{"id":14244,"date":"2022-08-03T12:58:37","date_gmt":"2022-08-03T12:58:37","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=14244"},"modified":"2022-06-22T12:55:42","modified_gmt":"2022-06-22T12:55:42","slug":"risco-de-obesidade-e-45-maior-entre-adolescentes-que-comem-muito-ultraprocessados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2022\/08\/risco-de-obesidade-e-45-maior-entre-adolescentes-que-comem-muito-ultraprocessados\/","title":{"rendered":"Risco de obesidade \u00e9 45% maior entre adolescentes que comem muito ultraprocessados"},"content":{"rendered":"<p>fonte: <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2022\/03\/risco-de-obesidade-e-45-maior-entre-adolescentes-que-comem-muito-ultraprocessados.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ag\u00eancia Fapesp<\/a><\/p>\n<p>Com base em dados de 3.587 adolescentes de 12 a 19 anos que participaram do inqu\u00e9rito nacional de sa\u00fade e nutri\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos, pesquisadores da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) calcularam o quanto o\u00a0consumo de alimentos\u00a0ultraprocessados\u00a0impacta no risco de\u00a0obesidade.<\/p>\n<p>No estudo, os jovens foram divididos em tr\u00eas grupos de acordo com a quantidade ingerida desses produtos.<\/p>\n<p>Ao comparar os que mais comiam ultraprocessados (em m\u00e9dia 64% do total de gramas da dieta) com aqueles que comiam menos (18,5% em m\u00e9dia), observou-se que os do primeiro grupo tinham 45% mais chance de obesidade, 52% mais chance de obesidade abdominal (gordura localizada na barriga) e \u2013o dado mais preocupante\u2013 63% mais chance de obesidade visceral (ac\u00famulo de gordura entre os \u00f3rg\u00e3os), que est\u00e1 altamente relacionada com o desenvolvimento de hipertens\u00e3o, doen\u00e7a arterial coronariana, diabetes tipo 2, dislipidemia e aumento do risco de mortalidade.<\/p>\n<p>Os resultados completos da pesquisa, apoiada pela Fapesp,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S2212267222000338\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">foram divulgados no Journal of the Academy of Nutrition and\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S2212267222000338\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Dietetics<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;A evid\u00eancia cient\u00edfica tornou-se bastante s\u00f3lida em rela\u00e7\u00e3o ao papel negativo dos alimentos ultraprocessados na pandemia de obesidade. Isso est\u00e1 muito bem demonstrado para os adultos. Entre os jovens j\u00e1 hav\u00edamos constatado que o consumo desses produtos \u00e9 elevado \u2013representando cerca de dois ter\u00e7os da dieta dos adolescentes norte-americanos\u2013, mas os resultados referentes \u00e0 associa\u00e7\u00e3o entre padr\u00f5es alimentares baseados em ultraprocessados e desfechos de sa\u00fade, entre eles a obesidade, eram escassos e inconsistentes&#8221;, explica Daniela Neri, primeira autora do artigo e integrante do N\u00facleo de Pesquisas Epidemiol\u00f3gicas em Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade (Nupens) da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP.<\/p>\n<h3 id=\"contexto\" class=\"c-news__subtitle\">CONTEXTO<\/h3>\n<p>Coordenada pelo professor Carlos Augusto Monteiro, a equipe do Nupens foi pioneira em associar as mudan\u00e7as no processamento industrial de alimentos com a pandemia de obesidade, que teve in\u00edcio nos Estados Unidos nos anos 1980 e, no s\u00e9culo 21, atingiu a maioria dos pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>Com base nessa hip\u00f3tese, o grupo desenvolveu uma classifica\u00e7\u00e3o para os alimentos, denominada Nova, baseada no n\u00edvel de processamento industrial.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/alimentos-ultraprocessados-sao-ruins-para-as-pessoas-e-para-o-ambiente\/20820\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">trabalho embasou as recomenda\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0do Guia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira lan\u00e7ado em 2014, que recomenda priorizar as prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias com alimentos in natura ou minimamente processados e evitar os ultraprocessados \u2013categoria que pode incluir desde refrigerantes, bolachas recheadas e salgadinhos de pacote at\u00e9 mesmo um aparentemente inocente p\u00e3o de forma integral.<\/p>\n<p>&#8220;De modo geral, os alimentos e bebidas ultraprocessados cont\u00eam aditivos qu\u00edmicos \u2013como corantes, aromatizantes, emulsificantes e espessantes\u2013 que buscam melhorar as caracter\u00edsticas sensoriais do produto. Muitos deles t\u00eam alta densidade energ\u00e9tica e teores elevados de a\u00e7\u00facar e gordura, o que contribui diretamente para o ganho de peso&#8221;, explica Neri.