{"id":14378,"date":"2022-08-31T11:28:36","date_gmt":"2022-08-31T11:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=14378"},"modified":"2022-06-22T12:59:40","modified_gmt":"2022-06-22T12:59:40","slug":"associacao-complexa-entre-microbioma-intestinal-e-resposta-a-imunoterapia-no-melanoma-avancado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2022\/08\/associacao-complexa-entre-microbioma-intestinal-e-resposta-a-imunoterapia-no-melanoma-avancado\/","title":{"rendered":"Associa\u00e7\u00e3o complexa entre microbioma intestinal e resposta \u00e0 imunoterapia no melanoma avan\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/portugues.medscape.com\/verartigo\/6507665\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">MedScape<\/a><\/p>\n<p>Uma metan\u00e1lise em larga escala verificou que o microbioma intestinal influencia a resposta dos pacientes com melanoma avan\u00e7ado \u00e0 terapia com inibidores do ponto de controle imunol\u00f3gico, mas a rela\u00e7\u00e3o parece ser mais complexa do que se pensava anteriormente.<\/p>\n<p>No geral, os pesquisadores identificaram um painel de esp\u00e9cies, como\u00a0<em>Roseburia<\/em>\u00a0spp. e\u00a0<em>Akkermansia muciniphila<\/em>, associado a respostas \u00e0 terapia com inibidores do ponto de controle imunol\u00f3gico. No entanto, nenhuma esp\u00e9cie foi um &#8220;biomarcador totalmente consistente&#8221; em todos os estudos, explicaram os autores.<\/p>\n<p>Essa \u201can\u00e1lise de aprendizado de m\u00e1quina confirmou a associa\u00e7\u00e3o entre o microbioma intestinal e as taxas de resposta global e a sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a com inibidores do ponto de controle imunol\u00f3gico, mas tamb\u00e9m revelou reprodutibilidade limitada de assinaturas de microbiomas entre as coortes\u201d, relataram a Dra. Karla A. Lee, Ph.D., pesquisadora cl\u00ednica no\u00a0<em>King&#8217;s College London<\/em>, no Reino Unido, e colaboradores. Os resultados sugerem que &#8220;o microbioma seja preditivo de resposta em algumas coortes, mas n\u00e3o em todas&#8221;.<\/p>\n<p>Os achados foram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-022-01695-5\">publicados\u00a0<em>on-line<\/em>\u00a0<\/a>em 28 de fevereiro no peri\u00f3dico\u00a0<em>Nature Medicine<\/em>.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os recentes em terapias-alvo para o melanoma, menos da metade dos pacientes que recebem um inibidor do ponto de controle imunol\u00f3gico como agente \u00fanico apresentam resposta, e aqueles que recebem terapia combinada geralmente sofrem de graves problemas relacionados \u00e0 toxicidade medicamentosa. Por essa raz\u00e3o, identificar pacientes com maior probabilidade de responder a um inibidor do ponto de controle imunol\u00f3gico como agente \u00fanico tornou-se uma prioridade.<\/p>\n<p>Estudos anteriores identificaram o microbioma intestinal como \u201cum potencial biomarcador de resposta, bem como um alvo terap\u00eautico\u201d no melanoma e outros tipos de c\u00e2ncer, mas \u201cexiste pouco consenso sobre quais caracter\u00edsticas do microbioma est\u00e3o associadas \u00e0s respostas ao tratamento em humanos\u201d, explicaram os autores.<\/p>\n<p>Para elucidar ainda mais a rela\u00e7\u00e3o entre microbioma intestinal e imunoterapia, os pesquisadores realizaram o sequenciamento metagen\u00f4mico de amostras de fezes coletadas de 165 pacientes virgens de tratamento com inibidores do ponto de controle imunol\u00f3gico com\u00a0melanoma cut\u00e2neo\u00a0irressec\u00e1vel em est\u00e1gio III ou IV, provenientes de cinco coortes observacionais dos Pa\u00edses Baixos, do Reino Unido e da Espanha. Esses dados foram integrados com 147 amostras de conjuntos de dados dispon\u00edveis publicamente.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, os autores destacaram a variabilidade nos achados entre esses estudos observacionais. Por exemplo, foram analisadas amostras de fezes de um estudo observacional de pacientes com melanoma do Reino Unido (PRIMM-UK) e constatou-se uma diferen\u00e7a pequena, mas estatisticamente significativa, na composi\u00e7\u00e3o do microbioma intestinal de respondedores \u00e0 imunoterapia\u00a0<em>versus<\/em>\u00a0n\u00e3o respondedores (<em>P<\/em>\u00a0= 0,05), mas n\u00e3o se identificou tal associa\u00e7\u00e3o em um estudo paralelo nos Pa\u00edses Baixos (PRIMM-NL,\u00a0<em>P<\/em> = 0,61).