{"id":2751,"date":"2017-05-02T13:31:58","date_gmt":"2017-05-02T13:31:58","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2751"},"modified":"2017-05-02T13:31:58","modified_gmt":"2017-05-02T13:31:58","slug":"exame-detecta-ressurgimento-de-cancer-com-um-ano-de-antecedencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/05\/exame-detecta-ressurgimento-de-cancer-com-um-ano-de-antecedencia\/","title":{"rendered":"Exame detecta ressurgimento de c\u00e2ncer com um ano de anteced\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2752\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/exame_sangue-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/>fonte: BBC Brasil<\/p>\n<p>M\u00e9dicos brit\u00e2nicos conseguiram identificar o retorno de um c\u00e2ncer um ano antes dos exames tradicionais, em uma descoberta animadora para o combate \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A equipe conseguiu rastrear no sangue sinais de c\u00e2ncer quando este era apenas um pequeno amontoado de c\u00e9lulas invis\u00edveis a raio-X e tomografia.<\/p>\n<p>Isso deve permitir aos m\u00e9dicos tratar o tumor mais cedo, o que tamb\u00e9m aumentaria as chances de cur\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m pode levar a novas ideias para rem\u00e9dios contra c\u00e2ncer, ap\u00f3s notar como DNA inst\u00e1vel permite a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o do tumor.<\/p>\n<p>A pesquisa focou em c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, mas os processos estudados s\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sicos que as descobertas devem poder ser aplicadas a outros tipos de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de pulm\u00e3o \u00e9 o que mais mata no mundo, e o principal objetivo do estudo era acompanhar o seu desenvolvimento &#8211; a ponto de se espalhar por todo o corpo.<\/p>\n<p><b>EXAME DE SANGUE<\/b><\/p>\n<p>Para verificar se um c\u00e2ncer pode estar voltando, os m\u00e9dicos precisam saber o qu\u00ea exatamente t\u00eam de rastrear. Por isso, partiram de amostras de tumores de pulm\u00f5es removidos durante cirurgias.<\/p>\n<p>Uma equipe no Instituto Francis Crick, em Londres, analisou, ent\u00e3o, o DNA defeituoso dos tumores para obter um &#8220;mapa gen\u00e9tico&#8221; do c\u00e2ncer de cada paciente.<\/p>\n<p>A cada tr\u00eas meses, eram realizados exames de sangue para verificar se pequenos vest\u00edgios do DNA do c\u00e2ncer teriam reaparecido.<\/p>\n<p>Os resultados, divulgados na publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Nature, mostraram que a recorr\u00eancia do c\u00e2ncer pode ser identificada cerca de um ano antes do prazo normal de m\u00e9todos atuais dispon\u00edveis na medicina.<\/p>\n<p>Os tumores costumam ter, em geral, um volume de cerca de 0,3 mil\u00edmetros c\u00fabicos quando s\u00e3o detectados por exames de sangue convencionais.<\/p>\n<p><b>ESPERAN\u00c7A<\/b><\/p>\n<p>Para Cristopher Abbosh, do Instituto de C\u00e2ncer UCL, a descoberta \u00e9 significativa.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s podemos identificar pacientes para fazerem o tratamento mesmo quando eles ainda n\u00e3o t\u00eam qualquer sinal cl\u00ednico da doen\u00e7a e tamb\u00e9m monitorar como as terapias est\u00e3o evoluindo.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Isso representa uma nova esperan\u00e7a para combater o retorno do c\u00e2ncer de pulm\u00e3o ap\u00f3s a cirurgia, algo que acontece em cerca de metade dos pacientes&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Por enquanto, esse novo m\u00e9todo tem sido eficiente ao alertar sobre a volta do c\u00e2ncer para 13 dos 14 pacientes que apresentaram reincid\u00eancia da doen\u00e7a. E a descoberta ajudou tamb\u00e9m a identificar quem estava livre, sem ind\u00edcios da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Em teoria, seria mais f\u00e1cil curar um c\u00e2ncer que ainda est\u00e1 muito pequeno, no in\u00edcio, do que faz\u00ea-lo quando ele j\u00e1 est\u00e1 grande e vis\u00edvel de novo.<\/p>\n<p>No entanto, s\u00e3o necess\u00e1rios mais testes para confirmar a efic\u00e1cia do m\u00e9todo.