<\/p>\n<p>&#8220;Mas mesmo aqueles com baixas calorias, como o refrigerante diet, podem favorecer o desenvolvimento de obesidade de formas que v\u00e3o al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o nutricional. Por exemplo, interferindo na sinaliza\u00e7\u00e3o de saciedade do organismo ou modificando a microbiota do intestino&#8221;, completa.<\/p>\n<h3 id=\"metodologia\" class=\"c-news__subtitle\">METODOLOGIA<\/h3>\n<p>Na pesquisa rec\u00e9m-publicada, a dieta dos adolescentes foi avaliada por meio de uma metodologia conhecida como Recordat\u00f3rio Alimentar de 24 horas, que consiste na obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre os tipos e as quantidades de todos os alimentos e bebidas ingeridos no dia que antecede a entrevista, bem como os hor\u00e1rios e os locais de consumo das refei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A maioria dos participantes inclu\u00eddos na an\u00e1lise (86%) passou por duas entrevistas do tipo, com um intervalo de duas semanas entre elas.<\/p>\n<p>Com base nesse recordat\u00f3rio, os jovens foram divididos em tr\u00eas grupos. No primeiro estavam os que consumiam at\u00e9 29% dos gramas totais da dieta em ultraprocessados. No segundo, aqueles para os quais esse percentual variou entre 29% e 47% e, no \u00faltimo tercil, ficaram aqueles com valores acima de 48%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram avaliados os dados antropom\u00e9tricos dos participantes, entre eles peso, altura e circunfer\u00eancia da cintura. Esses \u00edndices foram avaliados para idade e sexo, de acordo com o padr\u00e3o de crescimento do Centro de Controle de Doen\u00e7as (CDC) dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;O risco de obesidade total foi estimado com base no IMC, que \u00e9 calculado dividindo o peso [em quilos] pela altura ao quadrado [em metros]. J\u00e1 para avaliar a obesidade abdominal nos baseamos na medida da circunfer\u00eancia abdominal. E um par\u00e2metro menos conhecido, que \u00e9 o di\u00e2metro abdominal sagital, foi usado como proxy [valor representativo] da obesidade visceral&#8221;, conta Neri.<\/p>\n<p>Como explica a pesquisadora, o di\u00e2metro abdominal sagital \u00e9 uma forma indireta e n\u00e3o invasiva de mensurar a quantidade de gordura entre os \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>&#8220;O indiv\u00edduo deita na maca e, com uma esp\u00e9cie de r\u00e9gua [paqu\u00edmetro], \u00e9 aferida a dist\u00e2ncia entre a parte inferior das costas at\u00e9 a regi\u00e3o do umbigo, de modo que a gordura subcut\u00e2nea mais mole caia para os lados e a gordura visceral, mais r\u00edgida, permane\u00e7a no local. Desse modo, evitam-se eventuais erros de medi\u00e7\u00e3o que poderiam ser causados por dobras na regi\u00e3o da cintura.&#8221;<\/p>\n<p>Todos os dados avaliados na pesquisa da USP foram extra\u00eddos do National Health and Nutrition Examination Survey (Nhanes) \u2013o inqu\u00e9rito nacional de sa\u00fade e nutri\u00e7\u00e3o realizado continuamente nos Estados Unidos. Trata-se de um banco p\u00fablico de dados que abrange uma amostra nacionalmente representativa da popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>No estudo, foram usadas informa\u00e7\u00f5es coletadas entre 2011 e 2016. Segundo Neri, as conclus\u00f5es podem ser extrapoladas para os jovens brasileiros, que tamb\u00e9m est\u00e3o expostos desde cedo aos alimentos ultraprocessados, ainda que em menor propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;No Brasil n\u00e3o h\u00e1 nenhum levantamento que forne\u00e7a, ao mesmo tempo, informa\u00e7\u00f5es sobre consumo alimentar de adolescentes e dados antropom\u00e9tricos coletados em avalia\u00e7\u00f5es presenciais. Esse tipo de inqu\u00e9rito nutricional tem alto custo e requer financiamento cont\u00ednuo. No pa\u00eds h\u00e1 algumas iniciativas similares, por\u00e9m, mais simples&#8221;, comenta Neri.<\/p>\n<p>No Vigitel, que \u00e9 o inqu\u00e9rito nacional conduzido anualmente pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para monitorar fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o para doen\u00e7as cr\u00f4nicas, por exemplo, a coleta de dados \u00e9 feita por telefone e somente com pessoas acima de 18 anos.<\/p>\n<p>Os dados mais recentes desse levantamento, divulgados em janeiro deste ano pelo Instituto de Estudos para Pol\u00edticas de Sa\u00fade (IEPS), apontam que a taxa de obesidade na popula\u00e7\u00e3o adulta do Brasil passou de 11,8% em 2006 para 21,5% em 2020, ou seja, praticamente dobrou.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) traz dados sobre o consumo alimentar de adolescentes e adultos no pa\u00eds, mas n\u00e3o cont\u00e9m informa\u00e7\u00f5es sobre o estado de sa\u00fade dos pesquisados.