{"id":2960,"date":"2017-06-26T16:36:51","date_gmt":"2017-06-26T16:36:51","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2960"},"modified":"2017-06-26T16:36:51","modified_gmt":"2017-06-26T16:36:51","slug":"alguns-pacientes-de-cancer-nos-ossos-podem-se-beneficiar-de-droga-existente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/06\/alguns-pacientes-de-cancer-nos-ossos-podem-se-beneficiar-de-droga-existente\/","title":{"rendered":"Alguns pacientes de c\u00e2ncer nos ossos podem se beneficiar de droga existente"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2961\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/imagems-osteossarcoma-300x130.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"130\" \/>fonte: O Globo<\/p>\n<p>Um subgrupo de pacientes com osteossarcoma &#8211; um tipo de c\u00e2ncer nos ossos &#8211; poderia se beneficiar de uma droga j\u00e1 existente, sugerem cientistas do Wellcome Trust Sanger Institute e seus colaboradores na University College London e no Royal National Orthopaedic Hospital NHS Trust, todos no Reino Unido. No maior estudo de sequenciamento gen\u00e9tico do osteossarcoma j\u00e1 feito at\u00e9 agora, os cientistas descobriram que 10% dos pacientes com uma muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica em um gene de sinaliza\u00e7\u00e3o do fator de crescimento podem ser tratados com rem\u00e9dios conhecidos como inibidores de IGF1R.<\/p>\n<p>Os resultados, publicados nesta sexta-feira no peri\u00f3dico \u201cNature Communications\u201d sugerem uma reavalia\u00e7\u00e3o do uso de inibidores de IGF1R no subconjunto de pacientes com osteossarcoma que provavelmente responder\u00e3o com base em seu perfil gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>O osteossarcoma \u00e9 a forma mais comum de c\u00e2ncer prim\u00e1rio nos ossos em crian\u00e7as e jovens adultos, geralmente afetando pessoas de 10 a 24 anos de idade. Cerca de 160 novos pacientes s\u00e3o diagnosticados com osteossarcoma no Reino Unido a cada ano, dos quais cerca de um ter\u00e7o n\u00e3o podem ser curados.<\/p>\n<p>O tratamento atual para o osteossarcoma \u00e9 a quimioterapia seguida por cirurgia, em que os tumores \u00f3sseos s\u00e3o removidos. N\u00e3o surge um novo tratamento para o osteossarcoma em quase 40 anos, apesar da extensa pesquisa.<\/p>\n<p>No estudo, cientistas analisaram o genoma de 112 tumores de crian\u00e7as e adultos &#8211; o dobro do n\u00famero de tumores estudados anteriormente. Em 10% dos casos, a equipe descobriu muta\u00e7\u00f5es em genes de sinaliza\u00e7\u00e3o de fator de crescimento (IGF) similares \u00e0 insulina.<\/p>\n<p>A sinaliza\u00e7\u00e3o do IGF desempenha um papel importante no crescimento e no desenvolvimento dos ossos durante a puberdade. Os pesquisadores acreditam que a sinaliza\u00e7\u00e3o do IGF tamb\u00e9m est\u00e1 implicada no crescimento incontrol\u00e1vel dos ossos que \u00e9 caracter\u00edstico do osteossarcoma.<\/p>\n<p>Os genes de sinaliza\u00e7\u00e3o de IGF s\u00e3o alvo de drogas existentes conhecidas como inibidores de IGF1R. Ensaios cl\u00ednicos anteriores destes medicamentos como tratamento para o osteossarcoma produziram resultados mistos, embora pacientes ocasionalmente tenham respondido ao tratamento. Apesar disso, os inibidores de IGF1R n\u00e3o foram testados novamente no osteossarcoma, j\u00e1 que n\u00e3o estava claro quem se beneficiaria com o tratamento.<\/p>\n<p>Sam Behjati, primeiro autor do estudo e pesquisador do Wellcome Trust Sanger Institute e da Universidade de Cambridge, disse:<\/p>\n<p>&#8211; O osteossarcoma \u00e9 dif\u00edcil de tratar. Apesar de pesquisas extensas nos \u00faltimos 40 anos, n\u00e3o foram encontradas novas op\u00e7\u00f5es de tratamento. Neste estudo, revelamos um claro alvo biol\u00f3gico para o osteossarcoma que pode ser alcan\u00e7ado com drogas existentes.<\/p>\n<p>No estudo, os cientistas procuraram muta\u00e7\u00f5es nos tumores para entender o mecanismo do desenvolvimento do osteossarcoma. A informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica revelou um processo espec\u00edfico para rearranjar os cromossomos que resulta em v\u00e1rias muta\u00e7\u00f5es desenvolvedoras do c\u00e2ncer ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A professora Adrienne Flanagan, autora principal do estudo, pesquisadora do Royal National Orthopaedic Hospital NHS Trust e da University College London Cancer Institute, destacou:<\/p>\n<p>&#8211; Ao sequenciar todo o genoma dos tumores, desvendamos o mecanismo por tr\u00e1s do osteossarcoma pela primeira vez. Descobrimos um novo processo em que o cromossomo \u00e9 quebrado, multiplicado e rearranjado para gerar m\u00faltiplas muta\u00e7\u00f5es de c\u00e2ncer ao mesmo tempo. Acreditamos que \u00e9 por isso que vemos tumores de osteossarcoma muito semelhantes em crian\u00e7as e adultos que n\u00e3o s\u00e3o resultado do envelhecimento.<\/p>\n<p>Peter Campbell, autor principal do estudo e pesquisador do Instituto Wellcome Trust Sanger, finalizou:<\/p>\n<p>&#8211; Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 novos tratamentos para o osteossarcoma no horizonte. O sequenciamento gen\u00e9tico forneceu a evid\u00eancia necess\u00e1ria para revisar os ensaios cl\u00ednicos de inibidores de IGF1R para o subconjunto de pacientes que responderam a eles no passado. As muta\u00e7\u00f5es dos tumores dos pacientes podem permitir aos m\u00e9dicos prever quem ir\u00e1 ou n\u00e3o responder a esses medicamentos, resultando em ensaios cl\u00ednicos mais eficientes. As drogas podem ser eficientes para 10% dos pacientes com osteossarcoma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo Um subgrupo de pacientes com osteossarcoma &#8211; um tipo de c\u00e2ncer nos ossos &#8211; poderia se beneficiar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2960","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2960"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2960\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2962,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2960\/revisions\/2962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}