{"id":1872,"date":"2016-11-07T10:16:50","date_gmt":"2016-11-07T10:16:50","guid":{"rendered":"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=1872"},"modified":"2016-11-07T10:16:50","modified_gmt":"2016-11-07T10:16:50","slug":"sete-meses-apos-alerta-governo-retoma-debate-sobre-mortes-por-chikungunya","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2016\/11\/sete-meses-apos-alerta-governo-retoma-debate-sobre-mortes-por-chikungunya\/","title":{"rendered":"Sete meses ap\u00f3s alerta, governo retoma debate sobre mortes por chikungunya"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1873\" src=\"http:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/dengue-300x198.jpg\" alt=\"Aedes aegypti mosquito\" width=\"300\" height=\"198\" \/>fonte: O Estado de SP<\/p>\n<p>Sete meses depois do alerta e sem nenhuma medida adotada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade retoma a discuss\u00e3o sobre o elevado n\u00famero de mortes por chikungunya no Brasil. Dentro de duas semanas, especialistas de v\u00e1rios Estados devem se encontrar em Bras\u00edlia para tentar decifrar as raz\u00f5es que levam a infec\u00e7\u00e3o, provocada por um v\u00edrus transmitido pela picada do Aedes aegypti, a causar tantas mortes. At\u00e9 agora, foram confirmados 120 \u00f3bitos pela doen\u00e7a. O n\u00famero pode ser muito maior do que a estat\u00edstica oficial. A confirma\u00e7\u00e3o de casos suspeitos \u00e9 lenta, em virtude das dificuldades enfrentadas pelos laborat\u00f3rios oficiais.<\/p>\n<p>Embora importante, a discuss\u00e3o convocada pelo minist\u00e9rio \u00e9 considerada tardia. Um encontro semelhante foi feito em abril. Na \u00e9poca, foi reconhecida a necessidade de se estudar os casos at\u00e9 ent\u00e3o reunidos, identificar os fatores de maior risco para o agravamento das infec\u00e7\u00f5es e, a partir da\u00ed, fazer uma esp\u00e9cie de manual voltado para profissionais de sa\u00fade. \u00c0s v\u00e9speras do ver\u00e3o, per\u00edodo de maior risco de epidemia, nada foi feito.<\/p>\n<p>&#8220;Sa\u00edmos do primeiro encontro motivados. Mas vieram as mudan\u00e7as pol\u00edticas, altera\u00e7\u00f5es de equipe, o assunto foi esquecido, nada avan\u00e7ou&#8221;, disse o infectologista Carlos Brito. Agora, avalia, ser\u00e1 dif\u00edcil que descobertas sejam feitas a tempo de se reduzir, por exemplo, erros no tratamento de pacientes.<\/p>\n<p>Somente em Pernambuco, foram notificados este ano 354 casos suspeitos de mortes de pacientes com \u00a0arboviroses (grupo de doen\u00e7as que inclui dengue, chikungunya e zika). Desse total, 134 foram at\u00e9 agora identificadas: 62 por chikungunya e 37, por dengue e 35 apresentaram resultados positivos para os dois v\u00edrus. &#8220;Esse \u00e9 o maior n\u00famero de mortes relacionadas a arboviroses no Estado desde que os dados come\u00e7aram a ser contabilizados&#8221;, afirmou Brito. Nos \u00faltimos 20 anos, disse, a maior marca encontrada no Estado foi de 37 mortes por dengue. O infectologista n\u00e3o hesita em atribuir a marca deste ano \u00e0 chikungunya. &#8220;N\u00e3o se via isso no passado.&#8221;<\/p>\n<p>A Secretaria de Estado de Pernambuco afirma que, al\u00e9m do diagn\u00f3stico laboratorial, \u00e9 preciso uma investiga\u00e7\u00e3o de cada caso, para se assegurar que a arbovirose foi de fato o motivo da morte do paciente e n\u00e3o um co-fator.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o aumenta quando se leva em considera\u00e7\u00e3o o risco da doen\u00e7a no Pa\u00eds. Este ano, a chikungunya provocou epidemia no Nordeste, com incid\u00eancia de 368 casos a cada 100 mil habitantes. A maior concentra\u00e7\u00e3o ocorreu no Rio Grande do Norte: 702 casos a cada 100 mil habitantes. Epidemiologistas temem que essa onda agora se replique em outras regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Brito explica que a chikungunya \u00e9 conhecida por provocar epidemias explosivas. Foi o que ocorreu, por exemplo, na Am\u00e9rica Central em 2013 e 2014. No Brasil, por raz\u00f5es desconhecidas, a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a demorou a ganhar for\u00e7a. Os primeiros casos foram registrados h\u00e1 dois anos, mas foi somente este ano que a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus ganhou todo o Pa\u00eds. &#8220;Ela se espalha com muito mais facilidade do que dengue e zika&#8221;, disse. A estimativa, disse, \u00e9 de que, numa epidemia, a doen\u00e7a possa atingir at\u00e9 30% da popula\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea afetada. &#8220;Da\u00ed a preocupa\u00e7\u00e3o. Se a mortalidade for de um caso a cada mil habitantes&#8230;&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m da mortalidade, a chikungunya preocupa por causa das limita\u00e7\u00f5es aos pacientes e, tamb\u00e9m, pela infec\u00e7\u00e3o nas gestantes. Na popula\u00e7\u00e3o em geral, a doen\u00e7a pode se tornar cr\u00f4nica, levando a dores incapacitantes nas articula\u00e7\u00f5es. &#8220;H\u00e1 casos em que o paciente, depois de um per\u00edodo de melhora, volta a ter dores muito fortes &#8211; fazendo com que ele tenha de se afastar do trabalho e de atividades rotineiras&#8221;, completou.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m relatos de a doen\u00e7a ser transmitida da gestante para o feto. O processo, no entanto, ocorre nos \u00faltimos meses da gesta\u00e7\u00e3o. &#8220;Ela pode provocar efeitos grav\u00edssimos. Levando \u00e0 morte do beb\u00ea logo depois do parto&#8221;, afirma Brito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Estado de SP Sete meses depois do alerta e sem nenhuma medida adotada, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade retoma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_members_access_role":[],"_members_access_error":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1872","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1872"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1874,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1872\/revisions\/1874"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}