{"id":17454,"date":"2025-01-19T10:35:49","date_gmt":"2025-01-19T10:35:49","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=17454"},"modified":"2024-11-26T09:20:12","modified_gmt":"2024-11-26T09:20:12","slug":"niveis-baixos-de-enzimas-hepaticas-nao-devem-ser-ignorados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2025\/01\/niveis-baixos-de-enzimas-hepaticas-nao-devem-ser-ignorados\/","title":{"rendered":"N\u00edveis baixos de enzimas hep\u00e1ticas n\u00e3o devem ser ignorados"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/portugues.medscape.com\/verartigo\/6511486\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MedScape<\/a><\/p>\n<p>Alguns par\u00e2metros hep\u00e1ticos s\u00e9ricos costumam ser solicitados no atendimento ambulatorial: aminotransferases (ALT e AST), fosfatase alcalina (FA), \u03b3-glutamiltransferase (\u03b3-GT) e bilirrubinas. Os valores de refer\u00eancia da maioria dos exames laboratoriais s\u00e3o determinados a partir das dosagens feitas em um grupo de pessoas consideradas saud\u00e1veis. Os resultados obtidos para cada avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o segmentados de acordo com uma distribui\u00e7\u00e3o gaussiana que permite definir um padr\u00e3o superior e inferior correspondente a \u00b1\u00a01 desvio\u00a0padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Por defini\u00e7\u00e3o, esse c\u00e1lculo implica que 2,5% da popula\u00e7\u00e3o \u201csaud\u00e1vel\u201d est\u00e1 acima ou abaixo desses limites. Como alguns desses exames s\u00e3o inespec\u00edficos, seus resultados devem ser interpretados de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do paciente (a import\u00e2ncia da anamnese). Assim, podem estar discretamente elevados em uma pessoa saud\u00e1vel ou ser normais em caso de les\u00e3o hep\u00e1tica. Portanto, n\u00e3o refletem diretamente a extens\u00e3o do comprometimento hep\u00e1tico, diferentemente dos exames n\u00e3o invasivos para identificar a fibrose hep\u00e1tica.<\/p>\n<p><b>Doen\u00e7as associadas revisadas<\/b><\/p>\n<p>Se pacientes e m\u00e9dicos costumam ficar alarmados com n\u00edveis patol\u00f3gicos das enzimas hep\u00e1ticas (&gt;\u00a01,5 vezes o limite normal superior), os resultados abaixo do limite inferior n\u00e3o devem ser negligenciados, porque, embora raros e muitas vezes benignos, podem ser \u00fateis para alguns diagn\u00f3sticos\u00a0<sup>[<a>1<\/a>]<\/sup>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores Youssef e Wu n\u00e3o especificaram os valores normais, pois eles podem variar de acordo com o equipamento usado, o sexo do paciente, a popula\u00e7\u00e3o testada, as unidades usadas, os laborat\u00f3rios, entre outros. Assim, evita-se os problemas relacionados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de um \u00fanico valor limite padr\u00e3o para diferentes popula\u00e7\u00f5es. Os limites dados aqui s\u00e3o meramente uma indica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Valores baixos das aminotransferases<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Estas enzimas intracelulares asseguram a transfer\u00eancia do grupo de amino\u00e1cidos -NH\u2083. Seus valores dependem do sexo, da idade (aumenta a partir dos 60 anos), da temperatura corporal, do \u00edndice de massa corporal e de fatores heredit\u00e1rios. Os valores habituais est\u00e3o entre 6 e 25\u00a0UI\/L nas mulheres e entre 8 e 35\u00a0UI\/L nos homens. Um valor menor pode ser observado em gestantes e durante as infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias.<\/p>\n<p>A aminotransferase alanina (antes chamada de transaminase glut\u00e2mico oxalac\u00e9tica) \u00e9 encontrada predominantemente no f\u00edgado. Seu aumento s\u00e9rico muitas vezes \u00e9 sin\u00f4nimo de destrui\u00e7\u00e3o dos hepat\u00f3citos e est\u00e1 classicamente correlacionado ao aumento do n\u00famero de mortes relacionadas ao f\u00edgado, exigindo uma investiga\u00e7\u00e3o etiol\u00f3gica cuidadosa. A aminotransferase aspartato (antes chamada de transaminase glut\u00e2mico pir\u00favica) \u00e9 encontrada n\u00e3o apenas no f\u00edgado, mas tamb\u00e9m no m\u00fasculo card\u00edaco, no m\u00fasculo esquel\u00e9tico, nos rins, no c\u00e9rebro, no p\u00e2ncreas, no pulm\u00e3o, nos leuc\u00f3citos e nos eritr\u00f3citos; portanto, n\u00e3o \u00e9 muito espec\u00edfica de les\u00e3o hep\u00e1tica. O piridoxal 5&#8242;-fosfato, forma da vitamina B6 com atividade biol\u00f3gica, \u00e9 frequentemente implicado nas altera\u00e7\u00f5es das aminotransferases, por ser um cofator ativo fundamental em certas rea\u00e7\u00f5es catalisadas por essas enzimas hep\u00e1ticas.