{"id":13753,"date":"2022-02-04T10:19:29","date_gmt":"2022-02-04T10:19:29","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=13753"},"modified":"2022-01-31T18:28:28","modified_gmt":"2022-01-31T18:28:28","slug":"no-diabetes-cistos-pancreaticos-de-crescimento-acelerado-sao-um-alerta-vermelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2022\/02\/no-diabetes-cistos-pancreaticos-de-crescimento-acelerado-sao-um-alerta-vermelho\/","title":{"rendered":"No diabetes, cistos pancre\u00e1ticos de crescimento acelerado s\u00e3o um alerta vermelho"},"content":{"rendered":"<p>fonte: MedScape<\/p>\n<p>Novos resultados de uma an\u00e1lise retrospectiva feita em um \u00fanico centro sugerem que pessoas com diabetes e cistos pancre\u00e1ticos apresentam cistos maiores no momento do diagn\u00f3stico e uma taxa de crescimento acelerado em seguida. Tabagismo foi independentemente associado \u00e0 taxa de crescimento acelerado.<\/p>\n<p>A maioria dos pacientes com\u00a0<a href=\"https:\/\/emedicine.medscape.com\/article\/280605-overview\">c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas<\/a>\u00a0havia sido previamente diagnosticada com hiperglicemia e diabetes, e o c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas pode causar diabetes. &#8220;Esse tipo de causalidade dupla levanta quest\u00f5es sobre se a hiperglicemia, ou o novo diagn\u00f3stico de diabetes em si, pode ser um pren\u00fancio de c\u00e2ncer ou pr\u00e9-c\u00e2ncer. Esses pacientes deveriam ser monitorados mais de perto?&#8221;, disse o Dr. David Robbins em uma entrevista.<\/p>\n<p>O Dr. David, m\u00e9dico e professor associado de medicina e diretor do programa de gastroenterologia no\u00a0<em>Northwell<\/em>\u00a0<em>Health<\/em>\u00a0<em>System<\/em>, nos Estados Unidos, apresentou o estudo na reuni\u00e3o anual do\u00a0<em>American College of Gastroenterology<\/em>.<\/p>\n<p>Taxas de crescimento acelerado de cistos pancre\u00e1ticos na presen\u00e7a de diabetes s\u00e3o importantes, porque representam um potencial marcador de agressividade do cisto, &#8220;portanto, a quest\u00e3o realmente \u00e9, no contexto do diabetes, existem fatores circulando na corrente sangu\u00ednea ou outros fatores intr\u00ednsecos que tornam esses cistos mais perigosos e exigem uma abordagem de vigil\u00e2ncia diferente da adotada quando a pessoa n\u00e3o tem diabetes? N\u00f3s temos diretrizes (de vigil\u00e2ncia) que se dirigem \u00e0 popula\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, mas n\u00e3o focam realmente no que fazer com indiv\u00edduos com diabetes&#8221;, explicou o Dr. David durante a apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo pode ter implica\u00e7\u00f5es para o rastreamento, disse a moderadora da sess\u00e3o Dra. Dayna Early, m\u00e9dica, professora de medicina da\u00a0<em>Washington University<\/em>\u00a0e diretora de endoscopia do\u00a0<em>Barnes Jewish Hospital<\/em>, ambos nos EUA. &#8220;Acho que esta \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o importante para nos guiar a observar mais de perto os pacientes com diabetes que t\u00eam cistos pancre\u00e1ticos&#8221;, disse ela em uma entrevista.<\/p>\n<p>O estudo incluiu 177 adultos com cistos pancre\u00e1ticos ou altera\u00e7\u00f5es em exames de imagem entre 2013 e 2020; 65% por cento eram mulheres; a m\u00e9dia de idade m\u00e9dia foi de 65,4 anos; e 64,0% eram brancos, 10,0% eram negros e 8,5% eram asi\u00e1ticos. Entre os participantes, 24,8% eram fumantes e 32,2% tinham\u00a0<a href=\"https:\/\/emedicine.medscape.com\/article\/117853-overview\">diabetes tipo 2<\/a>.<\/p>\n<p>Pacientes com diabetes tinham cisto maiores (2,23 cm\u00a0<em>versus<\/em>\u00a02,76 cm), bem como taxa de crescimento anual do cisto mais alta (1,90 cm\u00a0<em>vs.<\/em>\u00a01,30 cm). O tamanho do cisto e a taxa de crescimento foram semelhantes entre os pacientes com diabetes controlado e n\u00e3o controlado. O tabagismo foi associado a cistos maiores em geral (2,2 cm\u00a0<em>vs.<\/em>\u00a01,81 cm), com cistos ainda maiores entre pacientes com diabetes que fumavam (2,35 cm).