<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m exploraram biomarcadores de resposta em diferentes coortes e observaram v\u00e1rios destaques. Em ensaios usando taxas de resposta global como desfecho, duas esp\u00e9cies de\u00a0<em>Roseburia<\/em>\u00a0n\u00e3o cultivadas (CAG:182 e CAG:471) foram associadas a respostas a inibidores do ponto de controle imunol\u00f3gico. Para pacientes com dados de sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a dispon\u00edveis, as esp\u00e9cies\u00a0<em>Phascolarctobacterium succinatutens<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Lactobacillus<\/em>\u00a0<em>vaginalis<\/em>\u00a0estavam &#8220;elevadas em respondedores&#8221; em sete conjuntos de dados e foram significativas em tr\u00eas das oito abordagens de metan\u00e1lise. As esp\u00e9cies\u00a0<em>A. muciniphila<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Dorea formicigenerans<\/em>\u00a0tamb\u00e9m foram associadas a taxas de resposta global e sobrevida livre de progress\u00e3o da doen\u00e7a aos 12 meses em v\u00e1rias metan\u00e1lises.<\/p>\n<p>No entanto, &#8220;nenhuma bact\u00e9ria foi um biomarcador de resposta totalmente consistente em todos os conjuntos de dados&#8221;, escreveram os autores.<\/p>\n<p>Ainda assim, os achados podem ter implica\u00e7\u00f5es importantes para mais de 50% dos pacientes com melanoma avan\u00e7ado que n\u00e3o respondem \u00e0 terapia com inibidor do ponto de controle imunol\u00f3gico como agente \u00fanico.<\/p>\n<p>\u201cNosso estudo mostra que estudar o microbioma \u00e9 importante para melhorar e personalizar as imunoterapias para o melanoma\u201d, disse o coautor do estudo Dr. Nicola Segata, Ph.D., pesquisador chefe do Laborat\u00f3rio de Metagen\u00f4mica Computacional da\u00a0<em>Universit\u00e0 degli Studi di Trento<\/em>, na It\u00e1lia, em um comunicado de imprensa. \u201cNo entanto, tamb\u00e9m sugere que, devido \u00e0 variabilidade do microbioma intestinal de pessoa para pessoa, estudos ainda maiores devem ser realizados para entender as caracter\u00edsticas microbianas intestinais espec\u00edficas com maior probabilidade de levar a uma resposta positiva \u00e0 imunoterapia\u201d.<\/p>\n<p>O coautor\u00a0Dr. Tim Spector, Ph.D., chefe do Departamento de Pesquisa de G\u00eameos e Epidemiologia Gen\u00e9tica do\u00a0<em>King&#8217;s College London<\/em>, no Reino Unido, acrescentou que &#8220;o objetivo final \u00e9 identificar quais caracter\u00edsticas espec\u00edficas do microbioma est\u00e3o influenciando diretamente os benef\u00edcios cl\u00ednicos da imunoterapia para explor\u00e1-las em novas abordagens personalizadas para favorecer a imunoterapia contra o c\u00e2ncer&#8221;.<\/p>\n<p>Enquanto isso, disse ele, &#8220;este estudo destaca o impacto potencial de uma boa alimenta\u00e7\u00e3o e da sa\u00fade intestinal nas chances de sobrevida de pacientes tratados com imunoterapia&#8221;.<\/p>\n<p><em>O estudo foi coordenado pelo\u00a0<\/em>King&#8217;s College London<em>, Departamento CIBIO da\u00a0<\/em>Universit\u00e0 degli Studi di Trento<em>\u00a0e\u00a0<\/em>Istituto Europeo di Oncologia<em>, na It\u00e1lia, e pela\u00a0<\/em>Rijksuniversiteit Groningen<em>, nos Pa\u00edses Baixos, e foi financiado pela\u00a0<\/em>Seerave Foundation<em>.\u00a0<\/em><em>Os Drs. Karla, Nicola e Tim informaram n\u00e3o ter conflitos de interesses.<\/em><\/p>\n<p><em>Nature Med.\u00a0<\/em>Publicado\u00a0<em>on-line<\/em>\u00a0em 28 de fevereiro de 2022.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41591-022-01695-5\">Texto completo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: MedScape Uma metan\u00e1lise em larga escala verificou que o microbioma intestinal influencia a resposta dos pacientes com melanoma avan\u00e7ado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14031,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-14378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14378"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14380,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14378\/revisions\/14380"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14031"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}