{"id":13479,"date":"2021-10-18T11:23:00","date_gmt":"2021-10-18T11:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/?p=13479"},"modified":"2021-10-18T11:23:00","modified_gmt":"2021-10-18T11:23:00","slug":"inatividade-fisica-causa-gastos-de-r-300-milhoes-ao-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/2021\/10\/inatividade-fisica-causa-gastos-de-r-300-milhoes-ao-sus\/","title":{"rendered":"Inatividade f\u00edsica causa gastos de R$ 300 milh\u00f5es ao SUS"},"content":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p>Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econ\u00f4mico da inatividade f\u00edsica de brasileiros, em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, representa gastos no Sistema \u00danico da Sa\u00fade (SUS) de cerca de R$ 300 milh\u00f5es somente com interna\u00e7\u00f5es, em valores de 2019.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1424117&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1424117&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>\u201cEsse custo seria evit\u00e1vel na medida em que voc\u00ea ampliasse o acesso da popula\u00e7\u00e3o a programas de promo\u00e7\u00e3o de atividade f\u00edsica\u201d, disse Marco Antonio Vargas, subchefe do Departamento de Economia da UFF e coordenador executivo da pesquisa, denominada \u201cImplica\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas da inatividade f\u00edsica: panorama nacional e implica\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d.<\/p>\n<p>Ele afirmou que esses programas devem ser direcionados a variados segmentos de diferentes faixas da popula\u00e7\u00e3o. \u201cVoc\u00ea tem car\u00eancias muito claras em alguns setores, principalmente em popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis\u201d, ponderou. A\u00ed entram a\u00e7\u00f5es promovidas pelos munic\u00edpios. O estudo objetiva contribuir para a formula\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas em sa\u00fade preventiva, assim como ao est\u00edmulo \u00e0 pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>O foco do trabalho se situou em pessoas maiores de 40 anos de idade, em fun\u00e7\u00e3o do volume de dados existentes. Buscou-se correlacionar os dados com os custos de tratamento no SUS, isto \u00e9, custos de hospitaliza\u00e7\u00e3o. O levantamento envolveu uma equipe interdisciplinar de pesquisadores, coordenada pelo Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia &#8211; (In) Atividade F\u00edsica e Exerc\u00edcio da UFF &#8211; e foi feito em 2019, portanto, antes da pandemia do novo coronav\u00edrus. No momento, est\u00e1 se buscando a atualiza\u00e7\u00e3o dos dados de 2020 para c\u00e1, por pesquisadores do Laborat\u00f3rio de Ci\u00eancias do Exerc\u00edcio (Lace) e do N\u00facleo de Pesquisa em Ind\u00fastria, Energia, Territ\u00f3rio e Inova\u00e7\u00e3o (Neiti) da UFF.<\/p>\n<h2>Doen\u00e7as cr\u00f4nicas<\/h2>\n<p>Vargas esclareceu que a inatividade est\u00e1 associada \u00e0 incid\u00eancia de diversas doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis (DCNTs), entre as quais hipertens\u00e3o, diabetes, neoplasias de c\u00f3lon e mama e doen\u00e7as isqu\u00eamicas do cora\u00e7\u00e3o, entre outras. A inatividade f\u00edsica constitui um dos principais fatores de risco associados \u00e0 mortalidade DCNTs no mundo e no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEm maior ou menor medida, essas enfermidades guardam correla\u00e7\u00e3o com a inatividade f\u00edsica. Algumas em percentual menor e outras, maior\u201d, observou Vargas. Dentro do conjunto de custos no SUS associado ao tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas n\u00e3o transmiss\u00edveis, a pesquisa buscou a parte que pode ser atribu\u00edda \u00e0 inatividade f\u00edsica.<\/p>\n<p>O coordenador informou que o n\u00edvel de escolaridade e de renda est\u00e1 associado \u00e0 preval\u00eancia maior de inatividade f\u00edsica. A partir de dados da Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), do Minist\u00e9rio de Sa\u00fade, de 2017, observou-se, por exemplo, que o sedentarismo \u00e9 maior entre os indiv\u00edduos com sete anos ou menos de escolaridade (57,92%) em compara\u00e7\u00e3o com aqueles que possuem 12 anos ou mais de escolaridade (41,18%).