<\/p>\n<p>Setenta e um pacientes tiveram confirma\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica por pun\u00e7\u00e3o aspirativa por agulha fina guiada por ultrassom endosc\u00f3pico. &#8220;No grupo com diabetes, dois evolu\u00edram com adenocarcinoma, enquanto seis pacientes no grupo sem diabetes apresentaram adenocarcinoma. N\u00e3o houve diferen\u00e7a nos marcadores s\u00e9ricos ant\u00edgeno carcenoembrion\u00e1rio (CEA) ou\u00a0<a href=\"https:\/\/emedicine.medscape.com\/article\/2087513-overview\">CA 19-9<\/a>&#8220;, destacou o Dr. David durante sua apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dos 28 pacientes com diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer pancre\u00e1tico, 13 tinham diabetes tipo 2.<\/p>\n<p><b>Definindo o perigo<\/b><\/p>\n<p>A taxa de crescimento do cisto mais perigosa ainda \u00e9 incerta. Algumas\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/29485131\/\">diretrizes<\/a>\u00a0recomendam que indiv\u00edduos com diabetes de in\u00edcio recente ou agravamento do diabetes e neoplasia mucinosa papilar intraductal ou cistos de neoplasia mucinosa c\u00edstica ou cistos isolados crescendo &gt; 3 mm por ano podem ter risco significativamente aumentado de c\u00e2ncer pancre\u00e1tico. Essas diretrizes recomendam rastreamento por resson\u00e2ncia magn\u00e9tica de curto intervalo ou aspira\u00e7\u00e3o por agulha fina por ultrassom endosc\u00f3pico. No entanto, essa recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 condicional e \u00e9 respaldada por um n\u00edvel de evid\u00eancia muito baixo.<\/p>\n<p>Outros estudos mostraram riscos vari\u00e1veis em taxas de crescimento diferentes. &#8220;Essa quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 muito clara. E \u00e9 por isso que eu acho que, embora nosso estudo seja pequeno e explorat\u00f3rio, esta \u00e9 uma \u00e1rea em particular cuja avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente f\u00e1cil. Temos enormes bancos de dados de evolu\u00e7\u00e3o de cistos pancre\u00e1ticos e sabemos que 30 milh\u00f5es de estadunidenses t\u00eam diabetes; portanto, o pr\u00f3ximo estudo \u00f3bvio \u00e9 fazer uma an\u00e1lise mais sistem\u00e1tica disso e trabalhar com inten\u00e7\u00e3o de refinar e dar sentido a essas diretrizes divergentes, todas dizendo a mesma coisa, mas usando diferentes n\u00fameros de limiar&#8221;, disse o Dr. David.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo passo \u00e9 fazer estudos multic\u00eantricos maiores no contexto de outros fatores de risco, como hist\u00f3ria familiar e tabagismo, mas o achado em tela representa uma oportunidade de detectar pelo menos alguns tumores pancre\u00e1ticos mais cedo, de acordo com o Dr. David. Ele sugeriu que indiv\u00edduos com diabetes diagnosticados com cisto pancre\u00e1tico sejam encaminhados a um gastroenterologista ou outro especialista para monitorar o crescimento do cisto. &#8220;Ainda v\u00e3o faltar muitas pessoas que n\u00e3o realizaram imagens por qualquer motivo (e, portanto, n\u00e3o t\u00eam um cisto identificado), mas \u00e9 uma oportunidade inicial e \u00e9 melhor do que o que estamos fazendo agora&#8221;.<\/p>\n<p>Durante a palestra, o Dr. David disse: &#8220;Dada a facilidade, disponibilidade e baixo custo do rastreamento do diabetes na popula\u00e7\u00e3o cl\u00ednica geral, incentivamos a inclus\u00e3o da hemoglobina glicada e da glicemia em jejum em algoritmos para vigil\u00e2ncia de cistos pancre\u00e1ticos&#8221;.<\/p>\n<p>A Dra. Dayna achou a sugest\u00e3o intrigante, mas n\u00e3o estava pronta para dar apoio total. &#8220;Acho que a sugest\u00e3o de possivelmente monitorar os n\u00edveis de\u00a0<a href=\"https:\/\/emedicine.medscape.com\/article\/2049478-overview\">hemoglobina glicada<\/a>\u00a0\u00e9 uma novidade. N\u00e3o sei se iremos necessariamente adotar isso como pr\u00e1tica padr\u00e3o, mas \u00e9 algo que pode ser avaliado no futuro como uma forma de ajudar na estratifica\u00e7\u00e3o do risco para decidir se os pacientes precisam ser investigados com mais frequ\u00eancia&#8221;, disse ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: MedScape Novos resultados de uma an\u00e1lise retrospectiva feita em um \u00fanico centro sugerem que pessoas com diabetes e cistos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13282,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-13753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13753"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13755,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13753\/revisions\/13755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13282"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}