{"id":14164,"date":"2022-03-09T12:29:56","date_gmt":"2022-03-09T12:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=14164"},"modified":"2022-03-09T12:29:56","modified_gmt":"2022-03-09T12:29:56","slug":"realidade-virtual-e-ferramenta-para-tratar-pacientes-com-sequelas-da-covid-19-e-cancer-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2022\/03\/realidade-virtual-e-ferramenta-para-tratar-pacientes-com-sequelas-da-covid-19-e-cancer-infantil\/","title":{"rendered":"Realidade virtual \u00e9 ferramenta para tratar pacientes com sequelas da Covid-19 e c\u00e2ncer infantil"},"content":{"rendered":"<p>fonte: O Globo<\/p>\n<p>\u00c9 andando em uma esteira parecida com as de academia que a pediatra Ednar Cerqueira, de 72 anos, trata as sequelas deixadas pela Covid-19, em especial a dificuldade de se locomo\u00e7\u00e3o. Mas se engana quem pensa que o tratamento \u00e9 s\u00f3 a atividade f\u00edsica: com os passos na esteira, a aposentada tamb\u00e9m comanda um jogo de realidade virtual exibido em uma tela em frente ao equipamento.<\/p>\n<p>A din\u00e2mica \u00e9 simples: para desviar de obst\u00e1culos do jogo e cumprir as miss\u00f5es colocadas, ela precisa se locomover na vida real, trabalhando o esfor\u00e7o f\u00edsico e o planejamento motor.<\/p>\n<p>\u2014 Melhorei meu equil\u00edbrio, minha mobilidade. E j\u00e1 estou pr\u00e1tica nos joguinhos, que s\u00e3o at\u00e9 divertidos \u2014 conta a pediatra.<\/p>\n<p>Apesar de ser mais conhecida por sua presen\u00e7a no mundo dos games, a realidade virtual tem se mostrado uma grande aliada para a reabilita\u00e7\u00e3o de pacientes com sequelas da Covid-19. Mas h\u00e1 ainda outros usos da tecnologia, como tratamento de fobias e recupera\u00e7\u00e3o de pacientes com paralisia nas pernas ou nos bra\u00e7os. Estudos recentes ainda mostram que a estrat\u00e9gia tamb\u00e9m reduz sensa\u00e7\u00e3o de dor no tratamento de c\u00e2ncer infantil.<\/p>\n<p>No caso da Covid-19, o m\u00e9dico fisiatra Andre Sugawara, da Rede Lucy Montoro, explica que a doen\u00e7a altera o sistema nervoso central e faz com que muitas pessoas se esque\u00e7am de como executar tarefas simples, como andar e movimentar os bra\u00e7os.<\/p>\n<p>\u2014 O treino motor associado \u00e0 realidade virtual acelera a recupera\u00e7\u00e3o e restitui\u00e7\u00e3o dessas mem\u00f3rias inconscientes \u2014 explica ele.<\/p>\n<p>Ednar, que veio de Macei\u00f3 a S\u00e3o Paulo para se tratar na Lucy Montoro, conta que viu o progresso na vida real e no game.<\/p>\n<p>Em uma das simula\u00e7\u00f5es, ela comanda um carrinho de supermercado que se move de acordo com seus passos na esteira. O objetivo \u00e9 coletar ingredientes para montar uma pizza.<\/p>\n<p>\u2014 Quando eu cheguei, n\u00e3o conseguia montar nenhuma pizza. Hoje j\u00e1 fa\u00e7o tr\u00eas \u2014 diz ela, que por conta da Covid precisou se afastar do emprego. \u2014 Melhorei meu equil\u00edbrio, minha mobilidade. E j\u00e1 estou pr\u00e1tica nos joguinhos, que s\u00e3o at\u00e9 divertidos.<\/p>\n<p>A realidade virtual tamb\u00e9m ajuda no tratamento de Maria Del Pilar, de 62 anos, que sofreu uma parada cardiorrespirat\u00f3ria em maio de 2019 e ficou tr\u00eas meses em coma. Quando acordou, a engenheira qu\u00edmica aposentada s\u00f3 conseguia mexer os olhos, relatou ao GLOBO a sua cuidadora, Josiane Silva Santos, de 48 anos.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\">\n<div class=\"block__advertising\"><\/div>\n<\/div>\n<p>\u2014 Com as fisioterapias rob\u00f3ticas, hoje ela consegue ficar de p\u00e9, ajudar a gente a levantar, virar na cama \u2014afirma Josiane, completando que todo o tratamento \u00e9 feito pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<\/p>\n<p>Como Pilar ainda n\u00e3o consegue andar, a caminhada na esteira \u00e9 feita com a ajuda de um suporte preso no quadril e nas pernas, o que d\u00e1 seguran\u00e7a para ela ficar de p\u00e9 e poder andar.<\/p>\n<p>O jogo da realidade virtual simula uma caminhada e, ao final, exibe os metros percorridos e a quantidade de passos.