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Hepatopatia alco\u00f3lica \u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Tanto a aminotransferase alanina quanto a aminotransferase aspartato requerem piridoxal 5&#8242;-fosfato para sua a\u00e7\u00e3o. A defici\u00eancia deste \u00e9 comum entre as pessoas que consomem bebidas alco\u00f3licas, com ou sem doen\u00e7a hep\u00e1tica. Em 57% desses pacientes, foram encontrados valores plasm\u00e1ticos de piridoxal 5&#8242;-fosfato \u2264 4 ng\/mL, sem manifesta\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica ou hematol\u00f3gica. Excepcionalmente, os n\u00edveis s\u00e9ricos da aminotransferase aspartato e da aminotransferase alanina podem aparecer normais ou ligeiramente alterados nos pacientes com insufici\u00eancia hep\u00e1tica grave quando h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica do par\u00eanquima hep\u00e1tico. Nesses casos, a queda dos fatores de coagula\u00e7\u00e3o, da albuminemia e a hipoglicemia se tornam evidentes.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Doen\u00e7a cel\u00edaca\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o do piridoxal 5&#8242;-fosfato tamb\u00e9m pode ocorrer devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o intestinal da vitamina B6, j\u00e1 que os seres humanos e outros mam\u00edferos a sintetizam. Portanto, o intestino desempenha um papel central na manuten\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o da homeostase dessa vitamina. Nos pacientes com manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas da doen\u00e7a cel\u00edaca, a m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o \u00e9 frequente, levando a defici\u00eancias de micronutrientes e vitaminas. N\u00edveis insuficientes de vitamina B6 podem levar a uma redu\u00e7\u00e3o da atividade da aminotransferase, que influencia na convers\u00e3o e na s\u00edntese de novos amino\u00e1cidos.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Doen\u00e7a de Crohn\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 observada em at\u00e9 85% dos pacientes com esta doen\u00e7a inflamat\u00f3ria comum, especialmente quando h\u00e1 comprometimento ativo do intestino delgado, causando les\u00f5es ulceradas importantes na mucosa, e quando esses pacientes foram submetidos a uma cirurgia com al\u00e7a cega, resultando em prolifera\u00e7\u00e3o bacteriana. Cerca de 30% dos pacientes com doen\u00e7a de Crohn t\u00eam defici\u00eancia de vitamina B6.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos pacientes pr\u00e9-di\u00e1lise, a redu\u00e7\u00e3o da aminotransferase s\u00e9rica \u00e9 proporcional \u00e0 progress\u00e3o da doen\u00e7a, segundo dois estudos. Baixos n\u00edveis de vitamina B6 foram descritos em 83% dos pacientes com glomerulonefrite cr\u00f4nica e em 14% dos pacientes em di\u00e1lise. Embora o mecanismo exato da diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis s\u00e9ricos das aminotransferases na doen\u00e7a renal cr\u00f4nica permane\u00e7a controverso, as poss\u00edveis raz\u00f5es s\u00e3o: a gravidade do comprometimento da fun\u00e7\u00e3o renal causada pela disfun\u00e7\u00e3o glomerular, hemodilui\u00e7\u00e3o, defici\u00eancia nutricional de piridoxina e\/ou presen\u00e7a de uma subst\u00e2ncia inibidora da uremia (como a homociste\u00edna). A restri\u00e7\u00e3o alimentar tamb\u00e9m pode limitar a ingest\u00e3o de alimentos ricos em vitaminas, especialmente vitaminas sol\u00faveis em \u00e1gua, dado o seu alto teor de pot\u00e1ssio ou f\u00f3sforo.