{"id":2383,"date":"2017-02-13T12:35:35","date_gmt":"2017-02-13T12:35:35","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2383"},"modified":"2017-02-13T12:35:35","modified_gmt":"2017-02-13T12:35:35","slug":"maioria-dos-novos-medicos-tera-dificuldade-em-diagnosticos-basicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/02\/maioria-dos-novos-medicos-tera-dificuldade-em-diagnosticos-basicos\/","title":{"rendered":"&#8216;Maioria dos novos m\u00e9dicos ter\u00e1 dificuldade em diagn\u00f3sticos b\u00e1sicos&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2384\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/mauro_aranha-300x205.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"205\" \/>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 9,\u00a0pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp), mais da metade dos m\u00e9dicos rec\u00e9m-formados no Estado de S\u00e3o Paulo em 2016 foram reprovados no exame da institui\u00e7\u00e3o. A aprova\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o \u00e9 exigida para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Em entrevista ao <strong>Estado<\/strong>, o presidente do Cremesp, Mauro Aranha, afirma que os m\u00e9dicos reprovados ter\u00e3o dificuldades para fazer diagn\u00f3sticos e tratamentos para as doen\u00e7as mais comuns. Ele afirma que o Cremesp luta pela obrigatoriedade da aprova\u00e7\u00e3o no exame e explica como a institui\u00e7\u00e3o pretende fazer isso sem agravar o problema de escassez de m\u00e9dicos no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>De acordo com o Cremesp, de 2.677 formados em cursos de Medicina que prestaram o exame no ano passado, 1.511 (56,4%) foram reprovados, por acertar menos de 60% das 120 quest\u00f5es da prova. O problema tem se perpetuado na \u00faltima d\u00e9cada. Leia, a seguir, trechos da entrevista.<\/p>\n<p><strong>O que representa esse alto \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o nos exames do Cremesp?<\/strong><\/p>\n<p>Esse resultado significa que mais da metade dos m\u00e9dicos egressos das faculdades de Medicina no Estado de S\u00e3o Paulo ter\u00e3o\u00a0dificuldades para diagnosticar e tratar as condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas mais comuns na popula\u00e7\u00e3o paulista. O exame do Cremesp tem complexidade de m\u00e9dia a baixa e contempla os diagn\u00f3sticos e terap\u00eauticas atuais sobre as doen\u00e7as mais encontradas na popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A popula\u00e7\u00e3o ter\u00e1 que lidar com m\u00e9dicos despreparados?<\/strong><\/p>\n<p>Alguns desses m\u00e9dicos, se conseguirem entrar em institui\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia m\u00e9dica, v\u00e3o suprir parte dessas defici\u00eancias, corrigindo-as na resid\u00eancia com um melhor treinamento. A princ\u00edpio, todos eles podem ter acesso a um programa do Cremesp, feito em parceria com o Hospital Albert Einstein, que oferece educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica gratuita nos temas em que eles tiveram dificuldades no exame. Mas tudo isso s\u00e3o medidas paliativas.<\/p>\n<p><strong>O que seria o ideal?<\/strong><\/p>\n<p>O ideal \u00e9 que as escolas m\u00e9dicas estejam preparadas para formar bem os profissionais de sa\u00fade \u00a0e m\u00e9dicos &#8211; especialmente naquelas condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e de patologias que s\u00e3o epidemiologicamente mais relevantes. Se isso acontecesse, de 70 a 80 % dos casos seriam resolvidos apenas com uma boa hist\u00f3ria cl\u00ednica, um bom exame f\u00edsico e um conhecimento b\u00e1sico sobre terap\u00eautica. \u00c9 isso o que esperamos das escolas.<\/p>\n<p><strong>Pode-se dizer que os resultados das escolas privadas puxaram o desempenho geral para baixo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o. Se observarmos as 16 melhores colocadas &#8211; aquelas em que o total dos alunos tiveram mais de 60% dos acertos -, 10 s\u00e3o p\u00fablicas e 6 s\u00e3o privadas. As escolas p\u00fablicas ainda s\u00e3o, na m\u00e9dia, melhores que as privadas. Mas ambas tiveram queda de rendimento.<\/p>\n<p><strong>Existe algum interesse, ou alguma iniciativa voltada para tornar o exame do Cremesp obrigat\u00f3rio para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, como ocorre com o exame dos advogados?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 bastante tempo se fala em tornar o exame obrigat\u00f3rio para o exerc\u00edcio. Temos nos empenhado em reincidir nessas tentativas. Nosso \u00faltimo contato foi com o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), para quem enviamos um anteprojeto de lei. Tivemos uma reuni\u00e3o institucional com o senador, que nos deu boas esperan\u00e7as. Temos tamb\u00e9m o apoio formalizado da OAB-SP para que o exame seja obrigat\u00f3rio. Defendemos isso. E tamb\u00e9m que os egressos n\u00e3o aprovados s\u00f3 recebam o registro ap\u00f3s sanarem essas defici\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>Se a aprova\u00e7\u00e3o no exame se tornasse obrigat\u00f3ria imediatamente, mais de 50% dos novos m\u00e9dicos ficariam sem condi\u00e7\u00f5es de atuar. Isso n\u00e3o agravaria a escassez de m\u00e9dicos no Pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do exame de egressos, que tem sido feito, defendemos exames seriados. Os alunos seriam avaliados por um exame ap\u00f3s os dois primeiros anos do curso e teriam um outro exame para avaliar o terceiro e quarto anos. Dessa forma, as escolas teriam maior oportunidade para corrigir as necessidades dos alunos. Mas isso leva um tempo. Tanto que vamos oferecer para escolas esses exames seriados j\u00e1 neste ano. Se isso efetivar uma melhora dos cursos, poderemos estabelecer regras de transi\u00e7\u00e3o para que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o fique privada de m\u00e9dicos e, ao mesmo tempo, para que haja um compromisso desses m\u00e9dicos em se requalificarem conforme as suas necessidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 9,\u00a0pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de S\u00e3o Paulo (Cremesp), [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2383","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2383","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2383"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2383\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2385,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2383\/revisions\/2385"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2383"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2383"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2383"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}