{"id":2224,"date":"2017-01-31T15:38:20","date_gmt":"2017-01-31T15:38:20","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2224"},"modified":"2017-01-31T15:38:20","modified_gmt":"2017-01-31T15:38:20","slug":"doencas-seculares-resistem-a-avancos-da-medicina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/01\/doencas-seculares-resistem-a-avancos-da-medicina\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as seculares resistem a avan\u00e7os da Medicina"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2196\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/vacinacao-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/>fonte: Estad\u00e3o<\/p>\n<p>Data do s\u00e9culo 19 o relato da primeira grande epidemia de febre amarela no Brasil. A vacina apareceu um pouco mais tarde, mas j\u00e1 \u00e9 produzida no Pa\u00eds desde a d\u00e9cada de 1930. S\u00e9culos de hist\u00f3ria, pesquisa e combate \u00e0 doen\u00e7a n\u00e3o foram capazes de impedir o recente surto, com 43 mortes e 101 casos confirmados, al\u00e9m de mais de 400 registros em investiga\u00e7\u00e3o, at\u00e9 sexta-feira.<\/p>\n<p>Assim como a febre amarela, outras doen\u00e7as centen\u00e1rias (ou at\u00e9 milenares), como dengue ou sarampo, seguem preocupando at\u00e9 hoje popula\u00e7\u00f5es do mundo inteiro.<\/p>\n<p>Mas com tantos avan\u00e7os na Medicina, o que ainda impede que essas patologias estejam erradicadas ou sob controle? A resposta n\u00e3o \u00e9 simples. Inclui m\u00faltiplas raz\u00f5es e varia conforme o tipo de doen\u00e7a, segundo especialistas.<\/p>\n<p>No caso da febre amarela e de outras doen\u00e7as que infectam tamb\u00e9m animais, e n\u00e3o s\u00f3 humanos, a erradica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus \u00e9 praticamente imposs\u00edvel. \u201cO ciclo silvestre da doen\u00e7a nunca vai acabar porque ela \u00e9 tamb\u00e9m uma zoonose. Os macacos s\u00e3o o principal reposit\u00f3rio e, por isso, o v\u00edrus vai continuar em circula\u00e7\u00e3o na natureza. Agora, o que n\u00e3o deveria acontecer \u00e9 registrarmos casos em humanos. Isso tem a ver com falhas na vacina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Pedro Luiz Tauil, m\u00e9dico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>S\u00e3o essas falhas outra importante causa do ressurgimento de doen\u00e7as consideradas controladas. \u201cCrescem no mundo movimentos antivacina, alguns ligados a grupos religiosos. Mas tamb\u00e9m temos problemas mais log\u00edsticos, como munic\u00edpios brasileiros que n\u00e3o t\u00eam equipes de sa\u00fade m\u00f3veis para promover a vacina\u00e7\u00e3o em \u00e1reas rurais\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p>O desaparecimento de surtos de algumas doen\u00e7as tamb\u00e9m faz a popula\u00e7\u00e3o dar menos import\u00e2ncia \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o, o que contribui para a ocorr\u00eancia de novos surtos. Nos \u00faltimos anos, isso tem ocorrido no Brasil com coqueluche, caxumba e sarampo. Enquanto a cobertura vacinal registra leve queda, as mortes por coqueluche cresceram dez vezes entre 2010 e 2014, casos de caxumba tornaram-se frequentes em Estados como S\u00e3o Paulo e Rio e um surto de sarampo atingiu o Nordeste em 2014, ap\u00f3s o Pa\u00eds viver um per\u00edodo de 12 anos livre da transmiss\u00e3o interna do v\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201cApesar desses surtos, algumas dessas doen\u00e7as t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de erradica\u00e7\u00e3o se a vacina\u00e7\u00e3o for adequada. J\u00e1 conseguimos erradicar a var\u00edola no mundo e a poliomielite em quase todos os pa\u00edses\u201d, afirma Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm).<\/p>\n<p><strong>Urbaniza\u00e7\u00e3o. <\/strong>Os especialistas destacam ainda que, para as doen\u00e7as que ainda n\u00e3o t\u00eam vacina 100% eficaz, como a dengue, o crescimento das cidades e o adensamento populacional s\u00e3o raz\u00f5es para a dificuldade de conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o tem saneamento nem habita\u00e7\u00e3o adequada, o mosquito transmissor progride em altas densidades. Com a urbaniza\u00e7\u00e3o, hoje \u00e9 imposs\u00edvel erradicar esses vetores. Por isso as pesquisas atuais trabalham em outras frentes, como os mosquitos transg\u00eanicos ou infectados por uma bact\u00e9ria que os impe\u00e7am de transmitir doen\u00e7as\u201d, diz Tauil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Estad\u00e3o Data do s\u00e9culo 19 o relato da primeira grande epidemia de febre amarela no Brasil. 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