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Causas raras\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"plcHold-141\" class=\"AdUnit adSpcHolder\"><\/div>\n<p>Nos casos de les\u00e3o hep\u00e1tica grave ou insufici\u00eancia hep\u00e1tica fulminante, uma perda significativa de hepat\u00f3citos pode levar \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da libera\u00e7\u00e3o das aminotransferases na circula\u00e7\u00e3o, diminuindo seus n\u00edveis s\u00e9ricos para valores abaixo do normal. A icter\u00edcia, associada \u00e0 queda no n\u00edvel de protrombina e fator V, ent\u00e3o se torna a principal manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Diminui\u00e7\u00e3o da fosfatase alcalina<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A fosfatase alcalina \u00e9 encontrada principalmente no f\u00edgado e nos ossos. No sistema hep\u00e1tico e biliar, hidrolisa \u00e9steres de \u00e1cido fosf\u00f3rico, converte certos intermedi\u00e1rios de \u00e1cido biliar em \u00e1cidos biliares prim\u00e1rios, essenciais para a digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o de gorduras alimentares, e participa da forma\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das microvilosidades canaliculares na superf\u00edcie dos hepat\u00f3citos, que auxiliam a excre\u00e7\u00e3o de bile para os canais biliares.<\/p>\n<p>Seus n\u00edveis variam de 36 a 120 U\/L em adultos, com grandes varia\u00e7\u00f5es em crian\u00e7as, e s\u00e3o fisiologicamente elevados durante o terceiro trimestre da gesta\u00e7\u00e3o e nos adolescentes em crescimento. O ensaio concomitante de \u03b3-glutamiltransferase possibilita determinar a origem de uma eleva\u00e7\u00e3o da fosfatase alcalina: se a \u03b3-GT estiver normal, a origem \u00e9 \u00f3ssea, caso contr\u00e1rio, \u00e9 intra ou extra-hep\u00e1tica.<\/p>\n<p>A baixa fosfatase alcalina costuma ser sin\u00f4nimo de disfun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica grave (insufici\u00eancia hepatocelular) que pode ter v\u00e1rias causas (hepatite ou cirrose, por exemplo). V\u00e1rias doen\u00e7as podem, contudo, explicar a diminui\u00e7\u00e3o s\u00e9rica desta enzima fora destes casos \u00f3bvios.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Doen\u00e7a de Wilson\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Essa degenera\u00e7\u00e3o hepatolenticular, doen\u00e7a autoss\u00f4mica recessiva, resulta em sobrecarga intra-hep\u00e1tica de cobre, ocorrendo de forma aguda ou cr\u00f4nica. Costuma se manifestar por dist\u00farbios neurol\u00f3gicos inespec\u00edficos, associados ao extravasamento da subst\u00e2ncia cinzenta na resson\u00e2ncia magn\u00e9tica cerebral, e por um anel de Kayser-Fleischer ao redor da c\u00f3rnea (que, no entanto, est\u00e1 ausente em metade das formas hep\u00e1ticas). A altera\u00e7\u00e3o funcional da prote\u00edna ATP7B induz a redu\u00e7\u00e3o da excre\u00e7\u00e3o biliar de cobre, causando seu ac\u00famulo no f\u00edgado, bem como a diminui\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o do cobre na ceruloplasmina, que \u00e9 reduzida no sangue (&lt; 0,1 g\/L), com um aumento da cupr\u00faria em 24 horas (&gt; 100 \u03bcg\/dia). Quando a capacidade de armazenamento do f\u00edgado \u00e9 excedida, o cobre \u00e9 liberado na circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea, lesando v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os. A doen\u00e7a de Wilson geralmente come\u00e7a com um per\u00edodo pr\u00e9-sintom\u00e1tico, durante o qual o ac\u00famulo de cobre hep\u00e1tico causa doen\u00e7a subcl\u00ednica que ent\u00e3o evolui para cirrose.<\/p>\n<p>N\u00edveis de fosfatase alcalina inferiores ao normal foram observados em 60% a 90% dos pacientes com doen\u00e7a de Wilson, principalmente nos que tinham insufici\u00eancia hep\u00e1tica grave. No entanto, n\u00edveis baixos de fosfatase alcalina n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos para este quadro e podem ser observados em outras hepatopatias. O mecanismo preciso permanece desconhecido, e a defici\u00eancia de zinco pode desempenhar algum papel.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Desnutri\u00e7\u00e3o\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>Pode diminuir a atividade da fosfatase alcalina por meio de diversos mecanismos, como as defici\u00eancias de prote\u00ednas, vitaminas, minerais e nutrientes essenciais para sua s\u00edntese e fun\u00e7\u00e3o. Em casos graves de les\u00e3o hep\u00e1tica, os n\u00edveis da fosfatase alcalina podem estar baixos e impactar a mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea. Por fim, as les\u00f5es intestinais ou a inflama\u00e7\u00e3o causada pela desnutri\u00e7\u00e3o podem diminuir a produ\u00e7\u00e3o da fosfatase alcalina. A hipoalbuminemia, frequentemente associada \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o, contribui para que seus n\u00edveis fiquem mais baixos do que o normal, especialmente nas crian\u00e7as.