\u00e3o fora de controle.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Cientistas do mundo todo est\u00e3o trabalhando em diversas frentes para \u201caposentar\u201d a insulina e as medi\u00e7\u00f5es de glicemia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2976,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2975"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2977,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2975\/revisions\/2977"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2976"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2975"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2975"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2975"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}