<\/p>\n<p>O n\u00edvel de inatividade \u00e9 maior entre mulheres do que entre homens e quanto menor for o n\u00edvel de escolaridade, maior o n\u00edvel de inatividade.<\/p>\n<p>Vargas defendeu, ainda, que a promo\u00e7\u00e3o da atividade f\u00edsica deve ser encarada como parte integrante de uma pol\u00edtica de sa\u00fade. \u201cEla n\u00e3o est\u00e1 separada e, portanto, deve ter uma aten\u00e7\u00e3o bastante especial do ponto de vista de programas voltados \u00e0 preven\u00e7\u00e3o\u201d, salientou.<\/p>\n<p>O estudo cita dados da Base de Informa\u00e7\u00f5es Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (BIM-IBGE). Eles mostram que\u00a0 88% dos munic\u00edpios brasileiros desenvolvem algum tipo de a\u00e7\u00e3o, projeto ou programa permanente na \u00e1rea de esporte e lazer.<\/p>\n<p>Vargas argumentou, entretanto, que o percentual ainda \u00e9 muito baixo quando se trata de programas na \u00e1rea de esporte voltados \u00e0 inclus\u00e3o social em comunidades carentes (26,4%) ou para pessoas com defici\u00eancia (16,8%).<\/p>\n<p>O mesmo ocorre em rela\u00e7\u00e3o a programas de inclus\u00e3o social de idosos e de mulheres, por exemplo, que apenas 30% dos munic\u00edpios apresentam. A\u00e7\u00f5es para jovens e adultos j\u00e1 contam com um percentual maior: 50% das cidades t\u00eam iniciativas de inclus\u00e3o social para essas camadas da popula\u00e7\u00e3o voltadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica.<\/p>\n<p>O coordenador destacou que esses dados necessitam de um olhar mais minucioso para identificar o que est\u00e1 ocorrendo nas cidades e como est\u00e3o acontecendo esses programas de esporte nas escolas. Ao mesmo tempo, a pesquisa observou que, ao longo dos \u00faltimos anos, houve uma queda significativa de gastos com desporto e lazer na esfera federal, que representam, em m\u00e9dia, apenas 0,024% do total de gastos federais.<\/p>\n<h2>Cen\u00e1rio mundial<\/h2>\n<p>Dados recentes da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) revelam que a inatividade f\u00edsica \u00e9 um fen\u00f4meno que envolve mais de 20% da popula\u00e7\u00e3o mundial de adultos e mais de 80% da popula\u00e7\u00e3o mundial de adolescentes. Isso significa que um em cada quatro adultos, e quatro em cada cinco adolescentes, n\u00e3o fazem atividades f\u00edsicas regulares, suficientes para atender \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es globais estabelecidas pela OMS.<\/p>\n<p>Ainda segundo a OMS, 27,5% da popula\u00e7\u00e3o global n\u00e3o atingem n\u00edveis m\u00ednimos desej\u00e1veis de atividade f\u00edsica durante a semana. Na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, 39,1% da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o fisicamente inativos. A maior preval\u00eancia de inatividade f\u00edsica na regi\u00e3o \u00e9 encontrada no Brasil, onde 47% da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o atingem os n\u00edveis m\u00ednimos recomendados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>fonte: Ag\u00eancia Brasil Estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que o impacto econ\u00f4mico da inatividade f\u00edsica de brasileiros, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13481,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-13479","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13479","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13479"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13479\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13482,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13479\/revisions\/13482"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13481"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13479"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13479"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/socgastro.org.br\/novo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13479"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}