{"id":14992,"date":"2022-10-12T10:12:43","date_gmt":"2022-10-12T10:12:43","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=14992"},"modified":"2022-09-20T17:24:58","modified_gmt":"2022-09-20T17:24:58","slug":"beneficiario-obeso-custa-r-33-mil-por-ano-para-a-saude-suplementar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2022\/10\/beneficiario-obeso-custa-r-33-mil-por-ano-para-a-saude-suplementar\/","title":{"rendered":"Benefici\u00e1rio obeso custa R$ 33 mil por ano para a sa\u00fade suplementar"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2022-06\/beneficiario-obeso-custa-r-33-mil-por-ano-para-saude-suplementar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n<p>Um estudo encomendado pelo Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS) e realizado pela Orizon mostrou que o custo da obesidade grave e m\u00f3rbida no sistema de sa\u00fade suplementar do Brasil representa, por benefici\u00e1rio, R$ 2.750 por m\u00eas, o que somado ao ano resulta em R$ 33 mil. Segundo os dados da pesquisa apresentada no semin\u00e1rio\u00a0<em>Obesidade no Brasil: Impactos sociais e econ\u00f4micos e como vencer essa pandemia<\/em>, 22% dos sinistros que abrangem os anos entre 2015 e 2021, est\u00e3o relacionados a consequ\u00eancias diretas com a doen\u00e7a e representaram um gasto de R$ 4,8 bilh\u00f5es.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1467094&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1467094&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>De acordo com os dados, na capital paulista a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de obesos m\u00f3rbidos em 50% levaria a economia em sinistros de aproximadamente R$ 96 milh\u00f5es em 5 anos. O estudo mostra ainda que, embora doen\u00e7as graves como c\u00e2nceres e doen\u00e7as cardiovasculares cr\u00f4nicas tenham tratamentos de longo prazo caros, o diabetes tipo 2 \u00e9 a doen\u00e7a que mais custa para o sistema entre as comorbidades que podem ser prevenidas com a obesidade.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, a realiza\u00e7\u00e3o de cirurgia bari\u00e1trica n\u00e3o \u00e9 eficaz para intervir, a m\u00e9dio e longo prazo, nos custos de benefici\u00e1rios no sistema de sa\u00fade suplementar e por isso n\u00e3o deve ser considerada como a \u00fanica forma de combate a obesidade dentro do sistema.<\/p>\n<p>O estudo avaliou os dados de faturamento de 9 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios, o que corresponde a 19% dos v\u00ednculos da sa\u00fade suplementar. Foram estudados pouco mais de 80 mil benefici\u00e1rios portadores da doen\u00e7a entre junho de 2015 a junho de 2021.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, os benefici\u00e1rios com obesidade grave ou m\u00f3rbida s\u00e3o 0,84% do total, ou seja, 84 em cada 10 mil. Entre os estudados, 60% dos gastos das operadoras s\u00e3o com o p\u00fablico feminino e 32% com o masculino.<\/p>\n<h2>Futuro<\/h2>\n<p>Outro estudo apresentado no semin\u00e1rio, intitulado\u00a0<em>Cen\u00e1rios para o futuro: como o aumento da preval\u00eancia da obesidade entre benefici\u00e1rios pode impactar a sustentabilidade da sa\u00fade suplementar<\/em>, revelou que em um cen\u00e1rio com aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o sobre a taxa de obesidade, esse \u00edndice passaria de 26,8% em 2019 para 46,04% em 2030. Com isso, a despesa assistencial por benefici\u00e1rio chegaria a R$ 3.131,37 (crescimento de 47,4%) e o percentual da despesa associado \u00e0 obesidade atingiria 55,47% em 2030.<\/p>\n<p>Se houvesse uma pol\u00edtica de combate \u00e0 obesidade exitosa, reduzindo o problema pela metade, a despesa assistencial por benefici\u00e1rio seria de R$ 1.463,11, o que corresponde a uma redu\u00e7\u00e3o de 31,1% e a parcela associada \u00e0 obesidade seria de 5% em 2030. \u201cOs resultados apontam a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o efetivas no setor de sa\u00fade suplementar com foco na obesidade para a sustentabilidade a longo prazo do setor\u201d, conclui o estudo.<\/p>\n<p>De acordo com as estimativas, em um cen\u00e1rio de aus\u00eancia de interven\u00e7\u00e3o sobre a taxa de obesidade, a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de aumento da preval\u00eancia da obesidade, o que levaria a uma despesa de R$ 3.131,37 por benefici\u00e1rio, com percentual da despesa associado de 55,47%, em 2030. Em um cen\u00e1rio em que houvessem a\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 obesidade com redu\u00e7\u00e3o de sua preval\u00eancia pela metade os valores ficariam em R$ 1.463,11, com parcela associada \u00e0 obesidade de menos de 5% em 2030, como consequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cEsse exerc\u00edcio permite ter uma ideia de como uma a\u00e7\u00e3o bem aplicada poderia impactar de forma relevante as despesas assistenciais. Embora exista uma gama de interven\u00e7\u00f5es consideradas eficazes para gest\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da obesidade, sua oferta em larga escala ainda representa um desafio para os sistemas de sa\u00fade. Tais estrat\u00e9gias preventivas em larga escala demandam financiamento e supera\u00e7\u00e3o de barreiras como infraestrutura m\u00e9dica limitada, fatores socioculturais, prioridades de sa\u00fade concorrentes\u201d, destacou o estudo.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que \u00e9 muito dif\u00edcil conseguir redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia da obesidade, ainda mais nesse ritmo. O prop\u00f3sito dos estudos foi o de mostrar os impactos dessa tend\u00eancia de aumento da preval\u00eancia da obesidade, que levou o F\u00f3rum de Davos a equipar\u00e1-la a uma pandemia mundial. Esses n\u00fameros podem e devem ser aperfei\u00e7oados e deve ser objeto de intensos debates. Mesmo que contenham certa imprecis\u00e3o, s\u00e3o suficientemente significativos para recomendar a\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas que visem a conten\u00e7\u00e3o e mesmo redu\u00e7\u00e3o dessa escalada da obesidade\u201d, disse o superintendente executivo do IESS, Jos\u00e9 Cechin.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade foi procurado para comentar os dados, mas n\u00e3o respondeu.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil Um estudo encomendado pelo Instituto de Estudos de Sa\u00fade Suplementar (IESS) e realizado pela Orizon mostrou que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13633,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-14992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14994,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14992\/revisions\/14994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13633"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}