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 um momento de independ\u00eancia para ela \u2014 diz a cuidadora. \u2014 A gente percebe uma melhora vis\u00edvel .<\/p>\n<p>De acordo com Andre Sugawara, a impossibilidade de andar ou a paralisia fazem apagar a \u201cmem\u00f3ria\u201d do movimento no corpo.<\/p>\n<p>\u2014 A realidade virtual facilita o uso de v\u00e1rios recursos cerebrais para simular o movimento e fazer o c\u00e9rebro reconstruir a mem\u00f3ria de como se faz as tarefas. Desta forma, diversas \u00e1reas cerebrais s\u00e3o ativadas, levando \u00e0 competi\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o, satisfa\u00e7\u00e3o e repeti\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o as bases da neuroci\u00eancia para o aprendizado \u2014 explica.<\/p>\n<h2>Tratamento de c\u00e2ncer infantil<\/h2>\n<p>Um estudo recente feito por Michelle Zampar Silva, mestra e doutora pelo programa de Sa\u00fade da Crian\u00e7a e do Adolescente pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP), mostrou que a realidade virtual tamb\u00e9m reduz a dor aguda durante a coleta de sangue de crian\u00e7as e adolescentes em tratamento de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p>\u2014 Comparamos um dia de coleta de sangue sem o uso do \u00f3culos de realidade virtual e depois com o uso. O resultado foi a diminui\u00e7\u00e3o do choro, da agita\u00e7\u00e3o. E pelo ox\u00edmetro, vimos que a frequ\u00eancia card\u00edaca, que \u00e9 mais alta quando h\u00e1 dor, tamb\u00e9m diminuiu \u2014 disse Michelle, ressaltando que a pesquisa foi feita com 50 pacientes, de 5 a 18 anos, que aceitaram jogar o jogo durante a retirada de sangue.<\/p>\n<p>De acordo com a especialista, isso ocorre porque h\u00e1 distra\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o do paciente , que fica voltada para o equipamento da realidade virtual imersiva e se torna mais interessante do que oprocesso externo de rotina.<\/p>\n<p>\u2014 Al\u00e9m da dor, as crian\u00e7as tamb\u00e9m nos relataram que o \u00f3culos era um lazer no hospital, uma brincadeira, o que \u00e9 muito importante, pois h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o das atividades de lazer com amigos, fam\u00edlias e outras redes sociais neste per\u00edodo.<\/p>\n<p>O jogo utilizado por Michelle foi desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), sob orienta\u00e7\u00e3o de Dr. Elvis Terci Valera e Dra. Luzia Iara Pfeifer. Ao todo, s\u00e3o tr\u00eas fases cujo n\u00edvel de dificuldade pode ser alterado de acordo com o paciente. A ambienta\u00e7\u00e3o do jogo considerou a realidade do p\u00fablico, diz Michelle. Os ambientes t\u00eam \u00e1rvores, e n\u00e3o neve ou o frio, que fazem alus\u00e3o ao ambiente hospitalar. E o personagem \u00e9 uma crian\u00e7a, com aspecto saud\u00e1vel, justamente para o paciente se espelhar no pr\u00f3prio avatar.<\/p>\n<p>A especialista diz ainda que a tecnologia vem sendo utilizada para outros fins, como tratamento de fobias. No caso da realidade virtual aumentada, onde o ambiente virtual se conecta com o f\u00edsico, serve como uma atividade f\u00edsica e que tira o paciente do \u00f3cio, que \u00e9 mais frequente durante a hospitaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: O Globo \u00c9 andando em uma esteira parecida com as de academia que a pediatra Ednar Cerqueira, de 72 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14166,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-14164","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14164","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14164"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14164\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":14167,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14164\/revisions\/14167"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14164"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14164"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14164"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}