{"id":1875,"date":"2016-11-07T10:20:40","date_gmt":"2016-11-07T10:20:40","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=1875"},"modified":"2016-11-07T10:20:40","modified_gmt":"2016-11-07T10:20:40","slug":"surto-de-microcefalia-cresce-no-rio-e-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2016\/11\/surto-de-microcefalia-cresce-no-rio-e-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Surto de microcefalia cresce no Rio e em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1876\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/microcefalia-300x200.jpeg\" alt=\"microcefalia\" width=\"300\" height=\"200\" \/>fonte: Veja<\/p>\n<p>H\u00e1 um ano o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade emitia um alerta inimagin\u00e1vel at\u00e9 mesmo para os maiores infectologistas do Pa\u00eds. Em uma portaria publicada no dia 11 de novembro de 2015, o Brasil decretava emerg\u00eancia em sa\u00fade p\u00fablica por causa de um surto de microcefalia causado por um v\u00edrus rec\u00e9m-descoberto em territ\u00f3rio nacional. Desde ent\u00e3o, 2.079 casos da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o foram confirmados e outros 3.077 seguem em investiga\u00e7\u00e3o, a maioria no Nordeste.<\/p>\n<p>Passado o baque inicial e sem a press\u00e3o dos holofotes internacionais, esfor\u00e7os prometidos pelos governos para barrar novos casos da doen\u00e7a e amparar as fam\u00edlias com beb\u00eas v\u00edtimas da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o parecem ter sido insuficientes. Pela primeira vez, a epidemia de microcefalia ganha for\u00e7a no Sudeste, com aumento expressivo de casos confirmados no Rio e em S\u00e3o Paulo nos \u00faltimos meses, conforme apontam dados in\u00e9ditos tabulados pela reportagem a partir de estat\u00edsticas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Enquanto Recife, epicentro da crise inicial, vive estagna\u00e7\u00e3o nos registros \u2013 64 at\u00e9 agora -, o Rio j\u00e1 \u00e9 a capital com a maior tend\u00eancia de alta, ocupando a segunda posi\u00e7\u00e3o no ranking de munic\u00edpios com mais casos confirmados (110). No Estado de S\u00e3o Paulo, o n\u00famero de crian\u00e7as com microcefalia comprovada triplicou entre agosto e outubro, passando de 14 para 46. Juntos, os dois Estados t\u00eam ainda 700 registros da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade afirma que n\u00e3o h\u00e1 um per\u00edodo de pico de casos no Sudeste. \u201cOs dados s\u00e3o contabilizados nas estat\u00edsticas na semana em que foram confirmados, mas muitos se referem a registros de beb\u00eas nascidos meses atr\u00e1s. De maneira nenhuma o risco pode ser minimizado, mas os n\u00fameros registrados m\u00eas a m\u00eas no Sudeste se mant\u00eam est\u00e1veis\u201d, diz Eduardo Hage, diretor do Departamento das Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do minist\u00e9rio.<\/p>\n<p>No Nordeste, as crian\u00e7as v\u00edtimas do primeiro surto da m\u00e1-forma\u00e7\u00e3o completam um ano enfrentando ainda a falta de vagas em centros de reabilita\u00e7\u00e3o e demora no acesso \u00e0 aten\u00e7\u00e3o especializada.<\/p>\n<p>Para mostrar os impactos da microcefalia na vida das fam\u00edlias, o Estado acompanhou de perto os primeiros 12 meses de vida de quatro beb\u00eas de Pernambuco e S\u00e3o Paulo afetados pela epidemia. Nascidos entre setembro e novembro do ano passado, Alessandro, Laura, Matheus e P\u00e9rola foram v\u00edtimas da s\u00edndrome cong\u00eanita do zika, doen\u00e7a at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida pela ci\u00eancia e que, al\u00e9m da microcefalia, pode causar danos a \u00f3rg\u00e3os como vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Passado um ano do alerta de emerg\u00eancia do minist\u00e9rio, a rotina e a batalha das quatro crian\u00e7as e de suas fam\u00edlias mostram que t\u00e3o cruel quanto as sequelas da doen\u00e7a s\u00e3o as limita\u00e7\u00f5es impostas pela falta de assist\u00eancia m\u00e9dica adequada, desestrutura familiar, demora nas a\u00e7\u00f5es governamentais, pobreza e desigualdade social.<\/p>\n<p>Centros de reabilita\u00e7\u00e3o prometidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade n\u00e3o sa\u00edram do papel. Os locais de tratamento seguem concentrados nos grandes munic\u00edpios, dificultando o acesso de beb\u00eas do interior do Pa\u00eds. O transporte para as capitais, de obriga\u00e7\u00e3o municipal, tamb\u00e9m vem sendo dificultado pelas prefeituras, principalmente ap\u00f3s o fim do processo eleitoral. Medicamentos para sequelas da microcefalia est\u00e3o em falta nas farm\u00e1cias do SUS.<\/p>\n<p>Os resultados dessa paralisia estatal s\u00e3o vis\u00edveis na evolu\u00e7\u00e3o do quadro de cada beb\u00ea e na qualidade de vida conquistada. Quanto mais cedo fossem iniciadas as terapias de estimula\u00e7\u00e3o, melhores as condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento da crian\u00e7a com microcefalia, repetiam os m\u00e9dicos logo que a epidemia foi descoberta. As hist\u00f3rias acompanhadas pela reportagem refor\u00e7am o impacto que uma boa assist\u00eancia multidisciplinar \u2013 ou da falta dela \u2013 tem no destino de cada crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar do esfor\u00e7o dos profissionais de sa\u00fade e de institui\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas no atendimento aos beb\u00eas j\u00e1 afetados e de todas as for\u00e7as-tarefa montadas por pesquisadores para tentar entender e barrar a nova amea\u00e7a, as primeiras v\u00edtimas dessa emerg\u00eancia parecem ter, ao longo do \u00faltimo ano, ca\u00eddo no esquecimento. Para beb\u00eas como Matheus, que tiveram condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas para buscar um tratamento adequado, os bons resultados come\u00e7am a aparecer. J\u00e1 para aqueles que dependem exclusivamente dos servi\u00e7os p\u00fablicos para ter a oportunidade de superar as limita\u00e7\u00f5es, como P\u00e9rola, Alessandro e Laura, resta torcer para que o descaso sofrido no primeiro ano de vida fique no passado a partir de agora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Veja H\u00e1 um ano o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade emitia um alerta inimagin\u00e1vel at\u00e9 mesmo para os maiores infectologistas do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1875","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1875"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1877,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875\/revisions\/1877"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}