{"id":2233,"date":"2017-02-07T00:57:31","date_gmt":"2017-02-07T00:57:31","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2233"},"modified":"2019-02-21T10:17:22","modified_gmt":"2019-02-21T10:17:22","slug":"a-credibilidade-e-a-confianca-dos-medicos-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/02\/a-credibilidade-e-a-confianca-dos-medicos-brasileiros\/","title":{"rendered":"A credibilidade e a confian\u00e7a dos m\u00e9dicos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-188\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/artigos_definitivo-300x166.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/>fonte: CFM<\/p>\n<p><em>por\u00a0L\u00e9a Rosana Viana de Ara\u00fajo e Ara\u00fajo,\u00a0conselheira federal suplente \u2013 Par\u00e1<\/em><\/p>\n<p>Apesar dos achaques promovidos pelo Governo, que resolveu atirar convenientemente sobre os m\u00e9dicos a responsabilidade indevida pelos problemas que afetam a sa\u00fade p\u00fablica no Pa\u00eds, o m\u00e9dico ainda \u00e9 o profissional em quem a popula\u00e7\u00e3o brasileira mais confia. Essa \u00e9 a conclus\u00e3o de pesquisa do Instituto Datafolha, realizada a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) em setembro.<\/p>\n<p>De acordo com os dados, para 26% dos brasileiros o m\u00e9dico permanece no topo do ranking da credibilidade. Em segundo e terceiro lugares v\u00eam o professor (24% das men\u00e7\u00f5es) e o bombeiro (15%). No extremo oposto, na base da escala, aparecem os pol\u00edticos (0,3%).<\/p>\n<p>Os resultados n\u00e3o surpreendem, considerando-se o hist\u00f3rico engajamento da categoria m\u00e9dica em defesa da sociedade e dos pacientes. Assim, o inqu\u00e9rito representa o reconhecimento da dedica\u00e7\u00e3o, do empenho e do desprendimento dos profissionais na dura rotina.<\/p>\n<p>O question\u00e1rio foi aplicado em 2.089 pessoas de todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds, em \u00e1reas metropolitanas e no interior. Do ponto de vista geogr\u00e1fico, o m\u00e9dico conta com mais credibilidade e confian\u00e7a nas popula\u00e7\u00f5es do Nordeste e do Sudeste, que apresentam \u00edndices de 31% e de 27%, respectivamente.<\/p>\n<p>Quando o dado \u00e9 analisado em fun\u00e7\u00e3o de faixa et\u00e1ria, o desempenho \u00e9 positivo nos que t\u00eam mais de 60 anos (31%). Os m\u00e9dicos ainda ganham entre as mulheres (27%) e entre os portadores de ensino fundamental (31%).<\/p>\n<p>De forma complementar, a pesquisa revela tamb\u00e9m que o brasileiro sabe que poderia ter uma assist\u00eancia m\u00e9dica de qualidade superior se o Estado fizesse sua li\u00e7\u00e3o de casa. Ao mesmo tempo em que confia nos m\u00e9dicos, a popula\u00e7\u00e3o reconhece que esses profissionais t\u00eam sua atua\u00e7\u00e3o prejudicada devido \u00e0 falta de condi\u00e7\u00f5es estruturais.<\/p>\n<p>Para 94% dos entrevistados na pesquisa CFM\/Datafolha, a qualidade do trabalho do m\u00e9dico \u00e9 afetada por problemas como as prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho (41%), pelos baixos sal\u00e1rios (33%), pela corrup\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de sa\u00fade (33%) e pela m\u00e1 gest\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica (28%).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram apontados como fatores que impedem o pleno exerc\u00edcio da medicina: a falta de acesso a exames e tratamentos de alta e m\u00e9dia complexidades (25%); a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o de cl\u00ednicas e de hospitais (24%); e a aus\u00eancia de leitos para interna\u00e7\u00e3o no SUS, entre outros itens.<\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de trabalho foram apontadas como os grandes obst\u00e1culos ao bom exerc\u00edcio da medicina, principalmente pelas moradoras do sexo feminino com n\u00edvel superior e entre 25 e 34 anos de regi\u00f5es metropolitanas do Norte e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>J\u00e1 os baixos sal\u00e1rios foram indicados como principais problemas para os moradores do sexo masculino com mais de 60 anos e n\u00edvel fundamental da \u00e1rea metropolitana do Sudeste. Por outro lado, a corrup\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade foi citada em especial por habitantes com idade entre 16 e 44 anos e n\u00edvel superior do Norte e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>Esses dados dialogam com outro estudo do Datafolha, de agosto, que mostra que a sa\u00fade \u00e9 o principal problema do Pa\u00eds na vis\u00e3o de 37% dos brasileiros, a frente da corrup\u00e7\u00e3o (18%) e do desemprego (15%). O trabalho aponta, ainda, que a percep\u00e7\u00e3o da qualidade dos servi\u00e7os de sa\u00fade (p\u00fablicos e privados) \u00e9 ruim ou p\u00e9ssima para 65% das pessoas com 16 anos ou mais.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros falam por si. Cabe aos gestores estar atentos \u00e0 vis\u00e3o dos cidad\u00e3os sobre esses temas. Para o eleitor, medidas como o combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o (65%), o aumento no n\u00famero de profissionais de sa\u00fade (58%), a maior disponibilidade de leitos (50%) e o aumento das verbas para a sa\u00fade (47%) s\u00e3o urgentes para melhorar a assist\u00eancia.<\/p>\n<p>Essa pauta de reinvindica\u00e7\u00f5es encontra acolhida com os m\u00e9dicos brasileiros e \u00e0s suas entidades de representa\u00e7\u00e3o, como o CFM, que continuar\u00e3o a cobrar essas e outras mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente por esse duplo compromisso \u2013 com o individual, manifesto na ang\u00fastia dos pacientes, e com o coletivo, materializado na inconformidade de comunidades inteiras com o que lhes oferecido \u2013 que os m\u00e9dicos continuam e continuar\u00e3o a ter o respeito e receber o carinho da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Afinal, a popula\u00e7\u00e3o sabe que esses homens e mulheres s\u00e3o os trabalhadores vocacionados que entenderam o seu papel no duro exerc\u00edcio de resgate da cidadania e da dignidade, poss\u00edvel na oferta de um atendimento m\u00e9dico digno e adequado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: CFM por\u00a0L\u00e9a Rosana Viana de Ara\u00fajo e Ara\u00fajo,\u00a0conselheira federal suplente \u2013 Par\u00e1 Apesar dos achaques promovidos pelo Governo, que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2],"tags":[],"class_list":["post-2233","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2233","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2233"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2233\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2234,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2233\/revisions\/2234"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2233"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2233"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2233"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}