<\/p>\n<p>Segundo a edi\u00e7\u00e3o mais recente da POF, feita entre 2017 e 2018, mais da metade (53,4%) das calorias consumidas pelos brasileiros v\u00eam dos alimentos in natura (verduras, frutas, carnes, leite etc.) ou minimamente processados (gr\u00e3os e farinhas, por exemplo), 15,6% de ingredientes culin\u00e1rios processados (como sal, a\u00e7\u00facar e azeite), 11,3% de alimentos processados (queijos, p\u00e3es artesanais, frutas e legumes em conserva) e 19,7% de alimentos ultraprocessados.<\/p>\n<p>Entre os adolescentes analisados na POF a propor\u00e7\u00e3o de ultraprocessados representa 27% do total de calorias di\u00e1rias, enquanto entre adultos com 60 anos ou mais esse percentual \u00e9 de 15,1%.<\/p>\n<h3 id=\"comparacoes\" class=\"c-news__subtitle\">COMPARA\u00c7\u00d5ES<\/h3>\n<p>Em outro estudo conduzido no Nupens e\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/obr.13387\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">divulgado na revista Obesity\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/obr.13387\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Reviews<\/a>, os pesquisadores compararam os dados sobre o padr\u00e3o alimentar dos adolescentes da POF 2017-2018 com informa\u00e7\u00f5es similares de outros sete pa\u00edses: Argentina, Austr\u00e1lia, Chile, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Estados Unidos e Reino Unido.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos ultraprocessados na dieta dos jovens variou bastante entre as na\u00e7\u00f5es \u2013sendo menor na Col\u00f4mbia (19% das calorias da dieta) e no Brasil (27%) e mais alta entre os brit\u00e2nicos (68%) e norte-americanos (66%). Apesar da discrep\u00e2ncia no consumo, o impacto na qualidade da dieta foi muito parecido em todas as popula\u00e7\u00f5es avaliadas, conta Neri \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>&#8220;Nesse estudo os jovens tamb\u00e9m foram divididos em grupos de acordo com o consumo de ultraprocessados. E observamos que, \u00e0 medida que aumenta a participa\u00e7\u00e3o desses produtos, h\u00e1 uma piora na qualidade da dieta, ou seja, cresce a densidade energ\u00e9tica e os teores de a\u00e7\u00facar. Por outro lado, ocorre redu\u00e7\u00e3o de fibras. O efeito negativo \u00e9 muito parecido em todos os pa\u00edses, independentemente da propor\u00e7\u00e3o de ultraprocessados, da regi\u00e3o ou da cultura.&#8221;<\/p>\n<p>Embora o arroz com feij\u00e3o ainda seja a base da alimenta\u00e7\u00e3o brasileira, ressalta a pesquisadora, um levantamento divulgado no ano passado pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade revelou que o consumo de ultraprocessados \u00e9 frequente no pa\u00eds at\u00e9 mesmo entre crian\u00e7as com menos de 5 anos: mais de 80% dos indiv\u00edduos nessa faixa et\u00e1ria fazem uso regular.<\/p>\n<p>&#8220;A ingest\u00e3o desses produtos tira o espa\u00e7o do alimento in natura ou minimamente processado em uma fase em que os h\u00e1bitos alimentares est\u00e3o sendo formados&#8221;, alerta Neri. &#8220;Essa exposi\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes a esses alimentos obesog\u00eanicos representa uma verdadeira programa\u00e7\u00e3o para problemas futuros de sa\u00fade. \u00c9 realmente preocupante.&#8221;<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, controlar essa exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que est\u00e1 al\u00e9m da capacidade das fam\u00edlias, uma vez que seria necess\u00e1rio remodelar todo o sistema alimentar atual.<\/p>\n<p>&#8220;Al\u00e9m de conscientizar os consumidores, \u00e9 preciso agir em v\u00e1rias frentes por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas. H\u00e1 diferentes estrat\u00e9gias poss\u00edveis, como restringir a publicidade, principalmente para crian\u00e7as, e aumentar a tributa\u00e7\u00e3o desses produtos, ao mesmo tempo em que se amplia o acesso aos alimentos in natura. Outra medida fundamental diz respeito aos r\u00f3tulos, que devem trazer informa\u00e7\u00f5es mais claras para guiar as escolhas alimentares dos consumidores&#8221;, avalia Neri.<\/p>\n<p>Os estudos publicados pela equipe do Nupens receberam financiamento da Fapesp por meio de cinco projetos (15\/14900-9, 16\/25853-4, 18\/17972-9, 19\/22278-7 e 16\/14302-7).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Fapesp Com base em dados de 3.587 adolescentes de 12 a 19 anos que participaram do inqu\u00e9rito nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14121,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-14244","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14244"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14246,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14244\/revisions\/14246"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}