{"id":2156,"date":"2017-01-11T09:32:35","date_gmt":"2017-01-11T09:32:35","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=2156"},"modified":"2017-01-11T09:32:35","modified_gmt":"2017-01-11T09:32:35","slug":"anvisa-quer-flexibilizar-rastreamento-de-medicamentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2017\/01\/anvisa-quer-flexibilizar-rastreamento-de-medicamentos\/","title":{"rendered":"Anvisa quer flexibilizar rastreamento de medicamentos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2157\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/remedio_anvisa-300x221.jpeg\" alt=\"remedio_anvisa\" width=\"300\" height=\"221\" \/>fonte: Folha de SP<\/p>\n<p>Alvo de sucessivos atrasos, a cria\u00e7\u00e3o de um sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, modelo que prev\u00ea controle do caminho dos rem\u00e9dios da ind\u00fastria ao consumidor, dever agora passar por novas mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>O diretor-presidente da Anvisa (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria), Jarbas Barbosa, finaliza uma proposta de resolu\u00e7\u00e3o para que o sistema passe a ter foco apenas em medicamentos de alto custo ou que precisam de prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, e n\u00e3o mais em todos os rem\u00e9dios, como no modelo anterior.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que vacinas e medicamentos vinculados a programas do SUS, radiof\u00e1rmacos e isentos de receita,como alguns analg\u00e9sicos, sejam exclu\u00eddos da rastreabilidade.<\/p>\n<p>A justificativa \u00e9 que, nesses casos, j\u00e1 h\u00e1 maior controle dos medicamentos ou baixo risco de falsifica\u00e7\u00e3o. &#8220;A lista n\u00e3o est\u00e1 fechada&#8221;, diz Barbosa, que pretende levar a proposta ao crivo de outros diretores nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>&#8220;Se o objetivo \u00e9 evitar fraudes, roubo de carga e facilitar a quest\u00e3o sanit\u00e1ria [caso de recall, por exemplo], o risco \u00e9 maior para medicamentos de alto custo ou que exigem prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Outra proposta \u00e9 que o sistema, que estabelece que cada caixinha de rem\u00e9dio tenha uma esp\u00e9cie de &#8220;RG&#8221;, composto por um c\u00f3digo \u00fanico de identifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente ocorra em tempo real, mas sim com prazos espec\u00edficos para cada setor informar o caminho do rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>Fabricantes, assim, teriam tr\u00eas dias para comunicar esses dados via sistema \u00e0 Anvisa, que vai centralizar as informa\u00e7\u00f5es. Distribuidores, cinco dias. Farm\u00e1cias, sete.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 diferente de um sistema de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que tem que autorizar na hora&#8221;, diz Barbosa, para quem o modelo em tempo real seria invi\u00e1vel no pa\u00eds. &#8220;H\u00e1 farm\u00e1cias que n\u00e3o est\u00e3o em \u00e1reas com internet 24h por dia.&#8221;<\/p>\n<p><b>ATRASOS SUCESSIVOS<\/b><\/p>\n<p>As propostas, que indicam uma &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o&#8221; no modelo previsto inicialmente, surgiram depois de adiamentos sucessivos do controle.<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana de 2016, o presidente Michel Temer sancionou uma nova lei que estabelece o prazo dos pr\u00f3ximos quatro anos e oito meses para in\u00edcio completo do sistema a partir da nova regulamenta\u00e7\u00e3o da Anvisa.<\/p>\n<p>A medida altera lei anterior, de 2009, que previa que o sistema come\u00e7asse a funcionar nos tr\u00eas anos seguintes -o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n<p>Nesse intervalo, um novo prazo chegou a ser definido para o fim deste ano, mas acabou cancelado ap\u00f3s embates na Justi\u00e7a e press\u00e3o da ind\u00fastria, que alegou custo alto e pouco tempo para adapta\u00e7\u00e3o. Com a nova lei, ser\u00e3o quase dez anos de atraso em rela\u00e7\u00e3o ao prazo inicial.<\/p>\n<p>Segundo Barbosa, apesar do adiamento, o Brasil deve ser um dos primeiros pa\u00edses a implementar a rastreabilidade -outros onde isso j\u00e1 ocorre s\u00e3o Turquia e Argentina. O processo tamb\u00e9m passa por discuss\u00f5es nos EUA, em Portugal e na It\u00e1lia, segundo representantes da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Para Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma, entidade que representa ind\u00fastrias farmac\u00eauticas, a proposta de rastrear apenas medicamentos que exigem receita pode reduzir os custos do sistema. &#8220;Isso n\u00e3o quer dizer que a empresa n\u00e3o possa colocar o produto no sistema. Poder\u00e1 ser fator de competitividade.&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 Ant\u00f4nio Britto, da Interfarma, faz ressalvas. &#8220;Deixar alguns medicamentos de fora n\u00e3o \u00e9 o ideal. At\u00e9 porque n\u00e3o tem como saber qual o medicamento que vai ter problema. Pode-se ter um problema grav\u00edssimo de sa\u00fade p\u00fablica a partir de uma droga aparentemente inofensiva.&#8221;<\/p>\n<p>Para Britto, o Brasil &#8220;perdeu anos preciosos&#8221; com os sucessivos atrasos na rastreabilidade. &#8220;A tentativa da Anvisa e a nova lei d\u00e3o esperan\u00e7a de que agora seja para valer. N\u00e3o \u00e9 o ideal [flexibilizar], mas reconhecemos que \u00e9 uma tentativa de fazer andar o processo.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Folha de SP Alvo de sucessivos atrasos, a cria\u00e7\u00e3o de um sistema nacional de rastreabilidade de medicamentos, modelo que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-2156","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2156"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2158,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2156\/revisions\/2158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}