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Causas raras\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>V\u00e1rios estudos mostraram que a\u00a0<em>defici\u00eancia de zinco<\/em>\u00a0diminui a atividade das enzimas e minerais relacionados aos ossos, como fosfatase alcalina, c\u00e1lcio, f\u00f3sforo e magn\u00e9sio. N\u00edveis de 5&#8242;-nucleotidases abaixo do normal t\u00eam sido associados ao envenenamento por chumbo e \u00e0 anemia hemol\u00edtica sem esferocitose.<\/p>\n<p>A hipofosfatasia<em>,\u00a0<\/em>doen\u00e7a \u00f3ssea heredit\u00e1ria rara, sist\u00eamica e progressiva, \u00e9 caracterizada por uma defici\u00eancia gen\u00e9tica inespec\u00edfica da fosfatase alcalina dependente de vitamina B6 no tecido hep\u00e1tico, secund\u00e1ria a uma muta\u00e7\u00e3o no gene ALPL. \u00c9 fator de mau progn\u00f3stico nos lactentes.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Diminui\u00e7\u00e3o da \u03b3-glutamiltransferase<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>A \u03b3-glutamiltransferase est\u00e1 presente em v\u00e1rios tecidos, como f\u00edgado, dutos biliares, rins, p\u00e2ncreas e intestinos. Normalmente, colabora com a glutationa para transportar os pept\u00eddeos para o interior da c\u00e9lula atrav\u00e9s da membrana celular. Esta enzima micross\u00f4mica \u00e9 geralmente um marcador de colestase hep\u00e1tica cr\u00f4nica. Al\u00e9m disso, pode ser induzida por certos medicamentos e pelo \u00e1lcool. Os n\u00edveis s\u00e9ricos normais variam de 9 a 36\u00a0UI\/L nas mulheres e de 12 a 64\u00a0UI\/L nos homens.<\/p>\n<p>N\u00edveis abaixo do normal de \u03b3-glutamiltransferase foram observados na colestase intra-hep\u00e1tica aguda por les\u00e3o hep\u00e1tica de origem medicamentosa, viral e autoimune. O uso de clofibrato e susbt\u00e2ncias que interferem no remodelamento \u00f3sseo, como estrog\u00eanio, vitamina D e o horm\u00f4nio da paratireoide, tamb\u00e9m tem sido associado a baixos n\u00edveis de \u03b3-glutamiltransferase em alguns pacientes.<\/p>\n<ul>\n<li><b>Valores baixos das bilirrubinas<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>O valor total das bilirrubinas costuma ser inclu\u00eddo na chamada &#8220;prova de fun\u00e7\u00e3o hep\u00e1tica&#8221;, junto com as enzimas cl\u00e1ssicas mencionadas anteriormente. Ele \u00e9 dividido em bilirrubina direta (conjugada) e indireta (n\u00e3o conjugada). Uma eleva\u00e7\u00e3o maior da bilirrubina indireta em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 direta indica hem\u00f3lise. A bilirrubina direta \u00e9 um indicador da fun\u00e7\u00e3o de elimina\u00e7\u00e3o dos hepat\u00f3citos. Os valores normais est\u00e3o entre 2 e 7 mg\/L para bilirrubina livre e 1 a 3 mg\/L para a forma conjugada. Baixa bilirrubina pode ser uma consequ\u00eancia de:<\/p>\n<p>Em conclus\u00e3o, n\u00edveis mais baixos do que o normal das enzimas hep\u00e1ticas, como as aminotransferases, a fosfatase alcalina e a \u03b3-glutamiltransferase, podem estar associados a doen\u00e7as inesperadas, embora exames sejam frequentemente solicitados para rastrear doen\u00e7as hepatobiliares associadas ao seu aumento. Identificar essas altera\u00e7\u00f5es permite diagn\u00f3sticos e interven\u00e7\u00f5es precoces, antes do est\u00e1gio de fibrose hep\u00e1tica avan\u00e7ada.<\/p>\n<p>Como acontece com qualquer resultado laboratorial, erros s\u00e3o poss\u00edveis, e a repeti\u00e7\u00e3o do exame \u00e9 recomendada para confirmar os resultados antes de uma avalia\u00e7\u00e3o etiol\u00f3gica que ainda \u00e9 objeto de pesquisa, especialmente em casos relacionados \u00e0 defici\u00eancia de vitamina B6.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: MedScape Alguns par\u00e2metros hep\u00e1ticos s\u00e9ricos costumam ser solicitados no atendimento ambulatorial: aminotransferases (ALT e AST), fosfatase alcalina (FA), \u03b3-glutamiltransferase [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13580,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-17454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17454"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17454\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17455,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17454\/revisions\/17455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13580"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}