<\/p>\n<p>Chales Swanton, do Instituto Francis Crick, disse \u00e0 BBC: &#8220;N\u00f3s podemos agora organizar testes cl\u00ednicos para responder \u00e0 quest\u00e3o fundamental &#8211; se voc\u00ea tratar a doen\u00e7a das pessoas quando n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de c\u00e2ncer em uma tomografia ou em um raio-X, voc\u00ea ter\u00e1 mais chances de conseguir cur\u00e1-la?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s esperamos que seja isso. Que se n\u00f3s come\u00e7armos a tratar a doen\u00e7a quando existem apenas algumas poucas c\u00e9lulas cancer\u00edgenas no corpo, n\u00f3s aumentaremos a chance de curar um paciente&#8221;, completou.<\/p>\n<p>Janet Maitland, de 65 anos, \u00e9 uma dos pacientes participando dos testes.<\/p>\n<p>Ela viu o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o tirar a vida de seu marido e acabou diagnosticada com a doen\u00e7a no ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Era meu pior pesadelo, o c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, ent\u00e3o foi como se o meu pior pesadelo se tornasse realidade. Fiquei aterrorizada e devastada.&#8221;<\/p>\n<p>Ela passou por cirurgia e teve seu tumor retirado &#8211; agora os m\u00e9dicos dizem que ela tem 75% de chance de ficar livre da doen\u00e7a pelos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu pensava que nunca mais iria melhorar e agora sinto como se estivesse vivendo um milagre&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p><b>EVOLU\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p>O exame de sangue \u00e9, na realidade, a segunda grande descoberta feita pelos cientistas envolvidos em um vasto projeto que pesquisa o c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>A primeira descoberta, considerada chave nas pesquisas, foi sobre o papel da instabilidade do DNA na reincid\u00eancia do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>Diversas amostras de 100 pacientes contendo 4,5 trilh\u00f5es de pares de bases de DNA foram analisadas. O DNA \u00e9 &#8220;empacotado&#8221; em conjuntos de cromossomos que cont\u00eam milhares de instru\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas.<\/p>\n<p>A equipe no Instituto Francis Crick mostrou que os tumores que apresentavam &#8220;caos cromoss\u00f4mico&#8221; maior &#8211; a capacidade de remodelar facilmente grandes quantidades de DNA para alterar milhares de instru\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas &#8211; tinham mais chances de voltar.<\/p>\n<p>Charles Swanton, um dos pesquisadores, disse \u00e0 BBC: &#8220;Voc\u00ea tem um sistema ali em que uma c\u00e9lula cancer\u00edgena pode alterar seu comportamento rapidamente ganhando ou perdendo cromossomos ou partes de cromossomos.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a evolu\u00e7\u00e3o &#8216;bombada'&#8221;.<\/p>\n<p>Isso permite que o tumor desenvolva resist\u00eancia a rem\u00e9dios, a capacidade de se esconder do sistema imunol\u00f3gico e de se deslocar para outros tecidos do corpo.<\/p>\n<p><b>ANIMADOR<\/b><\/p>\n<p>A primeira implica\u00e7\u00e3o da pesquisa ser\u00e1 para o desenvolvimento de rem\u00e9dios &#8211; entendendo o papel-chave da instabilidade cromoss\u00f4mica, cientistas poder\u00e3o achar formas de cont\u00ea-la.<\/p>\n<p>&#8220;Espero que sejamos capazes de desenvolver novas formas de limitar isso e que possamos reduzir a capacidade de evolu\u00e7\u00e3o de tumores &#8211; e quem sabe at\u00e9 fazer com que eles parem de &#8216;se adaptar'&#8221;, observou Swanton.<\/p>\n<p>Os cientistas dizem que s\u00f3 est\u00e3o come\u00e7ando a entender as descobertas que ser\u00e3o poss\u00edveis por meio da an\u00e1lise do DNA de c\u00e2nceres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: BBC Brasil M\u00e9dicos brit\u00e2nicos conseguiram identificar o retorno de um c\u00e2ncer um ano antes dos exames tradicionais, em uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2751","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2751","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2751"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2751\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2753,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2751\/revisions\/2753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}